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sábado, 15 de dezembro de 2012

Turismo da Madeira perdeu 17 milhões de euros


O turismo madeirense perdeu nos primeiros 10 meses do ano 17 milhões de euros em proveitos totais, pois a quebra em relação a igual período do ano passado situa-se nos 2,4%.

De acordo com a Direcção Regional de Estatísticas da Madeira, o negócio do turismo gerou de Janeiro a Outubro 219,4 milhões de euros de proveitos, com as receitas geradas pelo aposento - sem a restauração e outros serviços - a totalizarem 135,4 milhões de euros, menos 0,9% que em igual período do ano passado.

A entrada de hóspedes nos hotéis da Madeira registou uma quebra de 8,1%, tendo contribuído para a vinda de menos 48 mil turistas.

Para esta descida contribuiu a descida de 18,4% da procura por hóspedes residentes em território nacional. Foram menos 35 mil - 72,9% - os turistas portugueses que escolheram a Madeira para as suas férias.

Em 10 meses as 162 unidades hoteleiras das ilhas da Madeira e Porto Santo - que oferecem 38.169 camas - registaram 4,9 milhões de dormidas, menos 120 mil que em igual período do ano anterior.

Num ano de dificuldades, as camas hoteleiras da Madeira, registam uma taxa de ocupação média de 57%, - a segunda maior do país - menos 0,4 pontos percentuais que em 2011.

Já o Revpar - rendimento por quarto - registou uma subida de 0,8%, valendo este ano 32,73 euros.

DN Madeira

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Madeira, a "região mais pobre"

A Madeira é considerada a "região mais pobre" no estudo "Desigualdade económica em Portugal", o mesmo que revela que a taxa de pobreza na região de Lisboa aumentou cerca de 80% em duas décadas, contrariando a tendência nacional, que entre 1993 e 2009 viu baixar o número de pobres de 22,5% para 17,9% do total da população.

O estudo revela que que há uma "acentuada dispersão" do rendimento médio das famílias entre as diferentes regiões. Em Lisboa, a "região mais rica", o rendimento médio das famílias é cerca de 37% mais elevado do que na Madeira, a "região mais pobre".

O estudo foi realizado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) para a Fundação Francisco Manuel dos Santos, que pretende fazer uma análise detalhada e rigorosa do que aconteceu à desigualdade económica em Portugal nos últimos 30 anos. É um estudo que, não só apresenta os principais factores de desigualdade como também os relaciona com os níveis de vida da população e da pobreza e tem também uma preocupação de comparar com o que acontece na União Europeia.

"A intensidade da pobreza reduziu-se em cerca de 44% e a severidade da pobreza assume em 2009 um valor que é menos do que metade do registado em 1993", refere o estudo, que toma como referência o ano de 2009, último ano para o qual existem estatísticas oficiais sobre a desigualdade.

O estudo destaca ainda a evolução da taxa de pobreza dos idosos em Portugal, que num período de 15 anos baixou de cerca de 40% (em 1993) para 21% (2009), o que não aconteceu com a pobreza infantil, que "permanece bastante elevada".

O estudo vai ser discutido na quinta-feira no Conselho Económico e Social (CES). DN Madeira

domingo, 16 de setembro de 2012

Madeira perde turistas

O mês de Julho registou uma descida de 2,1% nas dormidas registadas na região, em relação ao mês homólogo, indica a Direção Regional de Estatísticas.

De acordo com os dados preliminares facultados pelo organismo, a tendência contraria o que se passou a nível nacional, que registou um acréscimo de mais 1,4%.

Os principais contributos para a queda registada provieram de Portugal e do Reino Unido que apresentaram reduções de 18% e 13,4%, respetivamente. Já o mercado alemão cresceu dois dígitos, fixando-se nos 10,4%.

A comparação dos dados até Julho de 2012 indica que o mercado português - um dos principais emissores de turistas para a Madeira -, atinge já uma quebra de 21,2%, quando comparado com o período homólogo. Em Julho deste ano, o acumulado das dormidas dos portugueses representavam 322.562, contra as 2.796.309 dormidas de estrangeiros.

O total de dormidas registadas em julho de 2012 atingiu as 576,6 mil, representando uma fatia de 11,4% do total nacional.

O RevPar, que mede o proveito obtido por quarto disponível, atingiu os 38,71 euros, mais 5,4% que no mesmo mês do ano anterior.

A taxa de ocupação das camas madeirenses situou-se nos 65%, tendo a área de negócio gerado proveitos de 26,4 milhões de euros, menos 0,2 porcento do que em igual período de 2011.
DN Madeira

sábado, 14 de abril de 2012

Madeira com mais de 21 mil desempregados

O número de desempregados na Região atingiu os 21.460 segundo o relatório do IEFP. Isto representa uma subida de 2,4% relativamente a Fevereiro, mas um aumento de 22,3% relativamente a Março de 2011.

No geral, pode-se dizer que todos os indicadores têm expressões negativas.

De facto, as ofertas diminuíram de 132 em Fevereiro para 90 no mês de Março (-31,8%). Relativamente ao mês homólogo de 2011 a descida foi ainda mais expressiva, -68,5%.

Isto reflectiu-se nas colocações, que tinham sido em Março de 2011 151, para em Fevereiro deste ano descerem para 144 e limitarem-se a 58 em Março (-59,7% para Fevereiro e -61,6% para Março)

Os inscritos mensalmente como seria de esperar subiram. Se em Março de 2011 tinham sido 1.153, este ano e no mesmo mês foram 1.707 (+48%). Já relativamente ao mês anterior (1,251) houve uma subida de 36,5%. DN Madeira

sábado, 14 de janeiro de 2012

Madeira tem de cortar 4,5 mil milhões de euros na sua dívida pública

O Governo Regional da Madeira vai ter de cortar na sua dívida pública cerca de 4,5 mil milhões de euros até 2015, segundo o plano de ajustamento do Executivo imposto ao arquipélago, refere o Diário Económico.

O Executivo de Pedro Passos Coelho exige que a Madeira realize um corte na sua dívida pública de 4 453 milhões de euros até 2015, uma medida que foi considerada "impraticável, irrealista e suicida" pela oposição ao Governo de João Jardim.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Empresários alertam para efeitos das medidas de austeridade

A Associação Comércio e Serviços da Região Autónoma da Madeira e a Associação Comercial e Industrial do Funchal estão preocupadas com as medidas de austeridade anunciadas.

O presidente da Associação Comércio e Serviços da Região Autónoma da Madeira alertou, esta terça-feira, que os efeitos económicos das medidas de austeridade vão ser muito graves.

«É uma catástrofe, é um suicídio», que vai agravar a «situação gravíssima em termos económicos e sociais que se vive na região», alertou Lino Abreu, frisando que os preços dos produtos alimentares vão aumentar bastante.

O presidente da Associação Comercial e Industrial do Funchal sublinhou sobretudo os efeitos que o aumento do IVA vai ter no sector hoteleiro, que actualmente tem uma taxa intermédia de nove por cento e que vai passar para a taxa de 22 por cento.

Esta medida «tem um impacto directo não só na restauração, mas também ao nível da hotelaria, que tem já contratos fixados com os operadores turísticos para o próximo ano e que não vai poder reflectir esse aumento nos preços que vende aos operadores turísticos», disse Duarte Rodrigues. (TSF)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dívida da Madeira atinge os €6 mil milhões

O secretário regional do Plano e Finanças, Ventura Garcês, revelou hoje que a dívida pública da Madeira ascendia a seis mil milhões de euros, em Outubro, mais 200 milhões do que inicialmente contabilizado.

O secretário esclareceu que o aumento da dívida se deveu a encargos com as SCUT [vias sem custos para o utilizador] e obras públicas, cujas facturas deram entrada recentemente na contabilidade regional.

"Em Outubro, a dívida global, mais os compromissos, incluindo todo o sector público da Madeira, é de seis mil milhões de euros", afirmou em resposta a uma questão levantada pelo deputado socialista Vítor Freitas, durante o debate sobre o programa do XI Governo Regional.

Ventura Garcês sublinhou, no entanto, que "os activos criados valem muito mais" do que o valor da dívida, que, reiterou, foi "só destinada a investimentos e gerou riqueza e postos de trabalho".

O secretário regional reconheceu também que o atraso nos pagamentos a fornecedores rondava um milhão de euros, razão pela qual o Governo Regional "está empenhado em injectar liquidez".

Rigorosa disciplina financeira

Admitiu que a Madeira nos próximos quatro anos vai cumprir "uma travessia nada fácil" e uma "rigorosa disciplina financeira", porque, observou, "o falhanço" do Programa de Ajustamento Financeiro da Região a celebrar com o Governo da República poderá colocar em perigo a sua autonomia política.

Disse ainda que uma das prioridades do Governo Regional será a abertura, por parte do Governo da República, das negociações com a Comissão Europeia para o aprofundamento dos benefícios fiscais ao Centro Internacional de Negócios da Madeira que "representa mais de 20% de todas as receitas da Madeira".

O secretário do Plano e Finanças salientou ainda que a Zona Franca poderá gerar 140 milhões de euros de receitas em 2012 e é responsável por cerca de três mil postos de trabalho qualificado. (Expresso)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Governo da Madeira coloca despesas de Natal nas contas do próximo ano

Por causa da crise, o Governo Regional da Madeira vai meter parte da factura da festa do Natal e do Ano Novo nas contas do próximo ano, avança o jornal Público desta segunda-feira.

Como o concurso público foi impugnado, o governo regional resolveu o assunto por ajuste directo.

Assim, a iluminação de Natal foi adjudicada à empresa Luzosfera, que tinha apresentado a proposta mais barata.

Só que, conta o jornal Público, esta empresa pertence ao grupo SIRAM, liderado pelo ex-deputado regional do PSD, Sílvio Santos.

Há cinco anos, o Tribunal de Contas acusou o Governo Regional da Madeira de favorecer a SIRAM desde 1996. Esta empresa é também responsável pela logística das campanhas eleitorais do PSD na Madeira.

Além disso, com as luzes de Natal, a Luzosfera vai ganhar mais meio milhão de euros por ano do que a proposta que tinha feito.

Contas feitas, o Natal e passagem do ano na Madeira vão custar quase três milhões de euros, mas, para dar a volta ao problema da dívida, o governo de Alberto João Jardim decidiu repartir os custos. Vai inscrever apenas 114 mil euros no orçamento deste ano, remetendo 2,17 milhões de euros para 2012.TSF

domingo, 23 de outubro de 2011

Funchal lidera 'ranking' dos concelhos que perderam mais sociedades


Os concelhos do Funchal e de Paços de Ferreira foram os que perderam mais sociedades no primeiro semestre deste ano, apesar do país ter ganho 11.147 empresas.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre 'Sociedades Dissolvidas no 1º semestre de 2011' indicam que no total dos 308 concelhos do país há 22 que perderam mais empresas do que as que foram criadas, descando-se o do Funchal e Paços de Ferreira.

A capital da Madeira, Funchal, destaca-se em primeiro lugar no ranking, registando o desaparecimento de 362 sociedades em seis meses. No mesmo período de tempo foram constituídas 292, o que resulta num défice de 70 empresas.

Comércio tradicional, empresas familiares, trabalhos de arquitetura e engenharia e outras empresas de prestações de serviços foi onde mais se sentiu a dissolução de sociedades, contou à Lusa Pedro Calado, vereador das Finanças da Câmara Municipal do Funchal.

A conjuntura nacional com muito estrangulamento financeiro, a banca que deixou de facilitar qualquer tipo de operação às empresas, um mercado fechado de 150 mil habitantes e as dificuldades no pagamento da parte do Governo Central e Regional e de outras entidades públicas são algumas das razões que o vereador Pedro Calado aponta para o encerramento de quase 400 sociedades naquele concelho.

Paços de Ferreira também apresenta um balanço negativo de 36 sociedades, tendo sido criadas 87 ao longo do primeiro semestre deste ano e desaparecido 123 sociedades.DN Madeira

domingo, 25 de setembro de 2011

Governo da Madeira volta a contradizer-se sobre a dívida

O montante das responsabilidades financeiras da Madeira no final de Junho deste ano ascendia a 5,8 mil milhões de euros, garantiu nesta sexta-feira o secretário das Finanças, Ventura Garcês, numa conferência de imprensa "sem respostas" aos jornalistas.

Na quinta-feira à noite, o presidente do governo regional, Alberto João Jardim anunciara numa entrevista à RTP-Madeira que o total da dívida é de "cinco mil milhões e tal", "uma coisinha de nada", vista "no meio das dívidas todas", como considerou também num comício na Ponta do Sol.

Há precisamente um mês, na Feira do Porto Santo, Jardim esclareceu que em termos globais, somando serviços dependentes do governo regional, empresas públicas, institutos e serviços de saúde, "a dívida não chega ao valor de um orçamento anual [1632 milhões de euros em 2011] e corresponde a três por cento dos meios financeiros de que ao longo destes 33 anos [a Madeira dispôs]". Isto ocorreu antes de desmentir a ocultação de dívidas, que mais tarde assumiu ter feito "em legítima defesa", reconhecimento que posteriormente negou.

Ventura Garcês - que nesta sexta-feira acusou jornais de expansão nacional de "deturpação e manipulação" dos valores da dívida - declarou que o governo da Madeira é "a primeira e única entidade a tornar pública, de forma transparente, rigorosa, sem rodeios e subterfúgios as suas responsabilidades totais". E antecipando-se aos números que poderão vir a ser anunciados, como prometeu o primeiro-ministro, até ao final de Setembro, no âmbito da auditoria anunciada pelo ministro das Finanças - assegurou que "a dívida pública da Madeira, em termos de operações SEC (Sistema Europeu de Contas Nacionais), ascendia, em 30 de Junho de 2011, a 3,8 mil milhões, o equivalente a 72% do PIB regional, correspondente a um valor de 14.180 euros por cada residente na região".

Deste montante de 3,8 mil milhões, acrescentou, cerca de 720 mil correspondem a dívidas de empresas públicas incluídas no período de consolidação, 1030 a dívida pública directa e 2050 de reclassificações, estando aqui incluídos 150 milhões de titularização de créditos, 103 de sub-rogação, 274 da Viamadeira, 295 de dívida avalizada do empresa pública de saúde SESARAM e 1141 milhões de acordos celebrados para reescalonamento da dívida. Concluindo, Ventura Garcês insiste que o montante de todas as responsabilidades da região, a 30 de Junho deste ano, ascendia a 5,8 mil milhões, dos quais três mil milhões do governo regional e 2,8 mil milhões do sector público empresarial, aqui incluindo 1,2 mil milhões de avales concedidos a empresas públicas, detidos ou participadas pela região.

O montante total agora referido por Garcês corresponde a um terço do que este mesmo governante declarou há três meses à Assembleia Legislativa da Madeira no âmbito do inquérito sobre "análise, avaliação e responsabilidade dos termos do endividamento da Madeira e consequências para a economia, para as transferências externas e para a credibilidade externa na região", requerido pelo PS.

À comissão parlamentar presidida por Jaime Filipe Ramos (PSD), como consta do relatório final aprovado na sessão plenária de 30 de Junho deste ano, aquele responsável pelas Finanças, em sede de audição, garantiu que, de acordo com a Contabilidade Pública, "a Região Autónoma da Madeira detinha uma dívida [directa] de 864 milhões". "No que respeita a outros níveis de endividamento merece alguma atenção a dívida indirecta, que ascende a 1203 milhões de euros, onde grande parte da dívida do sector público empresarial de 1111 milhões já é parte integrante, não podendo assim ser acrescida a este montante, bem como deverá apenas reflectir as respectivas participações sociais da região". Ou seja, asseverou que a dívida global era de 2067 milhões, apenas 35,6% do montante global de 5,8 mil milhões ontem anunciado. (Público)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Livro 'Suite 605' arrasa Zona Franca da Madeira

"Numa época em que Portugal está mergulhado na maior crise dos últimos cem anos, há uma ilha lusitana onde os piratas são invisíveis, mas o dinheiro desaparece. Sabia que a PepsiCo, Dell, Swatch, American British Tobacco e muitas outras multinacionais usam o offshore da Madeira para fugir aos impostos?".

É desta forma que o livro 'Suite 605' a lançar no próximo dia 1 de Outubro se dá a conhecer, assumindo ser "a maior investigação realizada sobre a Zona Franca da Madeira". João Pedro Martins é o autor de "um cocktail explosivo que conta a história secreta de centenas de empresas que cabem numa sala de 100m2".

A obra assenta numa "pesquisa exaustiva a milhares de páginas de documentos classificados e o acesso a informação confidencial das empresas que nos últimos 17 anos desenvolveram negócios na Zona Franca da Madeira, ajuda-nos a destapar o véu de opacidade e a conhecer o inferno fiscal que deixa 30% da população da Madeira a viver abaixo do limiar da pobreza", lê-se na sinopse.

O livro promete grandes revelações, embora possa repetir casos que já foram notícia. A apresentação é eleoquente: "Conheça os sofisticados esquemas contabilísticos para escapar aos impostos sem infringir a lei. Veja com os seus próprios olhos como se praticam crimes ambientais na Rússia usando 351 'barquinhos de papel' que passaram no offshore da Madeira e deixaram o Ministério das Finanças a 'ver navios'. Saiba tudo sobre o financiamento de partidos políticos envolvendo um processo de mega evasão fiscal em Itália com o epicentro no Funchal. Reconheça a verdadeira identidade dos donos das empresas fantasma que não têm trabalhadores, não produzem riqueza, não pagam impostos, mas apresentam lucros fabulosos. Saiba quem são os super-gestores que administram centenas de empresas",

'Suite 605" assume-se ainda como o mapa geo-referenciado "da maior burla legal que esvaziou os cofres públicos" e que nos últimos anos, levou a que a Madeira perdesse "900 milhões de euros devido às exportações fictícias que inflacionaram artificialmente o PIB". Também revela que só 51 empresas pagam IRC na Madeira e que a maior exportadora da Região é controlada pela líder mundial do aço, a Arcelormital Trading, que não paga impostos em Portugal.

A editora, SmartBook, refere que a Directora do Departamento de Investigação e Acção Penal, Maria José Morgado, já se pronunciou sobre a obra, referindo: “O regime offshore cria um buraco escuro na economia, potenciador da rentabilização do crime organizado e da instabilidade financeira dos países. Uma razão para ler este livro de enorme utilidade.” (DN)

Trabalhadores da construção protestam frente ao Governo Regional

Cerca de cem trabalhadores do grupo Tâmega-Madeira estão concentrados em frente à sede do Governo Regional da Madeira, no Funchal, em protesto contra o atraso no pagamento do salário de agosto e do subsídio de férias.

Os trabalhadores cumprem hoje mais um dia de greve, exigindo a Alberto João Jardim, presidente do governo regional, que o executivo pague “as dívidas que tem das empresas”.

Acusando Jardim de ser o responsável pela situação no grupo Tâmega-Madeira, António Gouveia, do Sindicato dos Rodoviários e Actividades Metalúrgicas alega que o chefe de Governo madeirense “inaugura as obras e não paga às empresas e continua a inaugurá-las”.

Na manifestação, os trabalhadores gritavam “Paguem os nossos salários”, enquanto exibiam cartazes onde se lia: “trabalhadores sem salários e governos a esbanjar” e “todos os dias a inaugurar e os trabalhadores sem salários”.

Segundo o sindicalista, as dívidas à Tâmega-Madeira “são alguns milhões de euros” e a empresa já ter comunicado a intenção de despedir “cerca de 130 trabalhadores”.

Diamantino Alturas, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, que também convocou o protesto explicou que a iniciativa de hoje é consequência da greve de 31 de Agosto, na qual os trabalhadores decidiram pedir “responsabilidades” ao Governo Regional, tendo em conta o que a empresa transmitiu na ocasião: “Que trabalhava para o Governo [regional] e para as câmaras e não recebia dinheiro”.

A Lusa tentou obter da empresa, sediada no concelho de Santa Cruz, um comentário a esta situação, mas foi transmitido que não se encontrava nenhum responsável.

Em Agosto, o secretário Regional do Plano e Finanças da Madeira, Ventura Garcês, reconheceu a existência de “alguns atrasos de pagamento” do Governo Regional, “nomeadamente” às empresas de construção civil, mas escusou-se a divulgar o montante da dívida a este sector, declarando apenas tratar-se de um “valor com algum significado”. (Público)

Jardim diz que dívida de 5 mil milhões é “coisinha de nada”

Com a agência de notação Moody’s a dar uma facada no rating de longo prazo da Madeira, passando o arquipélago de nível B1 para B3 devido aos problemas na gestão do executivo e à "fraca execução orçamental" insular, Alberto João Jardim não perdia forças durante a noite de ontem para lançar novas acusações de conspiração do Continente contra o seu trabalho. Admitindo que a dívida deve chegar aos 5 mil milhões de euros, “uma coisinha de nada”, Jardim deixou ainda críticas a Cavaco Silva por não ter protegido a região.

Ao final da noite desta quinta-feira era sabido que a Moody´s decidia cortar o 'rating' de longo prazo da Madeira do nível B1 para o nível B3. A justificação prendia-se com a “má governanção” do arquipélago e fraca execução orçamental, o que mantém em perspetiva um novo corte do rating da região autónoma.

A decisão "reflete as preocupações sobre a má governança e gestão da região, bem como sobre a sua fraca execução orçamental", aponta o comunicado da agência de notação financeira, que não esquece o facto de a equipa de Jardim ter “encoberto” a dimensão do buraco orçamental com que o arquipélago se defrontava: "A Madeira falhou ao reportar cerca de 1,2 mil milhões de euros (aproximadamente 130 por cento das receitas anuais da região) em responsabilidades comerciais ao longo dos últimos anos. Dada a magnitude das quantias encobertas, acreditamos que a Madeira vai continuar a viver pressões orçamentais por algum tempo, uma vez que absorver essas responsabilidades nos seus orçamentos deverá levar vários anos".

Foi contudo uma apreciação que não impediu Alberto João Jardim de falar dos problemas financeiros da Madeira como “uma coisinha de nada”.

Na entrevista que concedeu à RTP enquanto cabeça-de-lista do PSD às eleições regionais de 9 de outubro, Jardim admitiu que o montante total da dívida da Madeira deve situar-se nos 5 mil milhões de euros, para deixar a promessa de que o seu secretário regional do Plano e Finanças apresentará nos próximos dias "isso tudo e onde o dinheiro foi gasto, para ficar tudo clarinho antes das eleições".

O também presidente do governo regional exigiu ainda que a dívida regional seja "tratada nas mesmas condições que a dívida do País" e aproveitou para voltar a refutar que tenha escondido o buraco madeirense: para Jardim, não passa de uma mentira ampliada pela comunicação social.

"Não houve ocultação, porque quando ficou pronto foi entregue. Não há ocultação, porque os senhores, pela boca do secretário regional do Plano e Finanças, vão saber o volume total que está a acabar de ser apurado, antes mesmo de Bruxelas ter o volume total de divida, tudo, desde o cesto dos papéis, da Empresa de Eletricidade, tudo", garantiu. (RTP)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Madeira duplicou o número de desempregados em dois anos

Com 17.541 pessoas registadas no Centro de Emprego da região, a Madeira atingiu no final de Março o maior número de desempregados de sempre, correspondendo a mais do dobro dos 8.530 desempregados inscritos no final de 2008.

Em contraciclo com a tendência descendente nacional, os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional relativos a Março revelam um crescimento de 14,4 por cento em relação ao mês homólogo do ano passado. Face a Fevereiro deste ano, em que a Madeira tinha sido a região do País onde o desemprego registado mais subira, reflecte um crescimento de mais dois por cento.

Os 17.541 desempregados representam 14,3 por cento da população activa da região (estimada em 122 mil, num total de 247 mil habitantes). Esta percentagem é quase o dobro dos 7,5 por cento referidos pelas autoridades regionais como taxa de desemprego na Madeira no final de 2010, discrepância que tem gerado muita polémica entre o governo regional, sindicatos e partidos políticos.

A taxa oficial, abaixo dos 10,8 por cento registados a nível nacional no último trimestre do ano passado, colocava a Madeira com uma das regiões com mais baixa taxa de desemprego do país, logo depois dos Açores, com sete por cento.

No final de 2010, havia 15.479 madeirenses desempregados, tendo aumentado em mais dois mil em apenas três meses. Com 5.763 desempregados no final de 2003, a região registou o maior aumento entre 2008 e 2009, quando subiu de 8.530 para um total de 12.923. (Público)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Em tempo de crise Jardim esbanja 5,2 milhões de euros nas festas de natal e fim do ano

O governo regional da Madeira está a gastar 5,2 milhões de euros nas festas de Natal e de fim do ano, praticamente, apesar das actuais medidas de austeridade, o mesmo valor investido em 2009 no seu maior cartaz turístico.

Só na queima de fogo-de-artifício na noite de São Silvestre, o executivo de Alberto João Jardim vai despender mais de um milhão de euros. A impugnação do concurso de adjudicação do espectáculo pirotécnico foi requerida junto do Tribunal Administrativo do Funchal pela Minhota, empresa preterida em detrimento da vencedora Macedos Pirotecnia com a proposta de 1,06 milhões de euros, superior em 40 mil euros.

Este ano o fogo-de-artifício movimentará 38.486 peças pirotécnicas com um peso total de 19,5 toneladas, que equivalerão a 87.250 disparos, mais 10 por cento do que no ano passado. Segundo a “Macedo Pirotecnia”, este será o maior espectáculo de sempre e será subordinado ao tema “Sentir a Madeira”, tendo a duração de oito minutos. Os 40 postos de fogo, incluindo um na ilha de Porto Santo, movimentam mais de 500 pessoas, das quais 276 são seguranças e 98 pirotécnicos.

Com a capital madeirense iluminada por mais de 400 mil lâmpadas, o programa inclui animação musical com bandas e grupos de folclore a percorrerem as ruas do Funchal, exposições e concertos em várias igrejas. Os festejos prolongam-se até 6 de Janeiro, dia em que haverá actuações da banda e o desfile das romarias no centro da cidade.

Na noite de hoje o céu apresentar-se-á um pouco nublado no Funchal, estando temporariamente muito nublado no norte e nas zonas montanhosas onde podem ocorrer aguaceiros fracos até ao final da manhã, segundo as previsões do Instituto de Meteorologia. O vento será moderado, mas no Funchal as indicações é que não ultrapasse os 15 quilómetros por hora.

Ocupação hoteleira: a mais baixa de sempre

A taxa de ocupação nos hotéis madeirenses na passagem do ano situa-se nos 77 por cento, revelou ontem a secretária regional dos Transportes e Turismo. Conceição Estudante considerou esta percentagem “satisfatória”, apesar de ser inferior aos 90 por cento atingidos em 2009 e nos anos anteriores.

"Ao fim de oito meses de uma grande tragédia ocorrida num destino turístico é um excelente resultado, porque ao nível de organizações internacionais a constatação que se faz em termos de recuperação de locais afectados é que só acontece ao fim de um ano, pelo que a Madeira regista uma ocupação satisfatória", frisou. A governante traçou como grande objectivo para o próximo ano "a recuperação da imagem da Madeira como destino recuperado e ultrapassar tudo o que foi vendido como má imagem de destruição, de tempestade".

Com a sua mais baixa taxa de ocupação hoteleira de sempre nesta quadra, a Madeira deverá registar no final do ano uma quebra recorde na sua principal actividade económica. Só entre 1 e 27 de Dezembro, o aeroporto da Madeira perdeu cerca de 10.700 passageiros, uma “perda significativa” que a empresa Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira (ANAM) atribui ao “mau tempo que se faz sentir por todo o continente europeu”.

A Madeira, ao contrário das restantes regiões do país, não conseguiu inverter as perdas dos primeiros meses de 2010. Em Setembro, voltou a ser a única excepção no retrato de recuperação do turismo nacional, apresentando uma quebra de 3,1 por cento nas dormidas e de 1,2 por cento nos proveitos hoteleiros, num mês em que os indicadores globais apontaram para subidas de 7,8 e 6,6 por cento, respectivamente. (Público)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Rali Vinho da Madeira - "Soube a muito pouco!"

Em pouco mais de 45 minutos a Superespecial da Avenida do Mar ficou 'despachada'. Pouco, muito pouco, para os milhares de espectadores que se deslocaram até ao centro da capital do mundo automobilístico.

O escasso número de participantes, 'fenómeno' da crise que assombra tudo e todos, precipitou o fim do 'aperitivo' da 51.ª edição do Rali Vinho Madeira, facto que deixou naturalmente o 'povo' desolado, frustrado, pela forma (demasiado) rápida com que tudo se evaporou.

A 'sede' de um bom 'Vinho Madeira' fez deslocar milhares de madeirenses até à Avenida do Mar, novamente para 'prestar vassalagem' ao inglês Kris Meeke, que voltou a vencer a Superespecial, tal como o havia feito o ano passado.

O tempo 'canhão' 1.37,2 minutos, nos 2,18 km da extensão da prova, foram os suficientes para 'atirar para canto' o também leão Bruno Magalhães, o piloto mais ovacionado da tarde, excepção feita, claro está, aos madeirenses, nomeadamente Bernardo Sousa, Miguel Nunes e Vítor Sá, os 'três mosqueteiros' da oitava prova do IRC, de quem muitos esperam momentos ímpares.

Logo atrás do duo maravilha da Peugeot, posicionaram-se os 'convidados de honra' do Vinho Madeira: os estreantes Jan Kopecky e Juho Haninnen. Na primeira 'batalha' levou a melhor o checo, mas a forma agressiva e espectacular de conduzir do finlandês deixaram 'crescer' água na boca.

O 'top 5' da Superespecial fechou com a marca do italiano Luca Rossetti, que não parece ter um 'arma' (Fiat) tão eficaz quanto os Peugeot e Skoda.

Lapso no posto de controlo 'atrasa' Bruno

Causou estranheza o tempo que levou Bruno Magalhães a realizar a Superespecial. Passou Bernardo Sousa, bem depressa, por sinal, mas depois houve um hiato demasiado longo... por lapso no posto de controlo.

Bruno Magalhães partiu com um minuto de atraso, mas obviamente não foi penalizado, até porque a organização assumiu logo a pequena 'gaffe'. "Ossos do ofício", revelou ao DIÁRIO Lamberto Jardim, responsável máximo pela segurança do Rali Vinho Madeira, a propósito. "O erro foi logo detectado, corrigido, nada de especial", frisou.

Certo é que Bruno Magalhães veio de 'faca afiada nos dentes', mas no final quem mais sorriu foi o colega Kris Meeke.

João Silva voou - O jovem piloto madeirense bateu a concorrência e todos os carros de Produção. Está cada vez mais forte e pelo andamento promete não dar tréguas ao principal adversário Samir Sousa.

Melhor madeirense - Bernardo Sousa foi o melhor madeirense da Superescial. Arrancou inúmeros aplausos, sobretudo da bancada 'Coral', onde estava a namorada Dália Madruga, amigos e familiares.

Guerra interna - Na luta de 'irmãos' entre Miguel Nunes e Vítor Sá, a primeira batalha foi ganha pelo mais novo, que chegou ao Vinho Madeira a muito custo. O motor calou-se e houve a necessidade de alugar um outro à Peugeot Portugal. Há males que vêm por bam!

Bem no fim - Costuma-se dizer que os últimos são sempre os primeiros, mas não neste caso. Aurélio Rodrigues é o 'lanterna vermelha' da prova.

Olha que dois - Na luta pelo agrupamento de Produção, João Magalhães bateu Rui Pinto por uma só décima. Filipe Freitas ficou bem lá para trás. Rui Fernandes até fez melhor.

Todo o lugar é bom - Porque a segurança assim o exige e porque o número de espectadores é cada vez maior, houve a necessidade de recorrer a todos os cantinhos para ver melhor a prova.

Doze provas especiais com dois grandes saltos
Disputam-se hoje doze provas especiais de classificação, com particularidade destaque para a dupla passagem pelos Terreiros, onde há um enorme salto para ultrapassar, junto ao Estádio da Madeira, na Choupana, no qual deverão concentrar-se milhares de pessoas.

Todos os concorrentes estiveram à partida
Todos os condutores e carros inscritos para a 51.ª edição do RVM apresentaram-se nas verificações documentais e técnicas, pelo não há baixas a resgistar. Também todos passaram o 'teste' da Avenida do Mar.

Céu nublado previsto para o dia de hoje
O tempo quente está para durar, sobretudo a humidade, no entanto para hoje estão previstos períodos de céu muito nublado, com vento moderado (20 a 35 km/h) de Norte, sendo fraco (inferior a 15 km/h) no Funchal.(Fonte)