quarta-feira, 22 de maio de 2013
Desemprego jovem na Madeira foi de 49% em 2012
Segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat sobre o desemprego regional na União Europeia as regiões da Madeira, Alentejo, Lisboa e Algarve apresentaram taxas de desemprego jovem acima dos 40% em 2012, cerca do dobro da média comunitária. O desemprego entre os jovens (dos 15 aos 24 anos), alcançou os 22,9% na UE em 2012, tendo Portugal registado um valor muito acima da média, e que foi de 37,7%.
Depois da Madeira, com 49%, segue-se o Alentejo (44,5%), Lisboa (43,8%) e Algarve (40,3%). A região Norte registou no ano passado uma taxa de desemprego jovem de 32,8% (a mais baixa do país, ainda assim), o Centro 36,4% e os Açores 38,7%.
Em Portugal, a taxa de desemprego global subiu de 12,7% para 15,6% entre 2011 e o ano passado. As regiões do Algarve , com 17,9%, Madeira com 17,5% e Lisboa com 17,6%, apresentaram os valores mais elevados de Portugal. A lista das 10 regiões com as taxas mais elevadas foi uma vez mais dominada por Espanha e Grécia, com valores a variarem entre os 27,8% e os 38,8%. DN
quinta-feira, 21 de março de 2013
Quase 25 mil desempregados
No mês anterior estavam inscritas 24.472, ou seja resulta num aumento no final desse mês de 504 pessoas.
O aumento homólogo acaba por ser de 19,2%, face aos 20.961 desempregados em Fevereiro de 2012.
DN Madeira
sábado, 14 de abril de 2012
Madeira com mais de 21 mil desempregados
No geral, pode-se dizer que todos os indicadores têm expressões negativas.
De facto, as ofertas diminuíram de 132 em Fevereiro para 90 no mês de Março (-31,8%). Relativamente ao mês homólogo de 2011 a descida foi ainda mais expressiva, -68,5%.
Isto reflectiu-se nas colocações, que tinham sido em Março de 2011 151, para em Fevereiro deste ano descerem para 144 e limitarem-se a 58 em Março (-59,7% para Fevereiro e -61,6% para Março)
Os inscritos mensalmente como seria de esperar subiram. Se em Março de 2011 tinham sido 1.153, este ano e no mesmo mês foram 1.707 (+48%). Já relativamente ao mês anterior (1,251) houve uma subida de 36,5%. DN Madeira
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Número de desempregados na Madeira duplicou nos últimos quatro anos
Se se considerar a população activa estimada em 130,9 mil indivíduos (2,3% do total nacional) no terceiro trimestre de 2011, a Madeira atingiu em Dezembro passado a taxa recorde de desemprego de 14,5%. O número de madeirenses desempregados corresponde a 3,1% do total de 605.134 pessoas que em Portugal estava sem emprego no final do ano passado, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
A Madeira que tinha 5.763 desempregados no final de 2003, registou em Dezembro de 2011 um aumento de 2,2% face ao mês anterior (Novembro) e de mais 21,5% em relação a Dezembro de 2010, em que apresentava já 15.648 pessoas sem trabalho. A nível nacional, os aumentos percentuais foram de 3,7% e de 11,7%, respectivamente face a Novembro último e a Dezembro de há um ano. (Público)
domingo, 14 de agosto de 2011
Enfermeiros vestem farda de emigrantes
Sindicato dos enfermeiros teme efeitos a longo prazo no sistema Regional de SaúdeÉ cada vez maior o número de jovens enfermeiros recém-formados que optam por fazer a mala e tentar a sorte em vários países europeus. O facto do Serviço Regional de Saúde não estar a contratar novos profissionais não lhes deixa outra saída.
Juan Carvalho, do Sindicato dos Enfermeiros, olha para este fenómeno particular de emigração com alguma preocupação. É mão-de-obra qualificada, formada em território nacional, com investimento português e que depois não é aproveitada, mesmo quando são conhecidas as carências de pessoal. São jovens que teriam lugar no Serviço Regional de Saúde, que apenas por restrições orçamentais opta por não contratar, apesar de se ter verificado, desde 2007, um elevado número de aposentações na classe dos enfermeiros.
Juan Carvalho diz que se está a trabalhar com equipas muito reduzidas, apesar do risco e da penosidade que a profissão acarreta, e, em alguns casos, sem ninguém mais velho que possa garantir a formação.
Os enfermeiros dentro do sistema estão actualmente sujeitos a horários de trabalho acrescidos e com equipas reduzidas, situação que tem motivado a saída de muitos profissionais que, sem aguentarem a pressão e as fracas condições de trabalho, optam por abandonar a profissão para se dedicarem a outras áreas. Ou então deixam a Função Pública para exercer no privado.
Para os que tentam entrar na carreira as portas estão completamente encerradas. São estes que optam pela emigração, ou então, dada a necessidade de assegurarem um rendimento, acabam por enveredar por outro tipo de actividade.
Há enfermeiros a trabalharem em restaurantes de familiares e conhecidos, a fazer voluntariado, outros como empregados de lojas em vários centros comerciais, ou ainda nas caixas de supermercado.
Para todos estes e para os que se vão formar no futuro, a emigração surge como única oportunidade para países como Inglaterra, Suíça, Irlanda, Estados Unidos e até Arábia Saudita.
Não é que as condições oferecidas sejam más para os jovens enfermeiros. O que Juan Carvalho teme são as repercussões que tudo isto terá a longo prazo no Serviço Regional de Saúde.
Um serviço que não se renova e que não garante uma carteira de profissionais que assegurem a formação dos mais jovens acaba por ter consequências graves a vários níveis.
Questiona mesmo que perante o quadro de carência actual não se utilize a autonomia, como fazem os Açores, para admitir mais enfermeiros. Por isso, entende que esta é, antes de mais, uma questão política. "O SESARAM argumenta com a questão orçamental, mas a verdade é que continua em incumprimento para com os fornecedores e a ter actos de gestão questionáveis. Portanto, parece só não haver dinheiro para a admissão de pessoal".
Juan Carvalho salienta, por outro lado, que este desinvestimento na contratação de profissionais acabará por colocar em causa outros projectos importantes da Região, nomeadamente ao nível da formação superior e da escola de medicina que se pretendia criar e que já foi anunciada.
Recorda que a Madeira tem neste momento duas escolas superiores de enfermagem, sem contar com a Universidade da Madeira, que agora também forma médicos.
Aliás, "quando se iniciou o curso de medicina, um dos grandes objectivos era criar um pólo tecnológico na área da saúde". Facto que iria permitir estabelecer ligações com outras universidade europeias e criar, desta forma, serviços de ponta na área da medicina.
Juan Carvalho tem, contudo, uma certeza: não é por este caminho que se chega lá.
"Não é com uma visão reducionista de olhar a saúde de hoje para amanhã que se criam condições físicas e humanas para atingir estes objectivos".
A recibo verde
Para o Sindicato, tão grave como o desemprego, é o facto do Serviço Regional de Saúde ter neste momento cerca de três dezenas de enfermeiros a Recibo Verde.
Juan Carvalho tem conhecimento de casos não só no Hospital Dr. Nélio Mendonça, mas também nos Marmeleiros e no João de Almada.
A realidade destes profissionais é que estão a prazo na profissão e na vida. A maioria vai exercer a profissão até Outubro, mês das eleições regionais, mas depois dessa data não há quaisquer garantias. Com a agravante, como refere Juan Carvalho, de serem pessoas necessárias aos serviços onde estão colocadas.
Desde 2003 que não é feito um levantamento das necessidades com pessoal, mas os últimos dados em posse do sindicato indicam um quadro de carência de cerca de 2.500 enfermeiros. Contudo, é de prever que esta carência venha a aumentar. Com a crise, muito mais pessoas vão passar a recorrer ao serviço público de saúde, até mesmo aquelas que tradicionalmente recorriam ao privado.
Juan Carvalho recorda que, ainda há poucas semanas, o presidente do Conselho de Administração do SESARAM afirmava que um bom serviço de saúde não se mede pelas instalações, mas sim pelos profissionais.
Pelo andar da carruagem, o que este enfermeiro teme é que podemos chegar a um ponto em que não haverá nem instalações, nem profissionais.
"Não sei onde isto vai parar", desabafa.
DN Madeira
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Desemprego na Madeira cresceu 16,5% no espaço de um ano.
Os dados foram hoje revelados pelo gabinete do Secretário Regional dos Recursos humanos, com Brazão de Castro a preferir destacar a perspectivada descida do número de desempregadas face ao mês de Maio. Um decréscimo quase irrisório de 0,2%, que na prática se resumiu a 35 trabalhadores, mas que mesmo assim leva o governante a registar “ a terceira diminuição mensal consecutiva”.
Em termos nacionais, o decréscimo generalizado entre Maio e Junho foi mais acentuado, situando-se nos 2,2%.(DN)
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Duas a três pessoas novas por semana na 'Sopa do Cardoso'
O desemprego fez disparar o número de almoços e jantares servidos na Associação Protectora dos Pobres e, todas as semanas, surgem duas a três caras novas a pedir ajuda. Segundo Luísa Pessanha, directora da associação, hoje servem 120 almoços e 70 jantares, mais do que no ano passado. Quase todos são pessoas sem emprego.
Por isso, com este aumento, todos os donativos e apoios como aquele que sairá da Feira da Amizade, uma iniciativa das escolas da Região, são bem-vindos, ajudam a compor o orçamento. Rui Anacleto, director regional de Educação, que esteve esta tarde na abertura da Feira no Jardim Municipal, referiu que, além das verbas angariadas, esta é uma forma de educar os jovens e as crianças para a solidariedade.
A iniciativa nasceu da ideia de ajudar as vítimas do tsunami no Índico e todos os anos as receitas revertem a favor de uma associação de solidariedade social. Este ano é a Associação Protectora dos Pobres, a 'Sopa do Cardoso', a beneficiada. Quanto aos verbas, no ano passado, a Feira da Amizade rendeu oito mil euros.
DN Madeira
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Madeira duplicou o número de desempregados em dois anos
Em contraciclo com a tendência descendente nacional, os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional relativos a Março revelam um crescimento de 14,4 por cento em relação ao mês homólogo do ano passado. Face a Fevereiro deste ano, em que a Madeira tinha sido a região do País onde o desemprego registado mais subira, reflecte um crescimento de mais dois por cento.
Os 17.541 desempregados representam 14,3 por cento da população activa da região (estimada em 122 mil, num total de 247 mil habitantes). Esta percentagem é quase o dobro dos 7,5 por cento referidos pelas autoridades regionais como taxa de desemprego na Madeira no final de 2010, discrepância que tem gerado muita polémica entre o governo regional, sindicatos e partidos políticos.
A taxa oficial, abaixo dos 10,8 por cento registados a nível nacional no último trimestre do ano passado, colocava a Madeira com uma das regiões com mais baixa taxa de desemprego do país, logo depois dos Açores, com sete por cento.
No final de 2010, havia 15.479 madeirenses desempregados, tendo aumentado em mais dois mil em apenas três meses. Com 5.763 desempregados no final de 2003, a região registou o maior aumento entre 2008 e 2009, quando subiu de 8.530 para um total de 12.923. (Público)
sábado, 19 de março de 2011
Destaques da edição de hoje: Metade dos madeirenses não trabalha
Metade não trabalha. É este o título principal da edição de hoje e que dá conta de que apenas 122 mil madeirenses estão no activo, contra 125 mil inactivos e desempregados.
"Desemprego assustador" na Madeira
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Madeira foi a região do país onde o desemprego mais cresceu
A Madeira foi a região do país onde o desemprego mais cresceu. De acordo com números avançados esta sexta-feira pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFF), a Madeira registou um aumento anual do desemprego de 16,5%. Com uma subida de 13%, o Algarve foi a segunda região onde se registou uma oscilação significativa. A comparação entre Outubro e Novembro deste ano, o IEFF revela que o desemprego diminuiu em quatro das sete regiões do país, com excepção do Algarve (mais 15,8 por cento), Açores (mais 0,1 por cento) e Madeira (mais 1,7 por cento).
Num comentário aos números do IEPF, o secretário regional dos Recursos Humanos reconhece o acréscimo do número de desempregados, mas sublinha Brazão de Catro que em Novembro "o total de inscritos no Instituto de Emprego da Madeira (IEM) era de 15.737, mais 258 (1,7%) do que no mês anterior, todavia uma subida menos pronunciada do que a dos dois meses anteriores (Setembro e Outubro) quando se tinham verificado acréscimos de 4% e 2,2%, respectivamente"
(DN Madeira)
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
30,4 milhões 'a arder' levam 'Golden Age' a abrir falência
Os sócios e os 35 trabalhadores foram informados da diligência da administração O investimento foi chorudo. A ideia foi importada e partiu de alguns médicos que quiseram criar uma residência de luxo para acautelar a velhice. São 136 apartamentos de luxo, na cosmopolita Rua do Cabrestante, Ponta da Cruz, com unidades físicas de apoio adaptadas a uma população sénior e com dificuldades de locomoção. Foi assim que nasceu o 'Golden Age Residence', uma estrutura geriátrica de luxo na zona turística do Funchal.
Mas, poucos anos volvidos, o investimento parece ter ruído. Após o romantismo inicial da 'casa do médico', a realidade é um investimento financiado pela banca e pelos 56 sócios que entra agora na insolvência porque a empresa não tem forma de cumprir os compromissos que assumiu. O pedido de insolvência foi requerido pela própria administração, na salvaguarda do interesse da própria sociedade. "Esta administração limitou-se a cumprir o dever que a lei lhe impõe e pedir a insolvência. Não foi mais do que isso", disse a administradora Isabel Freitas.
De nada valeram as entradas e saídas de administradores e as tentativas de viabilizar o idealizado lar de terceira idade convertido numa unidade hoteleira de quatro estrelas.
A 3 de Novembro último entrou no Tribunal Judicial do Funchal o processo de insolvência. O valor da acção é de 30,4 milhões de euros estando indicados 30 credores. Entre os principais credores estão a sociedade de capitais de risco 'ECS'; a empresa construtora do imóvel 'Mota-Engil'; mas também o Centro do Coração; o Grupo Sousa; e vários médicos da nossa praça.
Aberto o processo de insolvência será posteriormente marcada uma assembleia de credores para, ao abrigo do Código da Insolvência e Recuperação de Empresas (CIRE), discutir da viabilidade da empresa.
Recorde-se que foram ensaiadas várias soluções para 'salvar' a empresa desde a hipótese de injecção de capital por parte da banca, redefinição do conceito e do objecto inicial de negócio, até à eventual compra da empresa por um fundo norte-americano depois do hotel ter sido posto à venda.
O hotel continua de portas abertas porque há compromissos para com operadores que urge manter.
A par do processo de insolvência, conforme já noticiou o DIÁRIO a 21 de Outubro, corre termos no Tribunal de Vara Mista do Funchal o processo judicial cível em que a empresa de construção civil 'Mota-Engil' reclama da unidade hoteleira 'Madeira Golden Age Residence' uma dívida superior a 1,5 milhões de euros (incluindo juros).
Em causa está a construção do '4 estrelas' pela 'Mota-Engil' pelo valor de 20,5 milhões de euros. Contrato iniciado em Maio de 2005 e terminado em Janeiro de 2007.
Também corre termos a acção executiva requerida em Maio de 2010 pelo banco financiador (BPI) com quem foram ensaiadas acordos que não surtiram efeitos. As garantias hipotecárias foram accionadas.
Vai continuar aberto
Contactada pelo DIÁRIO, a administradora Isabel Freitas disse que o futuro do hotel está nas mãos do tribunal, da assembleia de credores e do administrador de insolvências. Garantiu que o hotel vai continuar de portas abertas a receber clientes enquanto decorrer o processo e acredita que se houver investimento o hotel é viável porque tem activos e clientes. O que falhou? O investimento exagerado para o fim em vista. A conjuntura económica nacional e internacional não ajuda. Isabel Freitas disse que os ordenados estão em dia assim como as prestações à Segurança Social e a administração faz questão disso.
(DN Madeira)
sábado, 23 de outubro de 2010
Desemprego cresceu 20% em Setembro (Actualizado)

Instituto de Emprego com 15.144 inscritos
A Madeira está entre as regiões do país onde se verificou um maior crescimento de novos desempregados inscritos no mês de Setembro. De acordo com os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) o número de inscritos no Instituto de Emprego da Madeira (IEM) aumentou 20%, fixando-se em 15.144 activos no desemprego.
Numa reacção aos novos dados, o secretário regional dos Recursos Humanos (SRRH) releva que, “Setembro é, tradicionalmente, um dos meses em que se verificam subidas, fruto de novos inscritos, em especial jovens que terminaram estudos e fim de contratos a termo”.
Em termos de taxa de variação mensal, isto é, entre Agosto e Setembro, o número de inscritos no IEM aumentou 4%, o que se traduziu em 598 novos inscritos.
De acordo com a SRRH, durante o último mês, 192 pessoas foram colocadas no mercado de trabalho (+8,5% do que em Agosto). Já o número de novas ofertas de trabalho recuou 15% face a Agosto, quedando-se pelas 278 novas ofertas.
A par da Madeira, o Algarve e os Açores também registaram um crescimento 'acentuado'. Na região do Sul da país os novos inscritos representaram um acréscimo de 22,3%, e nos Açores de 19,9%.
(DN Madeira)
Instituto de Emprego com 15.144 inscritos
A Madeira está entre as regiões do país onde se verificou um maior crescimento de novos desempregados inscritos no mês de Setembro. De acordo com os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) o número de inscritos no Instituto de Emprego da Madeira (IEM) aumentou 20%, fixando-se em 15.144 activos no desemprego.
Numa reacção aos novos dados, o secretário regional dos Recursos Humanos (SRRH) releva que, “Setembro é, tradicionalmente, um dos meses em que se verificam subidas, fruto de novos inscritos, em especial jovens que terminaram estudos e fim de contratos a termo”.
Em termos de taxa de variação mensal, isto é, entre Agosto e Setembro, o número de inscritos no IEM aumentou 4%, o que se traduziu em 598 novos inscritos.
De acordo com a SRRH, durante o último mês, 192 pessoas foram colocadas no mercado de trabalho (+8,5% do que em Agosto). Já o número de novas ofertas de trabalho recuou 15% face a Agosto, quedando-se pelas 278 novas ofertas.
A par da Madeira, o Algarve e os Açores também registaram um crescimento 'acentuado'. Na região do Sul da país os novos inscritos representaram um acréscimo de 22,3%, e nos Açores de 19,9%.
(DN Madeira)
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Subida do desemprego tem sido constante nos últimos 35 anos
A subida do número absoluto de desempregados tem sido uma constante nos últimos 35 anos, embora com algumas quebras pontuais, atingindo actualmente 589,8 mil pessoas, o que equivale a mais que quatro vezes o valor registado em 1975.
No ano seguinte à revolução de Abril, o desemprego afectava 138 mil pessoas, 10 anos depois existiam 405,4 mil desempregados, em 1995 os desempregados eram 338,4 mil e em 2005 eram 422,3 mil, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da Pordata, base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Por sua vez, a taxa de desemprego, que está actualmente nos 10,6 por cento, segundo o INE, mais que duplicou na última década. Em 1985, chegou aos 8,7 por cento, baixou para os 4,7 por cento em 1990, cinco anos depois estava nos 7,1 por cento e em 2000 baixou para 3,9 por cento.
O fraco crescimento económico e aumento da população activa foram os factores considerados determinantes para esta situação por economistas contactados pela agência Lusa.
José Reis, director da faculdade de Economia de Coimbra, considerou que "a economia portuguesa teve depois do 25 de abril grandes ciclos de crescimento" que tiveram efeitos no emprego, seguidos de períodos de crise que corresponderam a aumentos do desemprego.
"Os picos de desemprego, em 1983, 2003 e agora, que correspondem a curvas em forma de montanha, correspondem a crises económicas", disse à agência Lusa.
O economista referiu como períodos de crescimento significativo "o ciclo da democracia", que decorreu no pós 25 de Abril até 1983, o "ciclo do cavaquismo e da integração europeia", de 1984 a 1995, e "o ciclo do guterrismo", de 1996 a 2003.
"De 2003 para cá batemos no fundo e ainda não sabemos quando vamos sair da crise persistente dos últimos anos", afirmou José Reis. O professor de economia defendeu a necessidade de uma "mudança de modelo estrutural, o que não pode ser feito de um dia para outro", e de politicas económicas de crescimento, que assegurem o crescimento do emprego.
"Hoje a politica económica está excessivam
ente centrada na restrição orçamental, temos uma politica salarial recessiva que não cria rendimentos para estimular o consumo e a economia", afirmou. José Reis alertou para o facto de o aumento do desemprego em termos absolutos ter também a ver com o aumento da população activa que se verificou em Portugal nos últimos 35 anos, sobretudo devido a entrada das mulheres no mercado de trabalho no pós 25 de Abril.
O economista Eugénio Rosa também considera que o aumento da população activa teve reflexos no crescimento do desemprego desde 1975, embora aponte o fraco crescimento económico como principal causa da situação. "O grande problema é o fraco crescimento económico, pois só se consegue um crescimento sustentado com pelo menos dois por cento, abaixo disso não há decréscimo no desemprego", disse à Lusa.
Para Eugénio Rosa o aumento quase constante do desemprego nos últimos 35 anos é também reflexo da "quebra acentuada da actividade agrícola, da desindustrialização do país e do desenvolvimento tecnológico".
"E nos últimos 10 anos tivemos sempre um crescimento económico anémico", concluiu.
(DN Madeira)
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Brazão pede a demissão de Almada
É mais um capítulo na contenda entre o Bloco de Esquerda (BE) e o secretário dos Recursos Humanos: Brazão de Castro pede a demissão de Roberto Almada.
No cerne da discórdia está o cartaz 'bloquista' que atribuiu o epíteto de mentiroso ao titular da pasta dos Recursos Humanos: a secretaria onde se integra o Instituto Regional de Emprego.
O caso que tem subjacente uma discordância quanto aos números do desemprego na Madeira, despontou já um processo movido contra o dirigente do BE Roberto Almada, mas ao que tudo indica ainda vai fazer correr 'muita tinta'.
Depois de ter desafiado, na passada terça-feira, Roberto Almada a dizer quando mentiu, Brazão de Castro voltou a emitir, ontem, um comunicado de imprensa intitulado 'Senhor Almada, demita-se!'.
'Desde a afixação do cartaz em Agosto passado, Roberto Almada chama mentiroso ao secretário regional dos Recursos Humanos, mas nunca diz onde está a mentira', pode ler-se no documento.
Brazão de Castro justifica o pedido de demissão de Almada pelo facto de 'toda a acção pública se caracterizar por declarações demagógicas e por uma agenda negativa que não apresenta soluções e propostas alternativas que possam contribuir para a melhoria da vida dos madeirenses'.
Ontem, o governante disse ainda que o dirigente 'bloquista' 'tem revelado uma manifesta falta de talento para fazer política'.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Madeira tem mais 2903 desempregados que em 2009
O Instituto de Emprego da Madeira (IEM) registou 15.090 desempregados em maio, mais 2.903 do que em igual período do ano passado, divulgou hoje a Secretaria Regional dos Recursos Humanos.
“Em relação ao mês anterior, todas as regiões do país apresentaram uma diminuição dos desempregados inscritos e em todas elas registaram-se aumentos em termos homólogos”, refere uma nota da Secretaria Regional dos Recursos Humanos (SRRH), que lembra que “há um ano atrás, o número de inscritos no IEM era de 12.187”.
A Secretaria Regional dá conta ainda que “dos desempregados inscritos no final de março, 9.712 recebiam prestações de desemprego (64,4 por cento), 1.115 (7,4 por cento) procuravam o primeiro emprego, 1.019 (6,7 por cento) eram beneficiários do RSI, sendo de 3.324 (22 por cento) o número daqueles que, já tendo trabalhado, não auferem presentemente qualquer prestação social”.
Segundo a nota da SRRH, o IEM efetuou em maio um total de 173 colocações, “permanecendo disponíveis, no final do mês, um total de 156 ofertas”.
A última taxa de desemprego divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística referente ao primeiro trimestre de 2010 indicava para a Madeira um valor de 6,3 por cento, enquanto que a média nacional era de 10,6 por cento.(I)
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Desemprego registado aumenta 33,5% em um ano
| Pela primeira vez desde 1970, há mais de 15 mil inscritos. Mas, também, mais 3.876 que há 1 ano |
O número de desempregados atingiu em Março último uma cifra nunca antes alcançada, mesmo quando a economia regional tinha pouco para oferecer, chegando agora aos 15.332 activos inscritos no final desse mês. Isto significa mais 25% de inscritos do que em Março do ano passado. No mês homólogo de 2009, estavam inscritos no Instituto do Emprego da Madeira (IEM) uns já preocupantes 11.456 desempregados, menos 3.876 que no final de Março, sendo que os 15.332 actuais aumentaram em 348 pessoas face a Fevereiro último (14.984 ou +2,3%). Este facto é realçado como um "abrandamento" pelo secretário regional dos Recursos Humanos, em comentário enviado à comunicação social, que Brazão de Castro justifica por terem-se registado maiores aumentos de 714 pessoas de Dezembro para Janeiro e de 552 pessoas de Janeiro para Fevereiro. A contribuir para este abrandamento, e assinalado como "indicador positivo" pelo governante, é o facto de, "durante o mês de Março, o IEM ter registado 326 novas ofertas de emprego - mais 39,3% do que no mês anterior e mais 18,1% do que no mês homólogo - permanecendo disponíveis no final do mês, um total de 145. Em igual período foram efectuadas, pelo IEM, um total de 141 colocações", acrescenta. A subir há sete meses Voltando aos factos negativos desta realidade regional, de salientar que há sete meses que o desemprego registado sobe, numa sequência ascendente que perdura desde Setembro de 2009, quando estavam inscritos 12.625 (mais 310 que no mês anterior), depois de dois meses a baixar e que se seguira a 10 meses consecutivos a subir (de Outubro de 2008 a Junho de 2009). Mas o indicador mais relevante a ter em conta é que os primeiros três meses deste ano já se 'catapultaram' para os 1.º, 2.º e 3.º meses com maior número de desempregados inscritos na Madeira desde 1970. Ou seja, em 40 anos de estatísticas de desemprego, nunca se tinha atingido valores acima dos 14 mil. Pior que isto só mesmo este facto inédito: os últimos 15 meses (Janeiro de 2009 a Março de 2010) estão no 'top 15' do desemprego na Região Autónoma, mas que terá outras explicações - como o aumento da população residente e activa, face aos 'anos dourados' da emigração madeirense. Fevereiro de 1979, quando estavam 9.465 registados no desemprego, deteve o 'recorde' ao longo de quase 30 anos. Por fim, mais duas das 'mil e uma' notas que se podem retirar destes dados estatísticos, ontem divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional: 57,6 por cento são homens, menos 0,5 pontos percentuais que no mês anterior, significando que no mês passado houve um aumento de mulheres inscritas (42,4% face aos 41,9% de Fevereiro); no mês passado 7,7% (1.187) estavam à procura de primeiro emprego, sendo que os 14.145 que procuravam um novo emprego (92,3% do total) recebiam prestações de desemprego (64,5%) ou recebiam o Rendimento Social de Inserção (6%) e 21,8% (3.337) não tinham qualquer apoio social. |
| Francisco José Cardoso (DN Madeira) |
