A Madeira é a região portuguesa com a taxa de desemprego jovem mais elevada, registando 49% em 2012.
Segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat sobre o desemprego regional na União Europeia as regiões da Madeira, Alentejo, Lisboa e Algarve apresentaram taxas de desemprego jovem acima dos 40% em 2012, cerca do dobro da média comunitária. O desemprego entre os jovens (dos 15 aos 24 anos), alcançou os 22,9% na UE em 2012, tendo Portugal registado um valor muito acima da média, e que foi de 37,7%.
Depois da Madeira, com 49%, segue-se o Alentejo (44,5%), Lisboa (43,8%) e Algarve (40,3%). A região Norte registou no ano passado uma taxa de desemprego jovem de 32,8% (a mais baixa do país, ainda assim), o Centro 36,4% e os Açores 38,7%.
Em Portugal, a taxa de desemprego global subiu de 12,7% para 15,6% entre 2011 e o ano passado. As regiões do Algarve , com 17,9%, Madeira com 17,5% e Lisboa com 17,6%, apresentaram os valores mais elevados de Portugal. A lista das 10 regiões com as taxas mais elevadas foi uma vez mais dominada por Espanha e Grécia, com valores a variarem entre os 27,8% e os 38,8%. DN
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quarta-feira, 22 de maio de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
Quase 25 mil desempregados
No mês anterior estavam inscritas 24.472, ou seja resulta num aumento no final desse mês de 504 pessoas.
O aumento homólogo acaba por ser de 19,2%, face aos 20.961 desempregados em Fevereiro de 2012.
DN Madeira
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Apreendidos artigos imitados e reproduzidos ilegalmente na feira do Santo da Serra
Operação da GNR-Madeira permitiu apreender mercadoria cujo valor total e presumível é de 2.645 euros
93 DVDs, 100 CDs, 2 motosserras, 11 pares de sapatos (ténis, sapatos, etc.), 5 perfumes, 70 peças de vestuário (camisas, camisolas, etc.), cujo valor total e presumível é de 2.645 euros, foram apreendidos hoje pelo Comando Territorial da Madeira da Guarda Nacional Republicana (GNR), numa operação em colaboração com a PSP.
A mercadoria foi apreendida na feira do Santo da Serra durante uma operação de fiscalização.
Foram levantados quatro autos de notícia e de apreensão pelos crimes de contrafacção e usurpação (por infracções ao Decreto-Lei n.º 36/2003 de 05 de Março e Decreto-Lei n.º 63/85 de 14 de Março, respectivamente) que serão remetidos ao Ministério Público de Santa Cruz para os devidos efeitos, bem como um auto de contra-ordenação por fuga ao IVA (por infracção ao Decreto-Lei n.º 147/2003 de 11 de Julho). DN Madeira
93 DVDs, 100 CDs, 2 motosserras, 11 pares de sapatos (ténis, sapatos, etc.), 5 perfumes, 70 peças de vestuário (camisas, camisolas, etc.), cujo valor total e presumível é de 2.645 euros, foram apreendidos hoje pelo Comando Territorial da Madeira da Guarda Nacional Republicana (GNR), numa operação em colaboração com a PSP.
A mercadoria foi apreendida na feira do Santo da Serra durante uma operação de fiscalização.
Foram levantados quatro autos de notícia e de apreensão pelos crimes de contrafacção e usurpação (por infracções ao Decreto-Lei n.º 36/2003 de 05 de Março e Decreto-Lei n.º 63/85 de 14 de Março, respectivamente) que serão remetidos ao Ministério Público de Santa Cruz para os devidos efeitos, bem como um auto de contra-ordenação por fuga ao IVA (por infracção ao Decreto-Lei n.º 147/2003 de 11 de Julho). DN Madeira
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Imigração ilegal é residual na Madeira
A imigração ilegal na Madeira é residual, garantiu esta tarde o novo director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Paulo Coelho Torres foi apresentar as credenciais ao presidente do Governo Regional da Madeira na Quinta Vigia. À saída, explicou que na Madeira os imigrantes sem papéis são poucos.
Também se falou dos meios materiais e humanos ao dispor da delegação do SEF na Madeira, sobretudo no Porto Santo, mas o novo director lembrou que há uma tendência para as queixas. Os meios são estes, é necessário adaptar-se ao que está disponível. DN Madeira
Também se falou dos meios materiais e humanos ao dispor da delegação do SEF na Madeira, sobretudo no Porto Santo, mas o novo director lembrou que há uma tendência para as queixas. Os meios são estes, é necessário adaptar-se ao que está disponível. DN Madeira
sábado, 15 de dezembro de 2012
Turismo da Madeira perdeu 17 milhões de euros
O turismo madeirense perdeu nos primeiros 10 meses do ano 17 milhões de euros em proveitos totais, pois a quebra em relação a igual período do ano passado situa-se nos 2,4%.
De acordo com a Direcção Regional de Estatísticas da Madeira, o negócio do turismo gerou de Janeiro a Outubro 219,4 milhões de euros de proveitos, com as receitas geradas pelo aposento - sem a restauração e outros serviços - a totalizarem 135,4 milhões de euros, menos 0,9% que em igual período do ano passado.
A entrada de hóspedes nos hotéis da Madeira registou uma quebra de 8,1%, tendo contribuído para a vinda de menos 48 mil turistas.
Para esta descida contribuiu a descida de 18,4% da procura por hóspedes residentes em território nacional. Foram menos 35 mil - 72,9% - os turistas portugueses que escolheram a Madeira para as suas férias.
Em 10 meses as 162 unidades hoteleiras das ilhas da Madeira e Porto Santo - que oferecem 38.169 camas - registaram 4,9 milhões de dormidas, menos 120 mil que em igual período do ano anterior.
Num ano de dificuldades, as camas hoteleiras da Madeira, registam uma taxa de ocupação média de 57%, - a segunda maior do país - menos 0,4 pontos percentuais que em 2011.
Já o Revpar - rendimento por quarto - registou uma subida de 0,8%, valendo este ano 32,73 euros.
DN Madeira
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Liga dos Combatentes em fase de adaptação à nova 'casa' no Funchal
O presidente do Núcleo do Funchal da Liga dos Combatentes, Bernardino Laureano, pôs esta manhã o Representante da República, Ireneu Barreto, ao corrente das dificuldades que a instituição sente com a transferência da sua sede da Rua do Ribeirinho para o antigo Paiol.
O processo de recuperação das instalações desta nova sede está ainda em curso mas o espaço já está disponível, não só para as actividades dos sócios como também para iniciativas de outras organizações (eventos, seminários, etc.).
A Liga dos Combatentes não recebe neste momento qualquer apoio público, funcionando graças às quotas pagas pelos seus sócios. O Núcleo do Funchal tem presentemente 785 sócios.
A audiência com Ireneu Barreto serviu igualmente para apresentação de cumprimentos de Natal.
DN Madeira
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Laurissilva em foco no Madeira Film Festival
A segunda edição do Madeira Film Festival (MFF) promete conjugar cinema, concertos, palestras, 'masterclasses', 'workshops', projecto educativo, jantares de gala, passagens de modelos, cocktails e festas durante uma semana em que a 'grande' homenageada será a Floresta Laurissilva, desde logo com a apresentação do trailer da curta-metragem 'The tree of Pan' rodado no concelho de Santana.
“Incentivar a indústria cinematográfica portuguesa e estrangeira a escolher esta Ilha e a floresta Laurissilva para as suas produções cinematográficas” é um dos objectivos do certame internacional agendado de 15 a 21 de Abril de 2013.
A apresentação do Madeira Film Festival decorrerá no próximo sábado, dia 8, a partir das 17 horas, no Reid's Palace Hotel.
DN Madeira
domingo, 11 de novembro de 2012
'Madeira Wine Company' leva vinhos à mostra internacional de Montréal
Empresa quer incrementar visibilidade das suas marcas no mercado canadiano
De armas e bagagens, 40 vitivinicultores portugueses vieram a Montreal, no Canadá, para participar na grande mostra internacional de vinhos 'Grande Dégustation de Montréal', que este ano escolheu Portugal como país em destaque.
Quase sempre ausentes em certames de vinho no Canadá, os vinhos da Madeira marcaram presença desta feita, através da empresa 'Madeira Wine Company'.
Ricardo Tavares, director de vendas da empresa que engloba as marcas 'Blandy's', 'Cossart Gordon', 'Leacoks' e 'Miles' referiu ser impossível comparar o peso da presença internacional dos vinhos do Porto e dos Madeira.
Por "cada cem garrafas de Porto vendidas, o Madeira só vende 0,7%, nem chega a uma garrafa”, disse o director de vendas.
Por isso, quer dar visibilidade aos 'Madeiras', mas é muito selectivo na colocação de produtos. Num exemplo, um dos poucos 'Blandy's' disponíveis no Quebeque, o 'Malvasia de dez anos', custa 51 dólares.
Por outro lado, a comitiva portuguesa, liderada por presidentes das empresas produtoras, põe à prova 250 vinhos nacionais de 11 regiões, incluindo 'Portos' e os já referidos 'Madeiras'.
No recinto da feira de três dias, que termina hoje à noite no Palácio dos Congressos da cidade, os vinhos portugueses não passam indiferentes a ninguém, ocupando um sexto da zona das bancas de vinhos.
"A escolha de Portugal como país convidado de honra da 'Grande Dégustation de Montréal' é uma oportunidade única para os vinhos portugueses, pois este é o único salão que permite fazer negócios directamente", salientou à Lusa, Carlos Ferreira, o restaurador português de maior sucesso em Montreal e porta-voz da presença portuguesa neste evento.
"Aqui está representado o melhor vinho de Portugal", considerou, preconizando que os vinhos portugueses se devem dirigir a um nicho onde tem mais hipóteses de êxito, "o da média-alta" e devem competir com base na relação preço-qualidade, que é excelente".
Para Miguel Nora, gestor da ViniPortugal, num mercado muito competitivo de vinhos como o canadiano, a estratégia para o êxito português tem de passar pelo "posicionamento em termos de qualidade, pelas castas próprias, pela ligação à gastronomia, e pelo preço-qualidade", apontou.
Embora apetecível, o mercado canadiano apresenta características que dificultam a entrada de vinhos estrangeiros, desde logo por muitas províncias sujeitarem a venda de bebidas alcoólicas a monopólio governamental, como é o caso de Ontário, Montreal e Columbia, impondo rigorosas restrições legais e elevadas taxas de imposto com efeito imediato nos preços de venda ao público.
Presente na mostra, o produtor Esporão, há 12 anos a vender para o Canadá, realçou como a diferença de impostos sobre o vinho em várias províncias faz variar o preço, dando como exemplo, o vinho 'Alandra Tinto', de 7,6, 9,5 dólares e 12,5 dólares canadianos.
João Roquette, administrador delegado do grupo Esporão, enunciou que o objectivo para o Canadá é expandir, pretendendo listar em breve o 'Defesa' tinto.
Os monopólios de venda no sector também dificultam a entrada nos mercados, devido à imposição de regras selectivas.
Que o diga a Casa Agrícola Alexandre Relvas, do Redondo, no Alentejo, que, embora tenha já dois vinhos em exportação privada, desde há três anos pretende obter licenciamentos para os vinhos 'Ciconia' e 'Montinho' no Quebeque.
"Concorremos aos concursos, mas ainda não conseguimos", frisou Alexandre Relvas, sabendo que, entre outras condições, só o lançamento de cada vinho implica um pagamento inicial de 200 mil dólares (157 mil euros).
"O Quebeque é um mercado muito exigente, muito profissional e muito seguro", resumiu Victor Damião, presidente da direcção da Adega Cooperativa de Cantanhede, sobre esta região que é o seu principal importador estrangeiro e onde busca crescente presença.
Também boa conhecedora deste mercado, a empresa Poças tendo aumentado as exportações dos vinhos de mesa, indicou Pedro Poças Pintão, director comercial, mas constatou a quebra genérica nos Vinhos do Porto verificada nos últimos anos.
Iniciada na quinta-feira, a 'Grande Dégustation de Montréal', destinada a profissionais e ao público em geral, encerra esta noite.
Após Montreal, metade da delegação portuguesa dirige-se para outro evento no Canadá, o 'Gourmet, food and wine Expo', que abre no dia 15 em Toronto.DN Madeira
De armas e bagagens, 40 vitivinicultores portugueses vieram a Montreal, no Canadá, para participar na grande mostra internacional de vinhos 'Grande Dégustation de Montréal', que este ano escolheu Portugal como país em destaque.
Quase sempre ausentes em certames de vinho no Canadá, os vinhos da Madeira marcaram presença desta feita, através da empresa 'Madeira Wine Company'.
Ricardo Tavares, director de vendas da empresa que engloba as marcas 'Blandy's', 'Cossart Gordon', 'Leacoks' e 'Miles' referiu ser impossível comparar o peso da presença internacional dos vinhos do Porto e dos Madeira.
Por "cada cem garrafas de Porto vendidas, o Madeira só vende 0,7%, nem chega a uma garrafa”, disse o director de vendas.
Por isso, quer dar visibilidade aos 'Madeiras', mas é muito selectivo na colocação de produtos. Num exemplo, um dos poucos 'Blandy's' disponíveis no Quebeque, o 'Malvasia de dez anos', custa 51 dólares.
Por outro lado, a comitiva portuguesa, liderada por presidentes das empresas produtoras, põe à prova 250 vinhos nacionais de 11 regiões, incluindo 'Portos' e os já referidos 'Madeiras'.
No recinto da feira de três dias, que termina hoje à noite no Palácio dos Congressos da cidade, os vinhos portugueses não passam indiferentes a ninguém, ocupando um sexto da zona das bancas de vinhos.
"A escolha de Portugal como país convidado de honra da 'Grande Dégustation de Montréal' é uma oportunidade única para os vinhos portugueses, pois este é o único salão que permite fazer negócios directamente", salientou à Lusa, Carlos Ferreira, o restaurador português de maior sucesso em Montreal e porta-voz da presença portuguesa neste evento.
"Aqui está representado o melhor vinho de Portugal", considerou, preconizando que os vinhos portugueses se devem dirigir a um nicho onde tem mais hipóteses de êxito, "o da média-alta" e devem competir com base na relação preço-qualidade, que é excelente".
Para Miguel Nora, gestor da ViniPortugal, num mercado muito competitivo de vinhos como o canadiano, a estratégia para o êxito português tem de passar pelo "posicionamento em termos de qualidade, pelas castas próprias, pela ligação à gastronomia, e pelo preço-qualidade", apontou.
Embora apetecível, o mercado canadiano apresenta características que dificultam a entrada de vinhos estrangeiros, desde logo por muitas províncias sujeitarem a venda de bebidas alcoólicas a monopólio governamental, como é o caso de Ontário, Montreal e Columbia, impondo rigorosas restrições legais e elevadas taxas de imposto com efeito imediato nos preços de venda ao público.
Presente na mostra, o produtor Esporão, há 12 anos a vender para o Canadá, realçou como a diferença de impostos sobre o vinho em várias províncias faz variar o preço, dando como exemplo, o vinho 'Alandra Tinto', de 7,6, 9,5 dólares e 12,5 dólares canadianos.
João Roquette, administrador delegado do grupo Esporão, enunciou que o objectivo para o Canadá é expandir, pretendendo listar em breve o 'Defesa' tinto.
Os monopólios de venda no sector também dificultam a entrada nos mercados, devido à imposição de regras selectivas.
Que o diga a Casa Agrícola Alexandre Relvas, do Redondo, no Alentejo, que, embora tenha já dois vinhos em exportação privada, desde há três anos pretende obter licenciamentos para os vinhos 'Ciconia' e 'Montinho' no Quebeque.
"Concorremos aos concursos, mas ainda não conseguimos", frisou Alexandre Relvas, sabendo que, entre outras condições, só o lançamento de cada vinho implica um pagamento inicial de 200 mil dólares (157 mil euros).
"O Quebeque é um mercado muito exigente, muito profissional e muito seguro", resumiu Victor Damião, presidente da direcção da Adega Cooperativa de Cantanhede, sobre esta região que é o seu principal importador estrangeiro e onde busca crescente presença.
Também boa conhecedora deste mercado, a empresa Poças tendo aumentado as exportações dos vinhos de mesa, indicou Pedro Poças Pintão, director comercial, mas constatou a quebra genérica nos Vinhos do Porto verificada nos últimos anos.
Iniciada na quinta-feira, a 'Grande Dégustation de Montréal', destinada a profissionais e ao público em geral, encerra esta noite.
Após Montreal, metade da delegação portuguesa dirige-se para outro evento no Canadá, o 'Gourmet, food and wine Expo', que abre no dia 15 em Toronto.DN Madeira
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Madeira, a "região mais pobre"
A Madeira é considerada a "região mais pobre" no estudo "Desigualdade económica em Portugal", o mesmo que revela que a taxa de pobreza na região de Lisboa aumentou cerca de 80% em duas décadas, contrariando a tendência nacional, que entre 1993 e 2009 viu baixar o número de pobres de 22,5% para 17,9% do total da população.
O estudo revela que que há uma "acentuada dispersão" do rendimento médio das famílias entre as diferentes regiões. Em Lisboa, a "região mais rica", o rendimento médio das famílias é cerca de 37% mais elevado do que na Madeira, a "região mais pobre".
O estudo foi realizado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) para a Fundação Francisco Manuel dos Santos, que pretende fazer uma análise detalhada e rigorosa do que aconteceu à desigualdade económica em Portugal nos últimos 30 anos. É um estudo que, não só apresenta os principais factores de desigualdade como também os relaciona com os níveis de vida da população e da pobreza e tem também uma preocupação de comparar com o que acontece na União Europeia.
"A intensidade da pobreza reduziu-se em cerca de 44% e a severidade da pobreza assume em 2009 um valor que é menos do que metade do registado em 1993", refere o estudo, que toma como referência o ano de 2009, último ano para o qual existem estatísticas oficiais sobre a desigualdade.
O estudo destaca ainda a evolução da taxa de pobreza dos idosos em Portugal, que num período de 15 anos baixou de cerca de 40% (em 1993) para 21% (2009), o que não aconteceu com a pobreza infantil, que "permanece bastante elevada".
O estudo vai ser discutido na quinta-feira no Conselho Económico e Social (CES). DN Madeira
O estudo revela que que há uma "acentuada dispersão" do rendimento médio das famílias entre as diferentes regiões. Em Lisboa, a "região mais rica", o rendimento médio das famílias é cerca de 37% mais elevado do que na Madeira, a "região mais pobre".
O estudo foi realizado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) para a Fundação Francisco Manuel dos Santos, que pretende fazer uma análise detalhada e rigorosa do que aconteceu à desigualdade económica em Portugal nos últimos 30 anos. É um estudo que, não só apresenta os principais factores de desigualdade como também os relaciona com os níveis de vida da população e da pobreza e tem também uma preocupação de comparar com o que acontece na União Europeia.
"A intensidade da pobreza reduziu-se em cerca de 44% e a severidade da pobreza assume em 2009 um valor que é menos do que metade do registado em 1993", refere o estudo, que toma como referência o ano de 2009, último ano para o qual existem estatísticas oficiais sobre a desigualdade.
O estudo destaca ainda a evolução da taxa de pobreza dos idosos em Portugal, que num período de 15 anos baixou de cerca de 40% (em 1993) para 21% (2009), o que não aconteceu com a pobreza infantil, que "permanece bastante elevada".
O estudo vai ser discutido na quinta-feira no Conselho Económico e Social (CES). DN Madeira
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
37 casos de dengue confirmados na Madeira
A Secretaria dos Assuntos Sociais acaba de emitir um comunicado com o ponto de situação da evolução dos casos prováveis e confrmafos de febre de dengue na RAM.
Aquele organismos refere que, até ao momento, existem 262 casos prováveis, 37 casos confirmados, 6 casos de internamento, num total cumulativo de 30 casos de internamento.
A secretaria refere ainda que as acções de avaliação entomológica, intensificados desde o dia 4 de Setembro, estão neste momento a percorrer as zonas mais afectadas por casos, numa acção que inclui não só o inventário e a avaliação dos criadouros domésticos e peridomésticos, mas também a orientação para a sua eliminação e cuidados de protecção individual à população. DN Madeira
Alunos sem passe podem abandonar a escola do Estreito de Câmara de Lobos
Novas alterações no apoio ao transporte escolar está no cerne da desmotivação dos estudantes que já cumpriram o ensino obrigatório.
É a consequência da abolição do apoio ao transporte escolar que muitos alunos da Escola EB2,3 do Estreito de Câmara de Lobos possuiam. Luís e Carlos são dois estudantes a frequentar o 10.º ano de escolaridade, na Escola EB2 e 3 do Estreito de Câmara de Lobos que disseram esta manhã ter ouvido da boca dos próprios colegas que estão a ponderar desistir da escola. Não é o caso deste dois alunos, na medida em que sublinharam terem a sorte dos pais lhes dar boleia até ao estabelecimento de ensino. Ao contrário, relatam alguns excertos de depoimentos dos amigos que já lhes confidenciaram que "não vêm mais, porque a distância é grande, ainda por cima têm de carregar uma mochila às costas. À tarde, quando saem da escola dizem que chegam a casa já de noite".
Estas foram algumas das declarações escutadas durante o protesto pacífico marcado pelos encarregados de educação, justamente para a frente da escola e que serviu para reivindicar a continuidade do apoio ao transporte escolar que o Governo Regional decidiu retirar numa política de contenção de despesa.
Um protesto que juntou apenas meia dúzia de encarregados de educação à frente da porta principal. A explicação avançada por alguns populares presentes para tão pouca adesão foi a seguinte: "A secretaria da Educação concedeu passes aos alunos, cujos pais foram os cabecilhas dos protestos no início de Outubro".
DN Madeira
domingo, 16 de setembro de 2012
Madeira perde turistas
O mês de Julho registou uma descida de 2,1% nas dormidas registadas na região, em relação ao mês homólogo, indica a Direção Regional de Estatísticas.
De acordo com os dados preliminares facultados pelo organismo, a tendência contraria o que se passou a nível nacional, que registou um acréscimo de mais 1,4%.
Os principais contributos para a queda registada provieram de Portugal e do Reino Unido que apresentaram reduções de 18% e 13,4%, respetivamente. Já o mercado alemão cresceu dois dígitos, fixando-se nos 10,4%.
A comparação dos dados até Julho de 2012 indica que o mercado português - um dos principais emissores de turistas para a Madeira -, atinge já uma quebra de 21,2%, quando comparado com o período homólogo. Em Julho deste ano, o acumulado das dormidas dos portugueses representavam 322.562, contra as 2.796.309 dormidas de estrangeiros.
O total de dormidas registadas em julho de 2012 atingiu as 576,6 mil, representando uma fatia de 11,4% do total nacional.
O RevPar, que mede o proveito obtido por quarto disponível, atingiu os 38,71 euros, mais 5,4% que no mesmo mês do ano anterior.
A taxa de ocupação das camas madeirenses situou-se nos 65%, tendo a área de negócio gerado proveitos de 26,4 milhões de euros, menos 0,2 porcento do que em igual período de 2011.
DN Madeira
De acordo com os dados preliminares facultados pelo organismo, a tendência contraria o que se passou a nível nacional, que registou um acréscimo de mais 1,4%.
Os principais contributos para a queda registada provieram de Portugal e do Reino Unido que apresentaram reduções de 18% e 13,4%, respetivamente. Já o mercado alemão cresceu dois dígitos, fixando-se nos 10,4%.
A comparação dos dados até Julho de 2012 indica que o mercado português - um dos principais emissores de turistas para a Madeira -, atinge já uma quebra de 21,2%, quando comparado com o período homólogo. Em Julho deste ano, o acumulado das dormidas dos portugueses representavam 322.562, contra as 2.796.309 dormidas de estrangeiros.
O total de dormidas registadas em julho de 2012 atingiu as 576,6 mil, representando uma fatia de 11,4% do total nacional.
O RevPar, que mede o proveito obtido por quarto disponível, atingiu os 38,71 euros, mais 5,4% que no mesmo mês do ano anterior.
A taxa de ocupação das camas madeirenses situou-se nos 65%, tendo a área de negócio gerado proveitos de 26,4 milhões de euros, menos 0,2 porcento do que em igual período de 2011.
DN Madeira
sexta-feira, 27 de julho de 2012
PJ deteve suspeito de fogo posto
A Polícia Judiciária deteve um homem suspeito de ter ateado o fogo que causou o pânico na Ponta do Pargo.
Segundo o comunicado do Departamento de Investigação Criminal do Funchal, o suspeito terá sido também responsável por incêndios em Março.
O suspeito tinha em tempos concorrido a uma vaga de bombeiro, tendo chumbado nos testes. O detido, de 37 anos e natural da Madeira, será presente às autoridades judiciárias."Na sequência das diligências de investigação levadas a efeito face a onda de incêndios que assolaram a Região Autónoma da Madeira (RAM)", diz o comunicado da PJ, "foram recolhidos fortes indícios que permitiram identificar o autor de dois incêndios ocorridos no fim do mês de Março na freguesia de Ponta do Pargo e que consumiram uma área florestal de 30 hectares, e ainda do incêndio de grandes dimensões que no dia 17 do corrente mês, atingiu as freguesias da Fajã da Ovelha, Ponta do Pargo e Achadas da Cruz, consumindo uma área total de 2.484 hectares, e colocando em perigo diversas habitações".DN Madeira
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Proteção Civil diz que maioria dos fogos na Madeira "não teve origem natural"
Há mais uma voz que eleva as suspeitas de mão criminosa na origem dos incêndios na Madeira. O presidente do Serviço Regional de Proteção Civil, Luis Neri, tem "quase a certeza" de que a maior parte dos fogos que deflagraram na região nos últimos dias "não teve origem natural".
"Efetivamente, tenho quase a certeza de que apenas uma percentagem reduzida dos incêndios tiveram origem natural", afirmou à Lusa o responsável.
Luís Neri informou que continua a merecer "preocupação" o fogo nas Achadas da Cruz (Porto Moniz), que "começou há dois dias", onde está a "atuar um dispositivo com grande capacidade", existindo reacendimentos na Fonte do Bispo (Calheta) e na Camacha (Santa Cruz).
Nas Achadas da Cruz estão meios das corporações de bombeiros voluntários de São Vicente e Porto Moniz, Santana, Ribeira Brava e Calheta, além de elementos da Força Especial de Bombeiros e de Grupos de Intervenção Permanente da GNR, num total de 80 homens e dez viaturas.
O responsável adiantou que o "vento com variação muito grande e o dia quente com humidade muito baixa acentuaram as dificuldades e a intervenção no terreno".
Quanto aos focos em Machico, segundo Luis Neri, "não oferecem grande preocupação", sendo que um, no Caniçal, "é considerado um pequeno incêndio, numa zona inacessível".
Em Santa Cruz, os bombeiros da corporação da localidade continuam em situação de vigilância, tendo ocorrido um "reacendimento na variante da Camacha e no estreito, no Caniço".
Luis Neri acrescentou que neste concelho da zona este da ilha se mantém a vigilância na Meia Serra, o mesmo acontecendo nas serras altas de Santo António, no concelho do Funchal.
O responsável reafirmou que hoje, "apesar de existirem ainda alguns focos, foi um dia mais calmo".
Luis Neri realçou o esforço dos que estão a combater estes incêndios, "numa semana de atividade contínua, sendo um dispositivo que tem conseguido dar resposta muitas vezes em concelhos distantes dos da sua área".
O responsável disse também que está a ser equacionada uma colaboração mais ativa do Exército, "numa segunda fase, quando os incêndios estiverem controlados e extintos de forma definitiva, sobretudo nas operações de apoio à limpeza das zonas afetadas, quando estiverem reunidas as condições de segurança".
A Madeira tem sido devastada desde terça-feira por uma série de incêndios que deflagraram em diferentes pontos da ilha, com cenários mais críticos nos concelhos do Funchal, Santa Cruz, Calheta, Porto Moniz e Ribeira Brava.JN
"Efetivamente, tenho quase a certeza de que apenas uma percentagem reduzida dos incêndios tiveram origem natural", afirmou à Lusa o responsável.
Luís Neri informou que continua a merecer "preocupação" o fogo nas Achadas da Cruz (Porto Moniz), que "começou há dois dias", onde está a "atuar um dispositivo com grande capacidade", existindo reacendimentos na Fonte do Bispo (Calheta) e na Camacha (Santa Cruz).
Nas Achadas da Cruz estão meios das corporações de bombeiros voluntários de São Vicente e Porto Moniz, Santana, Ribeira Brava e Calheta, além de elementos da Força Especial de Bombeiros e de Grupos de Intervenção Permanente da GNR, num total de 80 homens e dez viaturas.
O responsável adiantou que o "vento com variação muito grande e o dia quente com humidade muito baixa acentuaram as dificuldades e a intervenção no terreno".
Quanto aos focos em Machico, segundo Luis Neri, "não oferecem grande preocupação", sendo que um, no Caniçal, "é considerado um pequeno incêndio, numa zona inacessível".
Em Santa Cruz, os bombeiros da corporação da localidade continuam em situação de vigilância, tendo ocorrido um "reacendimento na variante da Camacha e no estreito, no Caniço".
Luis Neri acrescentou que neste concelho da zona este da ilha se mantém a vigilância na Meia Serra, o mesmo acontecendo nas serras altas de Santo António, no concelho do Funchal.
O responsável reafirmou que hoje, "apesar de existirem ainda alguns focos, foi um dia mais calmo".
Luis Neri realçou o esforço dos que estão a combater estes incêndios, "numa semana de atividade contínua, sendo um dispositivo que tem conseguido dar resposta muitas vezes em concelhos distantes dos da sua área".
O responsável disse também que está a ser equacionada uma colaboração mais ativa do Exército, "numa segunda fase, quando os incêndios estiverem controlados e extintos de forma definitiva, sobretudo nas operações de apoio à limpeza das zonas afetadas, quando estiverem reunidas as condições de segurança".
A Madeira tem sido devastada desde terça-feira por uma série de incêndios que deflagraram em diferentes pontos da ilha, com cenários mais críticos nos concelhos do Funchal, Santa Cruz, Calheta, Porto Moniz e Ribeira Brava.JN
domingo, 22 de julho de 2012
Fogo lavra nas encostas de Machico
Além das situações identificadas em outros concelhos, ao princípio da tarde de hoje o fogo está também nas serras do Larano, entre o Pico do Facho e Ribeira Seca, numa zona de difícil acesso e longe de casas.No local estava o director do Parque Natural da Madeira, Paulo Oliveira, que explicou ao DIÁRIO que o incêndio está na Feiteirinha, área de floresta exótica.
"Neste momento, com orientação da Direcção Regional de Florestas e com o apoio da pessoal do Parque Natural, está a ser aberto um aceiro para evitar que o fogo passe para o lado das fonduras, onde já existe um mancha de Laurissilva, bastante interessante".
A situação está para já mais ou menos controlada, disse o responsável. DN Madeira
"Neste momento, com orientação da Direcção Regional de Florestas e com o apoio da pessoal do Parque Natural, está a ser aberto um aceiro para evitar que o fogo passe para o lado das fonduras, onde já existe um mancha de Laurissilva, bastante interessante".
A situação está para já mais ou menos controlada, disse o responsável. DN Madeira
Incêndio no Caniçal deslocou-se para a zona da Ribeira Seca
O incêndio que continua a assolar as zonas altas do Caniçal não dá tréguas. As dificuldades de acesso condicionam o combate ao fogo e embora ainda não se revele uma ameaça para as populações mais próximas, é um facto que as chamas continuam a avançar e já terão chegado ao Pico Castanho, no sítio do Pastel, na Ribeira Seca, zona sobranceira à cidade de Machico.
De resto, os populares de Machico já conseguem avistar as chamas com clareza, situação que está a gerar natural preocupação apesar dos bombeiros locais terem garantido ao DIÁRIO que estão a controlar o caso. De resto, os bombeiros e uma equipa de guardas-florestais ficarão de prevenção na zona ao longo da noite. DN Madeira
De resto, os populares de Machico já conseguem avistar as chamas com clareza, situação que está a gerar natural preocupação apesar dos bombeiros locais terem garantido ao DIÁRIO que estão a controlar o caso. De resto, os bombeiros e uma equipa de guardas-florestais ficarão de prevenção na zona ao longo da noite. DN Madeira
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Zona Militar realiza exercício 'Golfinho12'
'Acções Contra Ameaça de Cariz Assimétrico' é o tema do exercício 'Golfinho12', levado a cabo pela Zona Militar da Madeira (ZMM) entre 19 a 21 de Junho.
O exercício que vai decorrer entre o Ribeiro Frio e o Pico do Areeiro "visa o treino de elementos da Componente Operacional do Sistema de Forças do Exército, sediados na Região Autónoma da Madeira", explica a ZMM em comunicado referindo que do seu desenvolvimento "não se prevê qualquer acção que possa vir a afectar a população civil local". DN Madeira
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Alunos do Funchal dominam 6ª edição do AgenteX
António Camacho (Bartolomeu perestrelo) e Catalina Panuta (Louros) foram os vencedores da competição de Matemática
António Camacho, da Bartolomeu Perestrelo, em minis (5º e 6º anos), e Catalina Panuta, dos Louros, em maxi (7º e 8º anos), foram os grandes vencedores da 6ª edição do AgenteX, cuja final decorreu hoje em Santana.
Joana Câmara, aluna do Colégio Infante D. Henrique, e Pedro Neto da 'secundária' de Santa Cruz, ocuparam as segundas posições, cabendo a João Nóbrega, de Santa Cruz. e a José Teles, aluno da escola Dr. Horácio B. Gouveia, as terceiras posições.
Na edição deste ano, onde a 'secundária' de Santa Cruz foi a excepção perante o domínio matemático dos alunos do Funchal, participaram nesta fase final do AgenteX 97 alunos oriundos de várias escolas da Região.
As provas tiveram lugar de manhã na 'secundária' de Santana e à tarde o Parque Temático da Madeira acolheu todos os participantes para a cerimónia de entrega de prémios. DN Madeira
António Camacho, da Bartolomeu Perestrelo, em minis (5º e 6º anos), e Catalina Panuta, dos Louros, em maxi (7º e 8º anos), foram os grandes vencedores da 6ª edição do AgenteX, cuja final decorreu hoje em Santana.
Joana Câmara, aluna do Colégio Infante D. Henrique, e Pedro Neto da 'secundária' de Santa Cruz, ocuparam as segundas posições, cabendo a João Nóbrega, de Santa Cruz. e a José Teles, aluno da escola Dr. Horácio B. Gouveia, as terceiras posições.
Na edição deste ano, onde a 'secundária' de Santa Cruz foi a excepção perante o domínio matemático dos alunos do Funchal, participaram nesta fase final do AgenteX 97 alunos oriundos de várias escolas da Região.
As provas tiveram lugar de manhã na 'secundária' de Santana e à tarde o Parque Temático da Madeira acolheu todos os participantes para a cerimónia de entrega de prémios. DN Madeira
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Fábrica de Mel do Ribeiro Seco presente na Feira Nacional de Agricultura
A Fábrica de Mel de Cana do Ribeiro Seco aposta forte em mais uma edição da Feira Nacional de Agriculturno, onde mostra e dá a provar toda a sua panóplia de produtos, desde o mel de cana como à sua doçaria associada (bolo e broas de mel).João Melim, da Fábrica Mel de Cana Ribeiro Seco, refere o quanto é importante a presença da empresa já que “desde 1935 transforma a cana-de-açúcar em mel de cana na Ilha da Madeira". Diz que a 49ª edição da Feira Nacional de Agricultura, "é muito importante para divulgação dos nossos produtos desde o mel de cana, bolo e broa mel de cana todos de marca própria, visto ser um evento único em Portugal, assim podemos dar a conhecer aos visitantes os nossos sabores doces através de prova e compra". Também refere que os "produtos já podem ser adquiridos em alguns espaços comerciais espalhados pelo país, no entanto queremos ampliar a nossa presença em todo o território português”.
O empresário refere ainda que “o mel de cana pode ser usado diariamente, visto ser rico em sais minerais e vitaminas, onde podemos aplicar em diversas situações tais como: no bolo e broa de mel decana da Madeira; doçaria diversa; culinária; no iogurte; adoçando o café; no pão; mal-assadas; sonhos; rabanadas; inhame; batata-doce; em cereais; junto a fruta; etc". Foi para esse efeito que a empresa editou um livro “Receitas com Mel-de-Cana” da autoria do chefe Octávio Freitas onde podem ser vistas 61 receita todas elas com aplicação do mel de cana. DN Madeira
terça-feira, 5 de junho de 2012
Agente em risco de ficar paralisado
O agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) atropelado sexta-feira à noite no decorrer de uma 'operação stop' na zona da Eira do Serrado, corre o risco de ficar paraplégico devido aos graves ferimentos que sofreu na coluna.Nélio Alves, de 36 anos, continua internado no Hospital Dr. Nélio Mendonça, a recuperar dos ferimentos. O estado é estável, mas as mazelas sofridas inspiram muitos cuidados. Uma das pernas, que ficou presa no rodado da motorizada, sofreu esfacelamentos estando a equipa médica hospitalar a tentar evitar a amputação.
A vítima, pai de dois filhos, um de sete anos e outro com poucos meses de vida, sofreu múltiplas fracturas pelo corpo, algumas expostas, provocadas pelo atropelamento ocorrido por volta das 20 horas de sexta-feira.
O homem, agente principal, ingressou na PSP em 1996, exercendo sempre funções na esquadra de Câmara de Lobos, concelho onde reside. Sexta-feira era mais um dia de trabalho. Ele e outros agentes montaram uma operação de fiscalização nas imediações da entrada do túnel do Curral das Freiras, quando, cerca das 20 horas, um motociclista de 24 anos desrespeitou o sinal de paragem. O primeiro agente, atirou-se e conseguiu escapar ao embate. Um segundo agente fez o mesmo, mas Nélio Alves terá se atirado para o lado errado, e foi colhido pela motorizada. O condutor foi projectado, mas o agente ficou preso na mota, acabando por ser arrastado mais de uma centena de metros. Bombeiros de Câmara de Lobos e EMIR estiveram no local, e condutor, que escapou praticamente ileso, foi logo detido.
Sabe-se que circulava sem carta de condução, e será presente hoje a juiz para o primeiro interrogatório judicial que determinará as medidas de coacção a aplicar.
O DIÁRIO tentou obter um comentário sobre este acidente junto do Comando Regional da PSP, mas os responsáveis consideraram que não é oportuno falar do caso.
Moldura penal: Motociclista pode apanhar de três a 12 anos de prisão
O motociclista responsável pelo atropelamento do agente da PSP, sábado à noite, na zona do Curral das Freitas, incorre numa pena de prisão de três a 12 anos. Esta é a moldura penal prevista para o crime de Ofensa à Integridade Física Qualificada (Artigo 145.º do Código Penal), que no texto, realça a "especial censurabilidade ou perversidade" do agente do crime.
O enquadramento do crime depende-se sempre da leitura que o juiz faz dos factos, mas os que já foram revelados apontam para que o jovem de 24 anos seja acusado do crime mais grave dos que são cometidos contra a integridade física. Primeiro, segundo o que diz o Artigo 132.º, existe especial censurabilidade quando o crime é cometido "tendo em vista preparar, facilitar, executar ou encobrir outro crime" ou "facilitar a fuga", o que acontece neste caso, pois o motociclista não tinha carta de condução. A vítima é um agente policial, o que de acordo com o mesmo artigo "revela especial perversidade". E, por último, o atropelamento provocou perigo de vida ao agente.
A isto, acrescem ainda os crimes de desobediência e condução sem habilitação.
Sindicato critica falta de meios
A primeira frase de Jorge Silva, presidente regional da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), é para o agente gravemente ferido e para a família deste. "Em nome do sindicato e em meu nome, quero expressar uma grande tristeza pelo que sucedeu." A segunda, é mais dura, e é dirigida aos responsáveis pela Polícia de Segurança Pública (PSP). "Quando os agentes vão para este tipo de operações, nem sempre vão com os meios adequados", afirma Jorge Silva, responsabilizando a falta de material pelo facto dos agentes serem expostos a riscos desnecessários.
Faltam lanternas, faltam equipamentos reflectores, faltam motorizadas de apoio, para que os condutores percebam que não vão conseguir fugir. "Foi uma situação grave, que me recorde nunca aconteceu aqui na Região, mas fugas há sempre, todas as semanas, e a PSP deve estar preparada para lidar com este problema", acrescenta, dizendo que no continente já são utilizadas 'lagartas' - correntes metálicas que furam os pneus das viaturas que desrespeitam o sinal de paragem -, mas na Madeira esse equipamento não existe.
É verdade, continua, que o cidadão madeirense é cumpridor e ordeiro, mas existe uma minoria que está a crescer. "Isto, infelizmente demonstra que a nossa profissão é de risco, ao contrário do que os sucessivos governos têm dito para não pagarem o respectivo subsídio", sublinha o dirigente da ASPP, pedindo ao Comando Regional que saiba "defender o agente ferido", para evitar os "dissabores" que aconteceram no passado. DN Madeira
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