Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Marine le Pen "Portugal arrisca ser comido vivo"

Marine le Pen, presidente da Frente Nacional em França, afirma em declarações à Antena1 que “Portugal está a ser sacrificado por esta política de austeridade”, à semelhança da Grécia, Itália e da própria França. É por isso “tempo de dizer ‘não’ a esta União Europeia” através, no caso português, de uma “classe política de gente muito corajosa”, porque caso contrário “Portugal arrisca ser comido vivo”. A presidente da Frente Nacional francesa, Marine le Pen, é da opinião de que “Portugal está a ser sacrificado por esta política de austeridade”, um “fardo com o qual teve de arcar durante alguns anos, no seio deste horror europeu que é a União Europeia”. “E agora atravessa tempos difíceis como Espanha, Grécia, claro, Itália, bem como a França, porque todos estão sob o mesmo regime”, reforça a dirigente francesa em declarações à Antena1. Marine le Pen entende, por isso, que “é tempo de comandar os nossos destinos e de os povos livres e soberanos dizerem ‘não’ a esta União Europeia”. Em relação ao caso português, considera que políticos antissistema seriam uma mais-valia. “Desejaria, sobretudo, que em Portugal emergisse, na sua classe política, gente muito corajosa para defender os interesses do povo contra os da banca, os interesses dos mercados financeiros e os interesses dos tecnocratas que nos governam”, contesta. “[Mas] neste momento não me parece que seja o caso, o que é lamentável, porque Portugal arrisca ser comido vivo”, conclui Marine le Pen, nestas declarações exclusivas à Antena1. 

http://www.noticiasaominuto.com/mundo/205278/portugal-arrisca-ser-comido-vivo

domingo, 16 de setembro de 2012

Passos Coelho tem 31 carros do Estado ao seu serviço

Segundo os dados da Agência Nacional de Compras Públicas, hoje revelados, existem 31 carros do Estado atribuídos ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e ao seu gabinete.

Este é, assim, o gabinete do Governo que tem uma frota maior à sua disposição.

Em segundo lugar surge o ministério da Defesa, que tem 12 veículos atribuídos. No polo aposto está o ministério da Agricultura: Assunção Cristas tem apenas dois carros para todo o seu gabinete.

No total o Estado tinha uma frota de 27 692 automóveis, no final de 2011. A maioria destes veículos está atribuída aos serviços de segurança, com a GNR a ser quem mais meios açambarca (5 790).

A presidência da República não é tida em conta neste relatório. ABOLA

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Reino Unido relutante quanto a contribuir para ajudar Portugal financeiramente

O ministro das Finanças britânico, George Osborne, disse hoje que o Reino Unido está relutante quanto a ajudar financeiramente Portugal e recusou participar num "segundo resgate" à Grécia.

"Não nos vejo a assinar um cheque directamente do contribuinte britânico para o grego ou o português. A Irlanda foi um caso especial", disse Osborne, num entrevista à britânica BBC, citado pela agência de notícias Efe.

O político conservador afirmou mesmo que se o Reino Unido participar no resgate a Portugal será "a resmungar" já que nunca se comprometeu com essa ajuda.

Portugal vai receber um empréstimo de 78 mil milhões de euros nos próximos três anos ao abrigo de um acordo de ajuda financeira com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, ficando obrigado a aprovar um conjunto de medidas para reduzir os gastos do Estado que abrangem diversos sectores.

Na mesma entrevista, George Osborne mostrou-se preocupado com a situação grega e afirmou que é necessário estar vigilante para perceber como poderá a Grécia "superar o próximo ano", o qual pode exigir a "assistência adicional" dos países da zona euro.

"Os mercados vêem com cepticismo o que está a acontecer e suspeito que vou ter que dedicar muito do meu tempo durante as próximas duas semanas em reuniões com outros ministros das Finanças europeus para ver como podemos ajudar os gregos", disse o responsável pelas Finanças britânicas na entrevista à BBC.

Ainda assim, Osborne afirmou que o seu Governo não quer participar num "segundo resgate" à Grécia.

DN Madeira

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Reino Unido relutante quanto a contribuir para ajudar Portugal financeiramente

O ministro das Finanças britânico, George Osborne, disse hoje que o Reino Unido está relutante quanto a ajudar financeiramente Portugal e recusou participar num "segundo resgate" à Grécia.

"Não nos vejo a assinar um cheque directamente do contribuinte britânico para o grego ou o português. A Irlanda foi um caso especial", disse Osborne, num entrevista à britânica BBC, citado pela agência de notícias Efe.

O político conservador afirmou mesmo que se o Reino Unido participar no resgate a Portugal será "a resmungar" já que nunca se comprometeu com essa ajuda.

Portugal vai receber um empréstimo de 78 mil milhões de euros nos próximos três anos ao abrigo de um acordo de ajuda financeira com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, ficando obrigado a aprovar um conjunto de medidas para reduzir os gastos do Estado que abrangem diversos sectores.

Na mesma entrevista, George Osborne mostrou-se preocupado com a situação grega e afirmou que é necessário estar vigilante para perceber como poderá a Grécia "superar o próximo ano", o qual pode exigir a "assistência adicional" dos países da zona euro.

"Os mercados vêem com cepticismo o que está a acontecer e suspeito que vou ter que dedicar muito do meu tempo durante as próximas duas semanas em reuniões com outros ministros das Finanças europeus para ver como podemos ajudar os gregos", disse o responsável pelas Finanças britânicas na entrevista à BBC.

Ainda assim, Osborne afirmou que o seu Governo não quer participar num "segundo resgate" à Grécia.

DN Madeira

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Défice atingiu os 14.249 milhões de euros

Os dados são da Direcção Geral do Orçamento

O défice do subsetor Estado atingiu os 14.249 milhões de euros no final de 2010, superando em 192 milhões de euros o valor registado em 2009, apontam os dados da Direcção Geral do Orçamento (DGO) hoje divulgados.

A contribuir para o défice do subsetor Estado está um aumento de 3,7 por cento da despesa total deste subsetor no entre janeiro e dezembro, face ao valor registado em igual período de 2009, correspondente a um aumento de 1.783 milhões de euros.

As Finanças sublinham que a evolução do saldo global do subsector Estado "encontra-se influenciada pelo facto de a despesa de 2010 incluir o montante de 1.001 milhões de euros associado à regularização de responsabilidades financeiras pelo pagamento de dois submarinos".

A despesa deste subsetor em 2010 foi de 50.556 milhões de euros, tendo em 2009 fechado nos 48.773.

A receita cresceu 4,6 por cento em 2010, face a 2009, correspondente a um aumento de 1.591 milhões de euros, terminando o ano nos 36.307 milhões de euros, quando em 2009 havia fechado nos 34.716 milhões de euros.

DN Madeira

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

130 freguesias recebem por ano o mesmo do que um administrador público por mês

O presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), Armando Vieira, diz que os "cortes brutais" que o Governo determinou nos dinheiros das autarquias levam a que 130 pequenas freguesias recebam por ano o ordenado mensal de um administrador público.

Armando Vieira falava à agência Lusa após se ter reunido, no Funchal, com representantes das freguesias madeirenses para "explicar as negociações e as reuniões" que a ANAFRE tem realizado com os partidos com assento na Assembleia da República e a audição na Comissão de Orçamento e Finanças.

"O Governo não respeita a Lei das Finanças Locais, nem a sua interpretação, o que é uma falta de respeito pela democracia e a administração local", disse.

Referiu ainda que com "o corte brutal de 8,6% no fundo de financiamento das freguesias e com a eliminação completa da remuneração do regime de permanência, as freguesias acabam por perder 30%" do seu suporte financeiro.

"Como se conseguiriam financiar muitos órgãos do Estado se tivessem um corte tão brutal?", questionou, apontando que muitas freguesias vêem os seus recursos reduzidos pelo terceiro ano consecutivo.

Segundo Armando Vieira, "130 freguesias recebem 16 mil euros/ano, o que é o mesmo valor que aufere um administrador público num mês, pelo que as mais pequenas não têm condições para ter as portas abertas".

Apontou também que "alguns autarcas do partido do Governo já afirmaram que vão entregar as chaves das respectivas juntas".

Esta situação revela "o desconhecimento da coisa pública por parte do Governo", visto que impede as freguesias de "cumprirem a sua missão, de serem mais solidárias com a população", sobretudo numa altura de crise, em que precisam de mais apoios.

Armando Vieira realçou que a ANAFRE tem vindo a lutar contra este cenário, travando "uma luta institucional, com um trabalho feito junto dos partidos e nas comissões de Economia e do Poder Local".

"É um trabalho de sensibilização e aguardamos que haja bom senso para não afectar de forma tão irremediável o funcionamento das autarquias", concluiu.

DN Madeira

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Gente como nós

“A maior parte dos deputados nem sabe o que está a votar”. Ouvi o desabafo da boca de um conhecido deputado nacional, no corredores do parlamento depois da votação do Orçamento de Estado (OE). “Se lhes for perguntar, vai ver”, acrescentava, com alguma indignação. Não estava a falar da aprovação das contas do Estado para o próximo ano, mas de outro documento que foi a votos no mesmo dia, mas a expressão assenta que nem uma luva também no OE.

Ninguém pede que os deputados e deputadas sejam mais do que são: Humanos. Não se lhes pede que dominem a macroeconomia e a microeconomia com a destreza técnica de um economista, quando até tem o direito como formação base, ou outra. É por isso que são encaminhados para comissões especializadas, consoante os temas onde estão mais à vontade. Mas parece-me que muitos eleitos se esquecem rapidamente dos seus eleitores, que lhes deram um voto de confiança para os representar. Seja por ignorância (no sentido de desconhecimento), seja por amarras partidárias, ou por desinteresse puro. Há excepções, como em todas as generalizações.


Apesar de terem um dia por semana, a segunda-feira, livre para contacto com o eleitorado, poucos o fazem e por isso votam, como autómatos, coisas com impacte profundo na vida das pessoas, como se estivessem a responder a um inquérito na Internet. Afinal, já estava tudo decidido à partida. Assistir a este debate do Orçamento de Estado foi como ver uma partida de futebol em diferido, sabendo de antemão o resultado, mas sem a emoção dos golos, que existe mesmo quando já se estava espera.


A classe política, na Madeira ou no continente, está fechada. Longe do povo e sempre a pensar no próximo acto eleitoral, seja interno ou externo. Vive nesta lógica perversa que facilmente deixa para trás o interesse da Nação. Não aceita que há alturas na vida que exigem outra honestidade intelectual. E por isso, há quem viabilize um OE apenas dizendo apenas que é mau, preocupado mais com a segunda metade de 2011 e as danças de cadeiras que se seguem. Como se o país pudesse almejar uma alternativa ao sufoco financeiro com outra cor política no poder. Não pode, como aliás foi assumido por Manuel Ferreira Leite, a única que teve a ousadia de fugir ao guião. Mas do que atribuir culpas, agora é preciso soluções.


À saída do plenário, outro parlamentar dizia: “Vou dormir descansado”. Se fosse passar um dia com uma família em dificuldades face aos cortes, que acabou de viabilizar, duvido que mantivesse o sono tranquilo. É que a austeridade não é para as estatísticas, não é para acalmar os mercados internacionais , nem calar as agências de rating. É para gente como nós.

(DN Madeira)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Aviocar no Porto Santo substituído ao fim de 34 anos

Realiza-se na próxima sexta-feira, 5 de Novembro, a partir das 15h30, a cerimónia de implementação da aeronave C-295 na Madeira, mais precisamente no Aeródromo do Porto Santo, unidade que virá substituir o Aviocar C-212.

A cerimónia será presidida pelo secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar (SEDNAM), Marcos Perestrello, e contará também com a presença do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), General Luís Araújo.


Segundo nota da Força Aérea Portuguesa (FAP), este novo sistema de armas substituirá o Aviocar que, durante 34 anos, operou na Madeira, servindo a população deste arquipélago.


"Integrando a mais recente tecnologia aeronáutica, com mais e melhores capacidades no que toca à logística, ao transporte aéreo geral, às missões SAR (Search And Rescue) e de vigilância de uma vasta área de oceano, o C-295 mais do que triplica as capacidades de carga, alcance e autonomia do seu antecessor, impondo-se como um instrumento de afirmação da soberania nacional", frisa a FAP.

(DN Madeira)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Só 30% dos alunos portugueses conclui 12 anos de escolaridade



Apenas 30% dos alunos portugueses concluem os 12 anos de escolaridade, segundo dados revelados hoje por Joaquim Azevedo, professor da Universidade Católica e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE).


Citando dados do mais recente relatório do CNE, que será divulgado na quinta-feira, o investigador adiantou que a cada 109 mil alunos que entram no primeiro ano de escolaridade em Portugal só 32 mil chegam ao 12.º ano.


Numa intervenção na conferência 'A Escola de Hoje', em Lisboa, o presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa (UCP) defendeu a real autonomia das escolas como o caminho para melhorar o ensino em Portugal e evitar o abandono escolar precoce.


O professor e investigador lembrou que a autonomia das escolas já foi "decretada" em Portugal quatro vezes, em 1989, 1992, 1998 e 2002 e que, apesar disso, "tem sido difícil construir um ambiente de autonomia e de liberdade".


Contestando a "infindável produção legislativa" na área da educação, o responsável da Universidade Católica propôs a suspensão de toda a legislação durante cinco anos, ficando as escolas obrigadas apenas a ter planos anuais de melhoria gradual.


"Cada escola estabeleceria planos anuais próprios, assentes em diagnósticos locais, identificando pequenos passos a melhorar que seriam contratualizados com o Ministério da Educação", especificou o também conselheiro do CNE.


Joaquim Azevedo propôs ainda "que se desfaça toda a máquina da educação actualmente existente", criando agências de apoio às escolas.


Estas agências teriam como missão apoiar as escolas nas suas dificuldades concretas e garantir a igualdade de oportunidades.


A par destas agências, a Inspecção geral da Educação deveria ter uma acção mais ampla, verificando os progressos obtidos pelas escolas.


Para o especialista em ciências da educação e antigo secretário de Estado da Educação de Cavaco Silva, "as escolas têm sido infantilmente tratadas pela administração central", que mostra não confiar nos estabelecimentos de ensino.


"A liberdade tem de conduzir à autonomia real de cada escola e à livre escolha por parte de cada família", defendeu Joaquim Azevedo, contestando também a confusão que se tem feito em relação ao papel da escola na sociedade.


Aliás, o professor e investigador considera que um dos problemas da educação em Portugal é um problema político e de confusão entre os vários actores sociais, transformando os vários problemas sociais em problemas escolares.


"A escola não é o substituto da família. O lugar dos pais em termos educativos é em casa, não na escola. E as escolas não existem para fazer educação sexual ou rodoviária. A escola pública está a ser acantonada na escola da ocupação social dos meninos e a escola privada é a escola da educação e da aprendizagem", criticou.


(DN Madeira)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Taxa de pobreza infantil é muito elevada em Portugal

Congresso Nacional de Pediatria decorre até sexta-feira no Funchal

“Muitas das nossas crianças são pobres. Portugal tem a maior taxa de pobreza infantil da Europa”. A afirmação de Luís Januário, presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), foi proferida hoje na sessão de abertura do XI Congresso Nacional de Pediatria que decorre até sexta no Funchal (Centro de Congressos da Madeira).
O presidente da SPP aproveitou o facto de estar naquele que é o mais importante evento de saúde infantil ao nível nacional para afirmar que a Pediatria nacional só terá a ganhar se os profissionais juntarem “à visão especializada, uma visão de carácter global sobre a infância”. Luís Januário, que salientou o facto de que a SPP reconhece o trabalho de qualidade desenvolvido pelos pediatras da Região, disse que não podem ser esquecidos os novos desafios da Pediatria.
Já o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, que presidiu à sessão de abertura, preferiu aproveitar o momento para falar sobre questões políticas Apenas os primeiros instantes da intervenção foram escolhidos para uma “palavra especial” de reconhecimento pelo “excelente trabalho desenvolvido” pelos pediatras, enfermeiros e outros profissionais que todos os dias cuidam das crianças da Região.resso Nacional de Pediatria decorre até sexta-feira no Funchal

(DN Madeira)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Bancos portugueses "altamente fragilizados" devido aos juros da dívida pública

A banca portuguesa vive momentos de grande fragilidade e arrisca-se mesmo a ter de reduzir a concessão de crédito, devido ao aumento dos juros da dívida pública, alerta hoje o presidente das Associação Portuguesa de Bancos (APB).

Em entrevista à rádio Antena 1, António de Sousa diz que, para a saúde do sistema bancário português, é necessário mudar a credibilidade do país nos mercados financeiros internacionais, porque "se os investidores não voltarem a Portugal, a situação tornar-se-á bastante complexa".

"Pura e simplesmente os bancos não terão dinheiro para emprestar", alertou o presidente da APB.

"É importante que o público tenha consciência de que neste momento a situação da banca portuguesa está altamente fragilizada, e que a continuação das taxas de juro da dívida pública aos níveis a que tem vindo a estar nos últimos meses" coloca o sistema bancário português numa situação "muito complexa", como o risco de ter de passar esses custos para os clientes.

"Se não conseguimos que os investidores passem a adquirir dívida pública a taxas de juro mais normais (...) caímos na situação de começar a diminuir a quantidade de crédito de uma forma muito agressiva, o que seria uma situação muito complexa e perigosa, mesmo," que teria como consequências uma recessão para economia portuguesa, alertou o líder da APB.

"A situação dos bancos é complicada, como nunca o foi anteriormente, nem mesmo no pico da crise", alertou António de Sousa, que deixou ainda o aviso que os bancos poderão mesmo ser obrigados a "diminuir a quantidade total do crédito. Não a taxa de crescimento do crédito, porque essa vai ter de diminuir de qualquer forma".

O presidente da associação que representa os bancos no mercado português disse que, para a banca, é essencial melhorar a credibilidade do país e defendeu para isso políticas de controlo das contas públicas, seguidas de medidas de redução da dívida pública e, ao mesmo tempo, de diminuição do défice externo, "sem as quais temos de continuar a pedir mais dinheiro"."Obviamente que este ano passa, provavelmente para o ano (...) haverá programas a ser implementados, até ao momento em que os investidores internacionais, por um lado, o Banco Central Europeu, por outro, os órgão comunitários, o Fundo Monetário Internacional, acharem que Portugal não tem mais credibilidade e que precisa de alterar profundamente a sua maneira de actuar", acrescentou.

António de Sousa defendeu assim um Orçamento do Estado responsável, credível e passível de ser aceite ao nível comunitário.

"Não me parece que se possa fazer outro aumento de impostos. Agora o que se pode fazer é diminuir a despesa pública (...) o cumprimento das metas que foram apresentadas é fundamental", concluiu.

As taxas de remuneração da dívida pública portuguesa voltaram esta semana a subir, ultrapassando esta semana os 6,10%, aproximando-se assim dos 6,33% atingidos no início de Maio.

(DN Madeira)

domingo, 12 de setembro de 2010

Floresta Laurissilva da Madeira é uma das Sete Maravilhas de Portugal

A Floresta Laurissilva da Madeira é uma das Sete Maravilhas de Portugal.

O arquipélago concorria com duas maravilhas, mas a Praia do Porto Santo não conseguiu suplantar os votos que o Portinho da Arrábida arrecadou.

Jorge Romeira, presidente da Câmara de São Vicente, foi quem recebeu o prémio do concurso das ‘Sete Maravilhas Naturais de Portugal’, realizado nos Açores.

A Floresta Laurissilva já tinha o reconhecimento mundial científico. Agora também tem popular. Muito obrigado», disse o autarca de São Vicente, ladeado pelos apresentadores da RTP Catarina Furtado e José Carlos Malato.

Além da Laurissilva e do Portinho da Arrábida, compõem as Sete Maravilhas Naturais de Portugal a Ria Formosa, na categoria de Zonas Marinhas; a Paisagem Vulcânica do Pico, na categoria dos Grandes Relevos; as Grutas de Mira de Aire, na categoria de Grutas e Cavernas; a Lagoa das Sete Cidades, na categoria de Zonas Aquáticas não Marinhas; e o Parque Nacional da Peneda-Gerês, nas Zonas Protegidas.

A eleição foi feita a partir da reunião de 590.166 votos em seis meses.

As vencedoras, escolhidas pelo público por telechamada, SMS e Internet entre 07 de março e 07 de setembro, foram as mais votadas em cada categoria, mas cada região não pôde eleger mais do que duas maravilhas.

A cerimónia em que foram divulgados os vencedores, transmitida em directo pela RTP para todo o mundo, teve lugar nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, o que gerou alguma polémica nos Açores.

O local inicialmente previsto era a Lagoa das Sete Cidades, mas, por razões de natureza técnica, acabou por ser mudado, o que motivou algumas críticas, especialmente por não ser um espaço natural.

O espectáculo contou com várias coreografias e artistas, como a cantora Marisa.

No final do espectáculo, o anfitrião do evento Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, considerou aquela uma iniciativa de «enorme contributo para a divulgação do património português».

«Ninguém perdeu, foi Portugal que ganhou. E nos tempos difíceis que vemos em toda a parte o que é preciso é isso, vencer», disse Carlos César, num momento em que já chovia nas Portas do Mar. (J.M)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

EUA alertam para greves e roubos em Portugal e preconceitos raciais em Espanha

Regularmente, o Departamento de Estado actualiza as informações que julga serem relevantes para os norte-americanos que partem de férias para o estrangeiro. As advertências feitas para quem pensa ir para Espanha estão a gerar polémica.

Para além dos avisos habituais sobre o risco de atentados terroristas, em especial da ETA, o Departamento liderado por Hillary Clinton inclui na nota de informação deste ano sobre Espanha uma referência inusitada sobre o racismo.

Sublinha-se que trabalhadores afro-americanos foram recentemente interrogados pela polícia em Barcelona “sem motivo aparente” e que um deles “foi detido e sofreu maus-tratos físicos durante o processo”.

“Os preconceitos raciais podem contribuir para a prisão de afro-americanos que viajem para Espanha”, avisam as autoridades norte-americanas.

As recomendações de Washington a propósito de Espanha fazem hoje notícia no “El País”. O diário contactou as autoridades norte-americanas que desvalorizam, porém, a referência ao racismo, dizendo que a situação relatada corresponde a um “caso isolado” e que não põe em causa a mensagem central de que “Espanha é um país seguro” para todos os norte-americanos.


Greves e roubos não comprometem rótulo de país seguro


O mesmo é referido em relação a Portugal que é descrito no "guia" online preparado para os turistas da maior economia do mundo como um país seguro e “amplamente livre de incidentes terroristas”.

Contudo, como faz parte do espaço Schengen, “grupos terroristas podem entrar e sair do país anonimamente” vindos de outros países europeus, pelo que os turistas norte-americanos são aconselhados a manterem-se “vigilantes em relação à sua segurança pessoal”.

O Departamento de Estado chama também a atenção dos turistas para o facto de Portugal ser palco “com alguma frequência” de “greves gerais e protestos dos funcionários públicos”, que tendem, no entanto, a ser breves, raramente violentos e conhecidos com antecedência.

O risco de furto na rua, em particular em Lisboa, acaba por ser o mais sublinhado. Numa advertência especialmente dirigida às mulheres, os norte-americanos são aconselhados a trancar as portas dos respectivos automóveis, sobretudo quando têm de parar nos semáforos.

O sublinhado – literal – vai porém para os carteiristas e para os assaltos de malas por puxão que, nas "estatísticas" norte-americanas batem todos os recordes num dos trajectos mais belos e concorridos da cidade: “a bordo do eléctrico 28 rumo ao Castelo de São Jorge”.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Antonio de Oliveira Salazar Top Investor Without Gains

Former dictator Antonio de Oliveira Salazar might have been remembered as Portugal’s best investor had central bank rules allowed the country to benefit from his shrewdest trade: Europe’s biggest gold pile.

Portugal owns more of the precious metal relative to the size of its economy than any euro country, accumulated mostly during Salazar’s 36 years in power using savings and money from exports including tungsten and canned fish. Gold’s 26 percent advance in the past year leaves Portugal holding an increasingly valuable asset, though one the indebted government can’t touch because the law prevents proceeds from going to state coffers.

“With the increase in the price of gold, you have some nice booked gains, but you can’t cash them in,” said David Schnautz, a strategist at Commerzbank AG in London. “It’s a buffer for an extreme-case scenario.”

Portugal’s budget deficit is three times the limit for euro members and its debt will equal 84 percent of gross domestic product this year. Standard & Poor’s gives Portugal the second- lowest credit rating after Greece among the 16 euro countries.

The 382.5 tons of gold that Portugal holds are valued at about $14.7 billion, or 6.8 percent of GDP after converting into euros, Bloomberg calculations and International Monetary Fund data show. Italy’s gold equals 4.8 percent of its economy, followed by Germany with 4.2 percent. Greece’s gold reserves equal 1.4 percent of GDP.

Gold Ignored

Moody’s Investors Service, which cut Portugal’s rating by two notches on July 13, only looks at gold reserves in cases where governments need to generate “hard” currencies such as dollars and euros. That doesn’t apply to Portugal, said Anthony Thomas, a sovereign debt analyst at Moody’s.

Portugal’s gold is managed by the Bank of Portugal, whose law says proceeds from sales must be placed in a reserve account and can’t be transferred to the state treasury. The bank pays a dividend each year to the government from earnings on interest and securities. The dividend paid for 2009 was 203 million euros ($260 million), the central bank said in a July 2 e-mail.

A Bank of Portugal official in Lisbon declined to comment on the management of the gold reserves, as did a Finance Ministry spokesman in the Portuguese capital.

Salazar made his name in Portuguese politics as a budget disciplinarian at the Finance Ministry before serving as prime minister from 1932, when he developed the authoritarian “Estado Novo” or “New State,” until 1968. He died two years later at the age of 81.

Wolfram Sales

“In exchange for exports, the Portuguese state sought to obtain scarce goods and services during World War II, and secondly convertible currencies or gold,” said Joao Paulo Avelas Nunes, a professor at Universidade de Coimbra in northern Portugal and author of a book on the Estado Novo and its relationship with the wolfram industry.

Wolfram, the mineral from which tungsten is obtained, soared in value when the war started in 1939 as its resistance to heat and impact made it ideal for weapons production. Portugal is Europe’s third-largest producer of tungsten after Russia and Austria, according to U.S. Geological Survey data.

Portugal had 866 tons of gold in 1974, when the dictatorship of Salazar and his successor Marcelo Caetano ended, according to the Bank of Portugal. In 1950, Portugal’s gold reserves totaled 171 tons, World Gold Council figures show.

When the regime was overthrown, along with the military junta in Greece, Portugal was one of the poorest countries in western Europe and was fighting a war in its African colonies.

Decade Advance

Gold is headed this year for a 10th consecutive annual advance, the longest winning streak since at least 1920, and traded at a record $1,265.30 a month ago in London. Since then, it’s declined 5.8 percent to $1,192.50.

Central banks and governments added 425.4 tons to reserves last year to take the total to 30,116.9 tons, the most since 1964 and the first increase since 1988, data from the World Gold Council show. Gold represents 82 percent of Portugal’s national reserves, the highest percentage among the 20 biggest holders of the precious metal, according to the gold council.

“The surprise to anybody outside of the gold market is that Portugal stuck by their reserves when other euro-zone countries were actively selling,” said Jessica Cross, chief executive officer of London-based commodities research company VM Group, which has tracked gold sales by central banks for 17 years. “Portugal happens to be in the right place at the right time having large amounts of gold.”

The Bank of Portugal has said it sold batches of the metal every year from 2003 to 2006 under an agreement between European central banks that caps gold sales.

“Portugal’s reserves go back a long way,” said Antonio de Sousa, president of the Association of Portuguese Banks and a former governor at the Bank of Portugal. “Beyond the symbolic value often attributed to gold, it’s an asset like any other. It’s a question of portfolio management.”

To contact the reporter on this story: Joao Lima in Lisbon at jlima1@bloomberg.net

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Cientistas procuram "alargar" mar português descobrindo novas espécies nas ilhas Selvagens

No sítio mais ao Sul de Portugal, as ilhas Selvagens, cientistas portugueses e estrangeiros, apoiados pela Marinha, procuram descobrir os segredos da fauna, flora e geologia marítimas, num esforço para conseguir aumentar o mar português.

A expedição da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) está junto à reserva natural das Ilhas Selvagens, na Região Autónoma da Madeira, desde 10 de Junho e já recolheu cerca de 500 espécies, algumas das quais nunca antes descobertas.

O objetivo é dar a Portugal argumentos para conseguir a extensão da sua plataforma continental para além das 200 milhas náuticas e para candidatar as Selvagens a património natural da Humanidade.

Em visita à expedição, o secretário de Estado da Defesa Nacional e Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, afirmou aos jornalistas que se trata de um “projeto importante” para “aprofundar o conhecimento que temos dos nossos recursos marinhos e demonstrar a capacidade de nos responsabilizarmos pela gestão de uma plataforma continental estendida”.

“É este conhecimento que nos permitirá saber o tipo de aproveitamento que podemos tirar da tecnologia, as potencialidades na produção de cosméticos ou produtos médicos e farmacêuticos, que nos permite saber que tipo de energias podemos retirar dos nossos mares, eólicas, ondas, e eventualmente energias convencionais que existam na área sob nossa jurisdição”.

Composta por uma equipa de cerca de 200 pessoas, a expedição está fundeada junto à ilha Selvagem Grande e distribui-se pelo navio de treino de mar Creoula, o navio hidrográfico Gago Coutinho, o balizador Schultz Xavier e a caravela Vera Cruz.

A bordo do Creoula, os biólogos analisam as amostras de animais, plantas e água recolhidas em seis rondas de mergulho diárias.

Vividos com entusiasmo pelos cientistas, os mergulhos colocam-nos frente a frente com esponjas, jardins de coral, peixes de águas frias e de águas quentes e, num dos momentos mais emocionantes desde que a expedição chegou às selvagens, até um tubarão martelo.

Cerca de cinquenta espécies foram já identificadas, de um total de 500 amostras, duzentas das quais através do robô subaquático do Gago Coutinho, que apesar de uma avaria, já mostrou assim o seu valor.

O aparelho, que fornece imagens em alta definição do fundo do mar e permite a recolha de amostras a centenas de metros de profundidade, teve uma avaria num cabo de fibra ótica que o liga ao navio e acabou por ficar parado no fundo do mar.

A solução, que já vem a caminho desde a Noruega, é um aparelho semelhante que permita resgatar o “Luso” e permitir voltar ao trabalho.

Para além da extensão da plataforma continental, o levantamento das espécies nas águas das Selvagens visa sustentar a candidatura da área a património natural da Humanidade.

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, afirmou que a reserva natural das ilhas, criada em 1971, dá exemplos de “um trabalho muito notável a nível nacional e mesmo mundial” na preservação da biodiversidade, como mostra a campanha bem sucedida de erradicação de pragas de ratos e coelhos.

Até ao fim do mês, a equipa vai continuar a passar os dias nas águas límpidas do Atlântico, partilhando o dia a dia com as criaturas do fundo do mar e as cagarras, as aves marinhas que povoam a Selvagem Grande.(I)