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domingo, 23 de outubro de 2011

Funchal lidera 'ranking' dos concelhos que perderam mais sociedades


Os concelhos do Funchal e de Paços de Ferreira foram os que perderam mais sociedades no primeiro semestre deste ano, apesar do país ter ganho 11.147 empresas.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre 'Sociedades Dissolvidas no 1º semestre de 2011' indicam que no total dos 308 concelhos do país há 22 que perderam mais empresas do que as que foram criadas, descando-se o do Funchal e Paços de Ferreira.

A capital da Madeira, Funchal, destaca-se em primeiro lugar no ranking, registando o desaparecimento de 362 sociedades em seis meses. No mesmo período de tempo foram constituídas 292, o que resulta num défice de 70 empresas.

Comércio tradicional, empresas familiares, trabalhos de arquitetura e engenharia e outras empresas de prestações de serviços foi onde mais se sentiu a dissolução de sociedades, contou à Lusa Pedro Calado, vereador das Finanças da Câmara Municipal do Funchal.

A conjuntura nacional com muito estrangulamento financeiro, a banca que deixou de facilitar qualquer tipo de operação às empresas, um mercado fechado de 150 mil habitantes e as dificuldades no pagamento da parte do Governo Central e Regional e de outras entidades públicas são algumas das razões que o vereador Pedro Calado aponta para o encerramento de quase 400 sociedades naquele concelho.

Paços de Ferreira também apresenta um balanço negativo de 36 sociedades, tendo sido criadas 87 ao longo do primeiro semestre deste ano e desaparecido 123 sociedades.DN Madeira

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Proposta de OE é uma "catástrofe para o tecido empresarial" madeirense


O presidente da Associação de Comércio e Serviços da Região Autónoma da Madeira afirmou hoje que a proposta de Orçamento do Estado para 2011 é uma "catástrofe para o tecido empresarial", considerando que a recessão económica está iminente.


"O documento a ser implementado, e tudo leva a crer que sim, vai ser uma catástrofe empresarial", afirmou Lino Abreu, acrescentando haver já muitos empresários a contactar a associação "no sentido de saber quais são as alternativas e os meios para atenuar os danos que vão sofrer no próximo ano".


O responsável admitiu contudo que "não há meios nem instrumentos que possam minimizar o duro golpe que a partir de Janeiro cidadãos e empresas vão ter de assumir".


Segundo o dirigente, as medidas preconizadas pelo Governo vão representar uma "diminuição dos orçamentos familiares", que se traduzirão numa "redução do poder de compra", o que "vai reflectir-se nas compras do dia a dia".


Reconhecendo consequências imediatas para o pequeno comércio, o presidente da Associação de Comércio e Serviços da Região Autónoma da Madeira, entidade que representa 1426 empresas, não tem dúvidas de que a proposta orçamental do Governo tem subjacente outros problemas.


"A curto prazo vamos ter mais desemprego, mais falências e a recessão económica vai aparecer rapidamente", acrescentou Lino Abreu.


Também o presidente da Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF), Duarte Rodrigues, disse acreditar que a recessão económica vai ser uma inevitabilidade.


"O crescimento de 0,2% que é apontado é na perspectiva da estagnação", declarou Duarte Rodrigues, sustentando que o caminho é a recessão económica, tanto mais porque "a previsão do aumento das exportações em 7,3% é ambiciosa face à situação económica do país".


Classificando como "muito preocupantes" e "muito negativas para a economia" as medidas propostas pelo Governo, de que realçou o aumento do IVA ou a redução do rendimento disponível das famílias, o dirigente recusa, no entanto, para já, falar em catástrofe.


Para o responsável da ACIF, associação que agrega cerca de mil empresas, o Governo "deveria ser mais ambicioso na redução da despesa", o que o levaria a "ser mais brando no agravamento da carga fiscal", com "impactos muito positivos na economia, pela manutenção e crescimento das empresas por via do consumo, e na criação de emprego".


Duarte Rodrigues lembrou que "os momentos de crise encerram sempre momentos de oportunidade no fim do seu ciclo", mas o problema passa por saber quando é que as oportunidades serão realidade, porque "a crise vai durar vários anos certamente".

(DN Madeira)