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quinta-feira, 31 de março de 2011

Milhões para o JM são uma ofensa aos pobres

Padre José Luís Rodrigues pede à Igreja que se distancie do "sorvedouro de dinheiros públicos"

"Os subsídios públicos ao Jornal da Madeira (JM) são um escândalo, uma ofensa aos pobres da nossa terra". A convicção é partilhada hoje pelo padre José Luís Rodrigues no seu blogue 'Banquete da Palavra' onde critica "os milhões desbaratados porta fora para alimentar salários gordos e pretensas crónicas jornalísticas para ofender toda a gente, exaltar um desgoverno regional e um partido político sem sentido nenhum no que diz respeito à Democracia".

No texto que coincide com a publicação pelo DIÁRIO dos números escondidos pela Comissão de Inquérito à Comunicação Social madeirense, o padre salienta serem "escandalosos os argumentos que se aludem para justificar tais subsídios". "Pluralidade de informação. Direito ao contraditório. Combate aos comunas do Diário de Notícias. Entre tantas outras balelas fantasmagóricas que se não fossem patéticas ao invés de nos pôr a rir ponha-nos a chorar de vergonha", escreve no 'Banquete'.

O sacerdote lamenta que a Igreja Católica da Madeira faça parte desta teia. Por isso, "tendo em conta todas as dificuldades que o mundo atravessa e, em particular, a nossa região", entende que a Igreja "devia distanciar-se daquele sorvedouro de dinheiros públicos que tanta falta fazem noutros domínios mais prementes da população da Madeira". "Acho quase indecente que a Igreja Católica da Madeira faça sombra moral de forma tão pacífica ao que se passa com o JM e o Governo Regional da Madeira. É preciso demarcar-se e corajosamente assumir que não pactuamos com um conluio injusto, que viola vários princípios da Democracia e, a consequente, pluralidade de expressão", refere.

DN Madeira

sábado, 4 de dezembro de 2010

'DN Madeira' põe providência cautelar pelo pluralismo

Em causa está o facto de o Governo Regional da Madeira não ter acatado as recomendações da Autoridade da Concorrência e Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

A Empresa Diário de Notícias (EDN) apresentou ontem no Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal, Madeira, uma providência cautelar em nome do pluralismo e da liberdade de imprensa.

A situação financeira do DN Madeira, título pertencente ao grupo Controlinveste, tem vindo a ser agravada devido ao elevado financiamento ao Jornal da Madeira, que levou ao aumento da sua tiragem e a preços publicitários insustentáveis. (DN)

domingo, 18 de abril de 2010

Jornal da Madeira custa ao erário público 11 mil euros por dia

A Empresa Diário de Notícias (EDN) retoma hoje nas páginas do DN-Madeira a batalha que trava há anos contra o Governo Regional pela concorrência desleal do Jornal da Madeira (JM), subsidiado pelo erário público em 11 mil euros por dia. Apesar de o processos ser antigo, a situação agravou-se em Janeiro de 2008, quando o JM triplicou a tiragem para 15 mil exemplares, tornando-se ainda por cima gratuito, praticando "uma política de dumping na publicidade e aumentando o subsídio anual para 4,1 milhões de euros", refere nota da EDN. Depois de apresentar queixa a instâncias internacionais e nacionais e aos grupos parlamentares da AR, a EDM aproveita a presença de José Sócrates no Funchal para a Festa da Flor para denunciar, mais uma vez, um processo que tarda em ser resolvido.(DN)