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domingo, 27 de junho de 2010

Monumento da FAP homenageia madeirenses

A inauguração de um monumento, ontem à tarde, na Avenida do Mar, em frente à Praça da Autonomia, marcou o início das celebrações do 58.º aniversário da Força Aérea Portuguesa (FAP), que este ano se comemora na Madeira.

Um acto que teve a presença do presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, e do chefe do Estado-maior da Força Aérea Portuguesa, general Luís Araújo, que em conjunto procederam à inauguração daquela figura escultórica.

Na oportunidade, o presidente do Governo Regional destacou a importância que a FAP assume para todo o país e muito em particular para a Região Autónoma da Madeira, atendendo à sua condição de arquipélago. Não só em termos da sua função de defesa territorial, mas também em missões de salvamento de pessoas, como sucedeu aquando do temporal que fustigou a Madeira a 20 de Fevereiro deste ano. Uma intervenção que, vincou Jardim, "foi imediata, pronta e eficaz", merecedora do agradecimento de todos os madeirenses.

Em jeito de agradecimento aos elogios feitos por Alberto João Jardim (que a dada altura do discurso dirigiu-se em inglês aos muitos turistas que assistiam à inauguração), o chefe do Estado-maior da Força Aérea Portuguesa aludiu à condição de "instituição de missão e de serviço" assumida pela FAP, considerando que, não obstante essa obrigação, o reconhecimento público é um importante incentivo "para fazermos ainda melhor".

O general Luís Araújo justificou ainda que este monumento constitui "o perpetuar de uma homenagem ao povo madeirense e à diáspora", evocando "o seu espírito de sacrifício, a sua abnegação e a sua luta".

As comemorações da FAP, que ontem contemplaram ainda o lançamento de um livro sobre 'Aviação na Madeira' e a inauguração de uma exposição na Escola Francisco Franco, prosseguem hoje com uma exposição estática de aeronaves no Aeroporto da Madeira, palco também, a partir das 17h30, de uma demonstração área dos Rotores de Portugal.

Julho de 1955: primeiros madeirenses ingressam na força área portuguesa

No próximo mês de Julho, faz 55 anos que José Manuel Oliveira (na foto, o segundo a contar da direita na fila de baixo ) ingressou nos quadros da Força Aérea Portuguesa (FAP). Conjuntamente com outros dois jovens, todos na casa dos 20 anos, eles foram os primeiros madeirenses a integrar aquela força militar, que fora criada precisamente três anos antes (1952).

Durante os quase três anos em que esteve na FAP, com a especialidade de técnico de aviões na esquadra de manutenção, José Manuel Oliveira passou pelos base aéreas de Sintra, Tancos e Ota, tendo nesta última tirado o curso de mecânico de jactos, então ministrado por técnicos norte-americanos.
"Foi uma experiência muito interessante, que me deixou agradáveis recordações", vinca o madeirense, hoje com 75 anos. Tanto assim é que
José Manuel Oliveira, que acabou por fazer a sua vida profissional como técnico de máquinas de contabilidade, confessa-se "arrependido de não ter continuado nos quadros da FAP".(DN)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Recuperadas as Fontes do Diniz

O Funchal dispõe a partir de hoje de mais um ponto histórico, após a recuperação das fontes de João Diniz, datadas do século XV, que ficaram a descoberto no temporal de 20 de Fevereiro.

"Recuperámos as fontes do Diniz [situadas junto ao Palácio de São Lourenço] aproveitando a remoção do entulho e lamas aquando do aluvião do dia 20 de Fevereiro", disse o presidente da câmara do Funchal, Miguel Albuquerque.

O autarca mencionou que as fontes datam de 1490 e foram parcialmente destruídas em 1910, sendo o local onde "se faziam aguadas dos navios e parte da população se abastecia".

"Vamos aproveitar para recuperar as fontes de água de nascente e a própria rua do Diniz, nome que se deve ao escudeiro de João Gonçalves Zarco que descobriu esta nascente", referiu Miguel Albuquerque.

A cerimónia contou com a presença do Representante da República, Monteiro Diniz, que falou da história deste local e da altura em que "a primeira República deixou o palácio em estado miserável".

Monteiro Diniz referiu que este projecto de recuperação "dá genuidade à fortaleza/palácio e a baixa do Funchal fica com mais um elemento de visita, um elemento decorativo do plano arquitectónico importante".(DN)