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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Habitats e espécies protegidas são tema de conferência em Câmara de Lobos


Para assinalar o encerramento da exposição da Rede Natura 2000, a Casa da Cultura de Câmara de Lobos acolhe sexta-feira, às 17h30, uma conferência de sensibilização para o tema dirigida à comunidade piscatória e restante público interessado no tema.

A exposição teve por objectivo divulgar áreas protegidas na UE criadas com o objectivo de conservar habitats e espécies de fauna e flora ameaçadas.

A Rede Natura inclui áreas protegidas na região autónoma. A exposição aborda ainda o projecto 'Cetáceos Madeira II'. Este último visa a identificação de habitats “críticos” para o golfinho roaz com o objectivo último de os integrar na Rede Natura 2000. DN Madeira

domingo, 30 de janeiro de 2011

Porto Santo é cidade saudável

O Porto Santo é a primeira cidade da RAM a integrar a Associação de Municípios designada por Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis.

Constituída em 10 de Outubro de 1997, a Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis tem como missão apoiar a divulgação, implementação e desenvolvimento do Projecto Cidades Saudáveis nos municípios que pretendam assumir a promoção da saúde como uma prioridade da agenda dos decisores políticos.

O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, Roberto Silva, explicou ao JM que ao tomar conhecimento desta iniciativa, através da divulgação da Associação e entendendo que o município apresenta um conjunto de iniciativas que vão de encontro à saúde e ainda que o Porto Santo está dotado por um conjunto de características e condições de cidade saudável e infra-estruturas que fomentam as boas práticas neste sector, apresentou a candidatura de adesão que já foi aceite pela entidade e aprovada em reunião camarária a 17 de Setembro.

As iniciativas estão patentes na Revista N.º5 Janeiro 2011 da Rede de Cidades Saudáveis, assim sendo, no Porto Santo para o dia 26 de Março está agendado o evento “Tenda da Floresta” que pretende proporcionar um conjunto de actividades em associação às comemorações do Dia Mundial da Floresta, o dia 7 de Abril será marcado por um encontro no Centro Cultural e de Congressos, com a participação da Unidade de Saúde Dr. Francisco Rodrigues Jardim, em jeito de comemoração do Dia Mundial da Saúde e para os dias 28 e 29 de Maio a comemoração dos Dias Verdes com direito a saída para campo.

Roberto Silva reconhece nesta iniciativa uma oportunidade de intercâmbio de experiências, “algumas ideias serão trazidas e implementadas na ilha dourada e as nossas ideias serão certamente partilhadas nas outras cidades”. O edil não deixou de referir que para participar deste projecto conta com o apoio das várias entidades da terra que se insiram na área da saúde, do ambiente, do lazer da cultura e outras tantas que se queiram envolver e contribuir na realização de actividades de integração da saúde e do bem-estar. (JM)

sábado, 13 de novembro de 2010

Bombeiros voltam a pedir reforço de meios aéreos

O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais admitiu ontem, no seminário que decorreu no auditório da RDP-Madeira sobre a “protecção Civil e Bombeiro: desafios para o futuro”, que «é importante, de uma vez por todas, se pense e se repense a intervenção dos meios aéreos e de tudo aquilo que tem a ver com os incêndios florestais».

Ainda no rescaldo dos incêndios que assolaram a Região no último mês de Agosto, Fernando Curto disse que «é preciso sermos realistas e fazermos uma avaliação técnica daquilo que tem a ver com estes meios aéreos», justificando a sua posição com o facto de a Região «ser uma ilha com tipologia específica e que tem grande parte da sua florestação é reserva natural». No seu entender, «se tivermos um incêndio onde os bombeiros não podem ir só temos duas hipóteses, ou deixamos arder ou recorremos aos meios aéreos».

«Daí que achamos importante repensar tudo isto, não numa perspectiva política mas numa perspectiva de ajuda e de relação operacional no terreno com os bombeiros e com os meios que a Protecção Civil e os serviços municipais de protecção civil empreendem quando acontecem estas situações», explicou o responsável, admitindo não querer «levantar polémicas» mas sim ser o mais «realista possível».

Fernando Curto, que presidiu à abertura deste seminário que contou com vários oradores convidados, lamentou apenas a ausência do comandante dos Bombeiros Municipais do Funchal, justificando que a sua presença teria sido uma mais-valia para este encontro.

É preciso maior articulação entre médicos e bombeiros

Para Eugénio Mendonça, coordenador do Serviço de Emergência Médica Regional do Serviço Regional da Protecção Civil da RAM e que ontem falou sobre o Sistema Regional da Protecção Civil e a Emergência Médica na Região, é preciso que haja uma maior articulação entre os médicos e os bombeiros na hora em que é feito o socorro à vítima. Segundo este responsável, esta é uma questão que tem vindo a ser trabalhada por parte da Protecção Civil e, «numa altura em que as pessoas procuram ser pouco racionais em algumas intervenções», defende que «o diálogo, com rigor, é fundamental para conseguirmos ultrapassar as limitações que obviamente existem». Além disso, acrescentou, «precisamos acima de tudo respeitar as funções técnicas uns dos outros, procurar harmonizar os nossos conhecimentos para a população».

A corroborar esta opinião, Fernando Curto, da ANBP, focou a importância de haver uma articulação muito maior que passasse sobretudo pela realização de exercícios, com mais regularidade, porque «é daí que advém a correcção de situações de ligação». Sobre este assunto o presidente da ANBP adiantou que este não é uma lacuna que existe apenas na Madeira mas também em todo o território nacional.

«Sistemas de alerta não chegam por si só»

Segundo o professor universitário, Domingos Rodrigues, convidado pela ANBP para falar neste seminário sobre os fenónemos naturais, ordenamento do território e sistemas de alerta precoce, «antes dos sistemas de alerta é preciso que as pessoas saibam quais são as atitudes certas a tomar nestas situações difíceis». O docente na Universidade da Madeira exemplificou com os acontecimentos do passado dia 21 de Outubro. «No pico da precipitação, entre as 13 e as 14 horas, foi também o pico de trânsito. Ora, isso é tudo o que não se deve fazer. É um bom exemplo de uma extrema vulnerabilidade. As pessoas têm de perceber que é preferível ficar em casa, a não ser que residam em zonas de risco, deixarem os filhos nas respectivas escolas do que arriscarem sair», aconselhou o professor, acrescentando que o grande volume de tráfego que se verificou àquela hora nas saídas da cidade demonstrou «que nós não estamos ainda preparados» para uma situação de catástrofe.

PSP acaba por ser «força omnipresente»

Como «agente de protecção civil», a Polícia da Segurança Pública (PSP), que ontem esteve representada pelo comissário Roberto Fernandes no encontro da ANBP, acaba por ser, em articulação com os restantes serviços, «uma força omnipresente». De acordo com o comissário «as medidas da polícia são de facto essenciais para repor a normalidade, prestar apoio e socorro às vítimas e ainda manter os níveis da segurança». Recordando a experiência, apesar de trágica, de 20 de Fevereiro, Roberto Fernandes admite que a situação ajudou a estreitar as relações, a aproximar os vários sistemas e a haver uma articulação muito mais próxima entre todos os serviços da Protecção Civil. (JM)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Recuperar mais de 16 mil cartuchos leva à organização de um concurso

A empresa municipal Porto Santo Verde, em conjunto com a Associação de Caçadores, está a desenvolver o concurso 'Caça Cartuchos' que tem como principal objectivo recuperar materiais agressivos ao meio ambiente.

Carlos de Freitas é caçador há muitos anos e é da opinião que este concurso "é uma boa iniciativa, que já se fazia antigamente e que foi agora reavivado", medida que aplaude, pois "há muita gente nova que vem caçar e que não tem os conhecimentos, logo acho que é muito bom para ir alertando o pessoal que não deixe invólucros vazios no terreno, porque a natureza não está feita para ser caixote do lixo".

Admitindo que há caçadores que não têm cuidados, "pois há pessoas com uma certa idade que não ligam muito a essas coisas", este caçador entende que esta atitude é reflexo de uma menor consciência e descuido, embora considere que "as armas semiautomáticas tem um pormenor que não ajuda, pois quando se faz um disparo, o invólucro é automaticamente jogado e pode cair ao meio de fendas, ervas e outras e matos e que não se pode encontrar. Nas armas que não são semiautomáticas é fácil de recuperar os invólucros que se pode guardar no bolsinho ou num saquinho e não custa nada e fica bem".

De destacar que esta é a segunda edição deste concurso, que no ano passado permitiu a recuperação de 16 mil invólucros, um número extraordinário se considerarmos que na ilha caçam habitualmente cem desportistas, um número que pode ser superior com a deslocação de caçadores madeirenses.(DN)

domingo, 12 de setembro de 2010

Floresta Laurissilva da Madeira é uma das Sete Maravilhas de Portugal

A Floresta Laurissilva da Madeira é uma das Sete Maravilhas de Portugal.

O arquipélago concorria com duas maravilhas, mas a Praia do Porto Santo não conseguiu suplantar os votos que o Portinho da Arrábida arrecadou.

Jorge Romeira, presidente da Câmara de São Vicente, foi quem recebeu o prémio do concurso das ‘Sete Maravilhas Naturais de Portugal’, realizado nos Açores.

A Floresta Laurissilva já tinha o reconhecimento mundial científico. Agora também tem popular. Muito obrigado», disse o autarca de São Vicente, ladeado pelos apresentadores da RTP Catarina Furtado e José Carlos Malato.

Além da Laurissilva e do Portinho da Arrábida, compõem as Sete Maravilhas Naturais de Portugal a Ria Formosa, na categoria de Zonas Marinhas; a Paisagem Vulcânica do Pico, na categoria dos Grandes Relevos; as Grutas de Mira de Aire, na categoria de Grutas e Cavernas; a Lagoa das Sete Cidades, na categoria de Zonas Aquáticas não Marinhas; e o Parque Nacional da Peneda-Gerês, nas Zonas Protegidas.

A eleição foi feita a partir da reunião de 590.166 votos em seis meses.

As vencedoras, escolhidas pelo público por telechamada, SMS e Internet entre 07 de março e 07 de setembro, foram as mais votadas em cada categoria, mas cada região não pôde eleger mais do que duas maravilhas.

A cerimónia em que foram divulgados os vencedores, transmitida em directo pela RTP para todo o mundo, teve lugar nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, o que gerou alguma polémica nos Açores.

O local inicialmente previsto era a Lagoa das Sete Cidades, mas, por razões de natureza técnica, acabou por ser mudado, o que motivou algumas críticas, especialmente por não ser um espaço natural.

O espectáculo contou com várias coreografias e artistas, como a cantora Marisa.

No final do espectáculo, o anfitrião do evento Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, considerou aquela uma iniciativa de «enorme contributo para a divulgação do património português».

«Ninguém perdeu, foi Portugal que ganhou. E nos tempos difíceis que vemos em toda a parte o que é preciso é isso, vencer», disse Carlos César, num momento em que já chovia nas Portas do Mar. (J.M)