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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Governo Regional deve milhões de euros as 4 empresas privadas de transportes

As quatro empresas particulares de transportes interurbanos da Madeira reclamam do Governo Regional o pagamento de “bastantes” milhões de euros de indemnizações compensatórias relativas aos anos de 2009, 2010 e 2011.

À TSF, o presidente da mesa dos transportes coletivos da ACIF, diz que ainda não há ordenados em atraso nestas empresas. “Até ao momento ninguém pode falar em salários em atraso mas lá virá o dia a continuar o cenário como está”.

Paulo Pereira defende o pagamento de, pelo menos uma parte, dos muitos milhões de euros que estão em dívida “não só os salários como o pagamento a fornecedores”.

O presidente da mesa dos transportes coletivos da ACIF diz que a situação financeira das empresa de transportes interurbanos é cada vez mais insustentável e que até ao final deste mês, se não houver pagamentos por parte do governo, podem mesmo não ter condições para manter os autocarros a circular. Apesar de Paulo Pereira garantir que as companhias vão fazer tudo para que isso não aconteça o certo é que “não podemos garantir nada nesta altura, se não houver combustível, se não houver mão de obra para os conduzir, não podemos garantir a cem por cento” a circulação dos autocarros.

Em causa está o pagamento das indemnizações compensatórias ás companhias SAM, Rodoeste, Empresa de automóveis do Caniço e ainda a companhia de carros de São Gonçalo que pertence ao grupo horários do Funchal.

As 4 empresas reclamam do Governo Regional milhões de euros que estão em dívida desde 2009. (JN-Madeira)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Central de Autocarros irá mudar de localização

A Central Interurbana de Autocarros irá mudar de localização. A empresa de transporte de passageiros que opera para a zona oeste irá passar para junto das piscinas da Penteada, sendo que, para as companhias de transporte da zona leste, estas irão ficar sedeadas no Campo da Barca.

Esta foi uma das principais decisões saídas da reunião mantida entre o Executivo do Governo Regional da Madeira e a presidência da Câmara Municipal do Funchal (CMF). A reunião decorreu, na tarde de ontem, na Quinta Vigia, e foi presidida por Alberto João Jardim e contou com a presença de vários secretários regionais. Da parte da autarquia funchalense, o presidente da CMF, Miguel Albuquerque, esteve acompanhado pelo seu vice-presidente, Bruno Pereira, e pelo vereador com o pelouro financeiro, Pedro Calado.

Dada a dimensão do concelho do Funchal, a reunião entre Governo e autarquia para traçar as obras para o próximo mandato foram divididas em três. Na primeira reunião, que decorreu ontem, foram abordadas as obras que estão previstas para as freguesias da zona baixa da cidade do Funchal: Sé, Santa Luzia, Imaculado Coração de Maria e São Pedro.
No final do encontro de trabalho que teve a presença dos presidentes das referidas juntas de freguesia, Alberto João Jardim felicitou Miguel Albuquerque por conseguir «lançar todas as obras, ou seja, nestas quatro freguesias, para já, não há nenhuma obra adiada para o próximo mandato».

Mudança será benéfica

O presidente da autarquia funchalense, Miguel Albuquerque, explicou as obras que estão previstas para o próximo mandato. A obra em destaque é a deslocalização da central de autocarros da Rodoeste para terrenos do Governo adjacentes às piscinas da Penteada, sendo que os autocarros da SAM irão ficar no silo do Campo da Barca, após a intervenção da autarquia no local.
Segundo Miguel Albuquerque, «falta acordar com as companhias e isso será feito entre a secretaria da tutela e o Governo Regional». «Penso que será benéfico, quer em termos de serviços aos munícipes, quer para evitar o atravessamento dessas companhias no Funchal, em termos deredução da poluição e poupança de combustíveis», justificou o edil.
Miguel Albuquerque explicou ainda que as centrais de autocarros terão de ficar localizadas fora do centro do Funchal e que servem apenas para recolher as viaturas de transporte colectivo de passageiros e para que possam proceder à sua manutenção, sendo que depois haverá paragens em pontos estratégicos na cidade do Funchal. No caso da Rodoeste, um dos principais pontos de recolha será no Edifício 2000.
Sobre esta obra, o presidente do Governo Regional explicou que a central de autocarros não poderia ficar no Porto do Funchal, servindo esta nova infra-estrutura para reforçar os lugares de estacionamento na cidade.(J.Madeira)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Taxistas ilegais inundam Funchal

Os taxistas do Funchal estão com medo do futuro. Ficam parados o dia inteiro nas praças sem serviço e sem dinheiro para levar para casa.

Dizem que a culpa é da concorrência desleal e apontam o dedo a viaturas particulares que, afirmam, fazem os serviços ilegalmente.

«São pessoas que adquirem um carro, alguns ex-motoristas de táxis que venderam as suas licenças e como têm alguns conhecimentos no mercado continuam a trabalhar e apresentam-se como sendo táxis», denuncia António Loreto, presidente da Associação de Taxistas da Madeira, acrescentando: «É uma situação grave porque não sabemos se estas pessoas estão devidamente habilitadas para conduzir estas viaturas».

Os profissionais dos táxis dizem que a fiscalização não funciona. Fonte da PSP garantiu, entretanto, que são feitas inspecções e que as infracções são penalizadas. (TVI24)

sábado, 24 de abril de 2010

Queixa no MP e abaixo-assinados

A População do Monte quer ver esclarecidas as responsabilidades nas enxurradas

Os moradores dos Lombos, da Corujeira e dos Tornos, zonas altas da freguesia do Monte que foram seriamente afectadas pelas enxurradas do passado dia 20 de Fevereiro, estão a mobilizar-se no sentido de que sejam tomadas medidas com vista à limpeza e reposição do leito do Ribeiro da Cal, bem como ao apuramento de algumas circunstâncias que, supostamente, poderão ter estado na origem do desastre.

Nesse sentido, foi recentemente formalizada uma queixa nos serviços do Ministério Público (MP), estando ainda a circular três abaixo-assinados junto das populações daqueles sítios, para serem entregue posteriormente na Câmara Municipal do Funchal, alertando não só para as situações acima referidas mas também aludindo a outros problemas decorrentes das obras de reconstrução.

A queixa formalizada por algumas famílias residentes no sítio dos Lombos diz respeito a alegadas intervenções efectuadas no curso do Ribeiro da Cal, bem assim à deposição de inertes e de troncos ao longo daquela linha de água, que terão formado uma espécie de barragem, fazendo com que o ribeiro transbordasse. A população pretende, fundamentalmente, que seja esclarecido até que ponto haverá responsabilidades por parte de algumas empresas que têm instalações na zona.

Obras alvo de contestação

A questão dos abaixo-assinados, processos onde a população tem contado com o apoio da CDU, tem a ver com situações distintas, mas que estão todas relacionadas com a forma como decorrem as obras de reconstrução.

Entre outras coisas, a população critica a forma como está a ser construída a ponte no Caminho da Levada dos Tornos. Não só se queixa da morosidade com que decorrem os trabalhos, mas também questiona a própria dimensão do leito do ribeiro.

Uns metros mais acima, no Beco das Eiras, os trabalhos praticamente ainda não começaram. O acesso às casas é feito através de uma ponte de madeira, que, dizem os moradores, não oferece condições de segurança. No início desta semana (de segunda para terça-feira), aquando da situação de alerta vermelho na Região, a água do ribeiro transbordou, provocando momentos de pânico nos moradores, que temeram pela reedição da situação de catástrofe.

Também motivo para um abaixo-assinado é a alteração que se verifica no alinhamento da estrada situada um pouco mais abaixo do referido Caminho da Levada dos Tornos e que implica uma nova canalização do ribeiro. Algumas das pessoas, que já haviam sido alvo de uma anterior expropriação, vêem os seus terrenos novamente sob ameaça, o que está a gerar um profundo descontentamento.

Um outro documento com assinaturas dos moradores foi recolhido nos Lombos e solicita uma alternativa para o serviço de transportes públicos que deixou de ser prestado na zona. É que a estrada está a ser alvo de obras e não possui condições para a circulação de autocarros. No entanto, este problema está em vias de ser solucionado: na passada quinta-feira, no decorrer do acto de entrega de materiais de construção civil a famílias do Monte afectadas pelo temporal, o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque, anunciou que esse serviço será transitoriamente assegurado por carrinhas. (Fonte:DNNoticias.pt)