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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Um verdadeiro guardião das casas de colmo

António Caires é dono da única empresa que constrói e 'abafa' casas de colmo. A sua 'aventura' começou há mais de 20 anos. Hoje há menos casas de colmo, mas ainda continua a existir trabalho.

"Comecei nisto há mais de 20 anos, tinha 18 ou 19 anos, numa casa que minha avó tinha."
António Caires, construtor de casas de colmo

Vulgarmente denominadas de 'casinhas de Santana', as casas de colmo continuam a ser um dos cartazes turísticos mais famosos da Madeira e uma das suas grandes bandeiras promocionais além fronteiras. Actualmente poucas são as casas de colmo que ainda se mantêm de pé, intactas ou recuperadas. Estima-se que o seu número ande entre as três e as quatro dezenas. A escassez de trigo (colmo) e de mão de obra especializada, assim como o surgimento de novas soluções de habitação mais confortáveis tem levado à redução do número de casas de colmo. Mas, apesar da mudança de hábito, a verdade é que algumas pessoas teimam em manter as suas casas de colmo em bom estado de conservação.

Para isso muito tem contribuído a persistência e dedicação de António Caires, de 47 anos, e o único proprietário de uma empresa que se dedica a este tipo de actividade. O seu percurso começou há muitos anos atrás. "Comecei nisto há mais de 20 anos, tinha 18 ou 19 anos, numa casa que minha avó tinha. A minha avó era velhinha e pediu-me para arranjar pessoal e fazer o trabalho. Peguei no meu carrinho, fui buscar o colmo, arranjei o pessoal e abafámos. A partir daí comecei nisto".

O trabalho feito por António Caires, embora sendo o primeiro, ficou bom, não passou despercebido e logo começaram a surgir pedidos de arranjo e construção de novas casas.

Desde então construiu e restaurou dezenas, senão centenas, de casas de colmo. Mas, hoje, os tempos são outros. "Antigamente os palheiros de zinco que se vê por aí eram todos de colmo, mas as pessoas começaram a cultivar menos trigo e a optar pelo zinco, que tem mais duração. O colmo só dura cinco ou seis anos", explica António Caires.

Trabalho "duro" e maçador
Hoje continuam a surgir trabalhos, mas o seu número tem diminuído, tal como o das casas. "Penso que reduziu um terço o número de casas de colmo". A pesar desta redução, António Caires insiste em manter viva esta tradição e criou há cerca de 10 anos uma empresa especializada neste tipo de trabalhos.

A construção de uma casa de colmo ou o seu 'abafamento' (substituir o colmo velho) é um trabalho "duro" e, até certo ponto, maçador. "A casa só leva colmo, varas e vimes. Quando não há vimes nós metemos arame", explica António Caires, acrescentando que a cobertura de uma casa média demora "um dia com oito a dez homens, mas temos de começar de manhã e acabar à noite".

O custo de um trabalho destes varia conforme o tamanho da casa, mas ronda os 2.000 e 2.500 euros para uma casa média.
Um dos receios deste fã e 'amante' das casas de colmo é que este tipo de habitações tenha os dias contados. As pessoas com experiência neste tipo de trabalho "já são de meia idade. Como isto vai, penso que sim. Antes, o Governo ainda dava um subsídio aos donos das casas, mas parece que não estão a receber."

Trabalhos em hotéis
Mas, nem tudo são más notícias para esta arte secular. A fama e qualidade do trabalho de António Caires já ultrapassou as 'fronteiras' de Santana, onde reside e trabalha. Nos últimos anos tem sido, por várias vezes, requisitado por hotéis e até por estabelecimentos de restauração para fazer trabalhos em colmo.

Os guarda-sóis de muitos hotéis feitos em colmo e a casa existente num conhecido restaurante de Câmara de Lobos são alguns dos trabalhos executados.
No ano passado António Caires diz que cobriu cinco casas de colmo, um número aceitável. "Mas também tenho sido chamado para os lados do Funchal, para arranjar aqueles chapéus dos hotéis. E, há poucos dias, construí e 'abafei' uma casa no 'Lagar', em Câmara de Lobos."

Apesar destes trabalhos fora de Santana, a verdade é que o número de casas de colmo tem vindo a diminuir de ano para ano. António Caires acredita que a tradição deve ser mantida, mas isso não depende apenas dele. Acima de tudo depende dos proprietários das casas existentes e das próprias entidades locais e regionais em manter este 'ex-libris' do concelho de Santana.

Casas de origem primitiva e secular
A origem exacta das casas tradicionais de colmo não é perfeitamente conhecida. Calcula-se que as casas de colmo sejam vestígios das construções primitivas, que eram feitas de madeira e de colmo e que existia de forma abundante por toda a ilha. As casas de colmo têm três tipos de construção: as 'casas de empena de fio', 'casas de empena de meio fio' e 'casas de quatro águas'. As 'casas de fio' têm a empena triangular e são cobertas de restolho desde a cumeeira (topo) até ao solo eram compostas por um sótão para guardar produtos agrícolas e por um piso térreo destinado a habitação. Muito embora tenham servido de tecto a muitas famílias ao longo dos séculos, a verdade é que as casas de palha têm de ter uma manutenção periódica. As casas de colmo têm de ser 'abafadas' de cinco em cinco anos. Para 'abafar' ou 'restolhar' as casas são necessários pelo menos quatro homens com experiência e cerca de 24 a 26 'maranhos' (montes) de palha de trigo, dezenas de varas e arame. DN Madeira

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Festa da castanha no Curral das Freiras


A freguesia do Curral das Freiras, em Câmara de Lobos, celebra a castanha no próximo dia 1 de Novembro.

O programa da Casa do Povo do Curral das Freiras inclui o já habitual cortejo alegórico, animação popular, bem como inúmeros stands dedicados ao produto produzido naquela freguesia.

Os visitantes terão ao dispor diversas propostas gastronómicas, bem como receitas com aplicação da castanha. DN Madeira

sábado, 7 de maio de 2011

Festa da Flor já anima baixa citadina

A Festa da Flor já anima e deixa colorida a baixa do Funchal, com os tapetes florais nas placas centrais da Avenida Arriaga (junto à Sé, Teatro Baltazar Dias e Loja do Cidadão) e a abertura ontem do Mercado das Flores, da 56.ª Exposição da Flor (no Largo da Restauração) e da mostra “Coração Verde”, no espaço Infoarte da Secretaria Regional do Turismo.

Esta última foi inaugurada por Conceição Estudante, que realçou a originalidade desta iniciativa, uma intervenção plástica que apresenta uma estrutura em forma de espiral, concebida por Sílvio Cró e que sustenta uma dúzia de pequenos jardins, criados por António e Cristina Rodrigues; Bruno Côrte; David Francisco; Dina Pimenta e José Tolentino Mendonça; Esmeralda Meneses; João Pimenta; Manuel Rosa; Manuela Aranha; Martinho Mendes; Octávio Freitas; Sérgio Benedito e Susana Fontinha.

A governante apelou a que «muita gente viesse vê-la, porque tem muita criatividade, tem até mensagens interessantes para quem vem visitar a exposição, porque são 12 diferentes expressões daquilo que pode ser um jardim. Cada artista convidado deu a sua visão do que pode ser um jardim, e há aqui coisas curiosíssimas», referiu.

«São 12 artistas madeirenses com diversas profissões, há um cozinheiro, um escultor e um pintor. Nos últimos anos, procurámos acrescentar este valor artístico, individualizado, porque toda a Festa da Flor é uma peça de arte, mas com projectos que todos os anos procuram ser criativos, de forma a trazer qualquer coisa de novo aos eventos deste cartaz», disse.

A secretária com a tutela do Turismo revelou ainda estar «satisfeita com o movimento que vejo nas ruas do Funchal, e com as exposições que já estão montadas. A ocupação hoteleira está no limite que se pretendia e espero que seja uma Festa da Flor da qual todos possam disfrutar», rematou.(JM)

sábado, 25 de setembro de 2010

Festa de Santa Teresinha no Funchal

Ordem dos Padres Carmelitas, na nossa Diocese, vai celebrar no próximo mês de Outubro “a Festa de duas grandes santas que brilharam na Igreja pela sua vida e doutrina: Santa Teresinha do Menino Jesus e Santa Teresa de Ávila”, disse o Pe. Manuel Dias (carmelita) ao JM.

Assim no dia 1 de Outubro, Festa de Santa Teresinha - Padroeira das Missões, haverá uma concelebração na igreja do Carmo, no Funchal, às 18h.30, seguida da Benção das Rosas.

“Para melhor prepararmos esta Festa litúrgica haverá um Tríduo de preparação na próxima semana, dias 28, 29 e 30 de Setembro, com novena às 18 horas e eucaristia às 18h e 30”.

Por outro lado, no dia 15 de Outubro, a Comunidade dos Carmelitas vai celebrar a sua Fundadora, Santa Teresa de Jesus. Para esta Festa haverá também um Tríduo nos dias 12, 13 e 14 de Outubro.

“São duas Doutoras da Igreja que na simplicidade do Convento trabalharam com grande alegria pela Evangelização e pela santificação dos sacerdotes, com a oração e o seguimento radical de Jesus”.

Entretanto, no próximo domingo, 26 de Setembro, a Comunidade dos Padres Carmelitas vai retomar o horário normal das Missas depois do Verão: às 7h, 9h.30, 12h e 18h.30; o mesmo acontecendo durante a semana: 7h, 9h e 18h.30, com oração diária do terço às 18 horas e o serviço normal do confessionário. (JM)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Funchal é “Capital Europeia de Folclore”

Até quarta-feira, o Funchal é “capital europeia de Folclore”, com o Jardim Municipal a servir de palco para o desfile dos grupos de Portugal, Rússia, Itália e Venezuela. Ao longo de quatro dias, o folclore estará em grande destaque e inserido no programa das Festas do Vinho da Madeira.

O Jardim Municipal do Funchal recebeu ontem a primeira noite da VII Semana Europeia de Folclore, evento integrado na Festa do Vinho da Madeira, e que termina no dia 1 de Setembro. O auditório estava composto por vários madeirenses e estrangeiros para receber o espectáculo de carácter internacional, organizado pelo Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova, e que conta com a participação de grupos folclóricos de Portugal, Rússia, Itália e Venezuela. Até quarta-feira, o Funchal será “a capital europeia do Folclore”, com vários grupos a desfilarem pelo Jardim Municipal.

Num novo figurino, é de salientar que o evento europeu decorre até quarta-feira, mas na sexta-feira,uma representação estará na abertura da Festa das Vindimas, no Estreito de Câmara de Lobos. Um dos pontos do programa da Semana Europeia de Folclore será ainda a distinção por mérito cultural a entidades que têm promovido o folclore, numa cerimónia que irá decorrer na Câmara Municipal do Funchal.

Para o público em geral, os espectáculos decorrem a partir das 21 horas, no Jardim Municipal. Animação, alegria e danças tradicionais vão garantir boa disposição aos presentes, que ainda podem ver as peças de artesanato que alguns artesãos madeirenses têm em exposição e à venda.(JM)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

8.º Encontro de Folclore no Porto Santo

Amanhã, 24 de Agosto, às 17 horas, na sede da Junta de Freguesia do Porto Santo, o presidente da Junta, Idalino Vasconcelos apresenta em conferência de imprensa o 'VIII Encontro de Folclore do Porto Santo'.(Dn)

terça-feira, 22 de junho de 2010

8º Festival de Folclore em Porto Santo ( Agosto )

A Junta de Freguesia do Porto Santo está a preparar já a oitava edição do Festival de Folclore que decorrerá no último fim-de-semana do próximo mês de Agosto. Duarte Mendonça, vogal daquele órgão de poder local, disse ao Jornal da Madeira que vão participar, na iniciativa, quatro grupos do Continente.

A data exacta do evento ainda não está confirmada tendo em conta que o aniversário do Aeroporto deverá acontecer também no fim do mês de Agosto (a 27, aquela infraestrutura assinala os seus 50 anos).

Daí que seja provável que o Festival de Folclore não se realize a 27, como inicialmente previsto e seja adiado um ou mais dias. Ainda assim, o programa deste Festival está a ser ultimado sendo que estão previstas as presenças do grupo de folclore de Ponte de Lima, do grupo regional de danças e cantares do Mondego, as “Lavadeiras” da Ribeira da Laje e o grupo de folclore de Fazendas de Almeirim.

Para além destes visitantes de fora do território regional, há ainda a registar a participação de um grupo de folclore da freguesia do Monte. O grupo de folclore do Porto Santo, como é óbvio, não faltará à iniciativa que, segundo Duarte Mendonça, já faz parte do cartaz de Verão do Porto Santo. O Festival de Folclore tem já muitos “adeptos”, conforme nos refere o vogal da junta de freguesia do Porto Santo. A praça do Barqueiro, local onde decorre esta iniciativa cultural, costuma registar uma enchente por ocasião do Festival. Duarte Mendonça diz que a concentração de pessoas para o evento é sempre bastante significativa.

Este ano, e a exemplo de anos anteriores, Duarte Mendonça espera «casa cheia». Aliás, tendo em conta que o Festival decorre no mês em que a grande maioria está de férias e muitos escolhem o Porto Santo para retemperar energias, as expectativas são sempre as melhores.«Na Páscoa e nos últimos dois feriados que permitiram fazer a denominada “ponte”, já registámos muita gente por cá e a esperança é a de que, com o aproximar dos meses de Julho e Agosto, o movimento aumente cada vez mais», refere Duarte Mendonça. (J.M)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sons tradicionais da Madeira divulgados no continente

O tema 'Senhora do Monte', interpretado pelo colectivo madeirense Encontros da Eira, marcou presença no 'Cantos da Casa', um programa de Armando Carvalhêda na rádio pública e Internacional. A emissão decorreu na passada terça-feira.


DN Madeira

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Parque Temático da Madeira revive tradição das tosquias

O Parque Temático da Madeira reviveu ontem a tradição das tosquias de ovelhas, numa inicitiva promocional testemunhada por turistas e visitantes locais daquela infra-estrutura construída pela Vice-presidência do Governo Regional.

O processo de tosquia realizou-se como manda a tradição com tesoura, à verdadeira moda antiga e foi acompanhado pelo “Grupo Cantares Tradicionais da Ilha da Madeira”, que através da sua actuação animaram os visitantes.

Após a campanha promocional desta iniciativa junto das agências de viagens regionais e nacionais, o Parque Temático da Madeira, recebeu muitas marcações, que quiseram oferecer aos seus clientes uma experiência diferente e inesquecível.

Segundo a direcção do parque, cerca de três centenas de turistas assistiram às tosquias ao vivo, mostrando-se agradados com o espectáculo que para a maioria era desconhecido, aproveitando a oportunidade para registar quer em fotografias quer em filmagens toda a actividade.

A organização contou com a ajuda de pastores do concelho, que tiveram também a iniciativa de abordar o Parque Temático da Madeira para a concretização desta actividade, repetindo assim a acção realizada no ano passado.

O processo de tosquia serviu também de alavanca para um outro processo artesanal. Todos os visitantes tiveram oportunidade de apreciar a qualidade da lã virgem extraída, bem como assistir ao manuseamento da mesma pela artesã num dos ateliers do parque.

Face ao sucesso do evento, é pretensão da direcção do Parque Temático da Madeira manter a 10 de Junho as tosquias de ovelhas, que, por força maior, tem vindo a perder preponderância com o passar dos tempos. (Lusa)

sábado, 29 de maio de 2010

Conferência 'A Música na História da Madeira'

A Secretaria Regional de Educação e Cultura / DRE, no âmbito das comemorações dos 30 Anos do Gabinete Coordenador de Educação Artística (GCEA), apresenta a terceira conferência do Ciclo 'A Música na História da Madeira', que irá decorrer no próximo dia 31 de Maio, às 18 horas, no Auditório do Centro de Estudos de História do Atlântico (Rua das Mercês, 8 – Funchal).

Esta conferência intitula-se 'Dos Violinos para os Bandolins' e é dedicada à música para bandolins na Madeira, instrumento que tem uma tradição com mais de 100 anos no Funchal.

O conferencista será o Dr. Rodolfo Cró, professor do GCEA, onde é o Coordenador Regional da Modalidade Artística de Cordofones Tradicionais Madeirenses e da Modalidade Artística de Instrumental, tendo ocupado o cargo de presidente da direcção da Associação de Bandolins da Madeira no triénio 2007-2009.

A abertura da conferência contará com a participação musical de vários docentes e um aluno do GCEA – Norberto Cruz (bandolim), Teresa Leão (bandolim), Marco Vieira (Bândola) e Neusa Abreu (Viola) – que interpretarão duas obras musicais da primeira metade do século XX: 'Pensiero Libero' (Prelúdio) de Júlio Câmara e 'Quando m'en vo' (de La Bohème de Puccini), arranjo de Fernando Clairouin- A presente conferência tem como principal objectivo apresentar duas visões distintas sobre o panorama bandolinístico na ilha da Madeira. Por um lado, existe uma pretensão em realizar uma retrospectiva musical, desde a sua origem, aos agrupamentos e aos principais intervenientes; por outro lado, coexistiu uma necessidade de realizar uma prospectiva acerca desta realidade, através da reflexão e do debate sobre a actualidade. Neste enquadramento, a realização desta conferência intitulada “Dos violinos para os bandolins” procura apresentar um conjunto de apontamentos determinantes à compreensão e à afirmação desta realidade musical, no actual panorama bandolinístico madeirense.(DN_Madeira)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

“Festas da Sé” com horário alargado

A partir de amanhã e até 5 de Junho, as "Festas da Sé" estão de regresso ao centro do Funchal, mais precisamente à Rua João Tavira, Rua da Queimada de Cima, Rua da Queimada de Baixo, Rua do Bispo, Rua dos Ferreiros e Largo do Chafariz, as quais estarão decoradas para o efeito.

Trata-se da recriação de um típico arraial madeirense, que este ano apresenta como grande novidade o alargamento do seu horário, nos dias úteis até às 01h00 e sextas e sábados até às 02h00 (antes encerrava às 00h00).

O programa deste evento foi apresentado ontem, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelo presidente da Junta de Freguesia da Sé, Alcino Ferreira, e pelo edil da autarquia do Funchal, Miguel Albuquerque, numa conferência de imprensa que contou ainda com a presença de comerciantes da referida zona.

À semelhança dos anos anteriores, a animação musical será uma constante ao longo do certame, estando as actuações a cargo de bandas filarmónicas e tunas académicas. A Banda Municipal do Funchal, a Banda Distrital, o Trio do Funchal, a TUMa, a Tuna D’Elas, a Enfertuna e a Estudantina vão oferecer momentos musicais a todos aqueles que se associarem à festa.

Uma vez mais, o principal objectivo deste cartaz é contribuir para a dinamização dos estabelecimentos comerciais locais, designadamente restaurantes e bares, prefazendo um total de cerca de 70. Deste modo, a gastronomia regional, nomeadamente os “dentinhos”, será uma das principais atracções.

As Festas da Sé é uma iniciativa da Junta de Freguesia da Sé, em colaboração com a Câmara Municipal do Funchal e com o patrocínio da Empresa de Cervejas da Madeira. A abertura oficial do certame está previsto para as 18h00 de sexta-feira.(J.Madeira)

sábado, 17 de abril de 2010

Cortejo da Festa da Flor 2010

“Terra de Todas as Flores e Cores” é o tema que o decorador madeirense João Egídio leva este ano ao Cortejo da Festa da Flor, um dos maiores cartazes turísticos da Região Autónoma da Madeira que se realiza amanhã no Funchal.

João Egídio voltará a abrir o cortejo, «um privilégio que já acontece há seis anos». O seu “carro alegórico”, como avançou ao Jornal da Madeira, será embelezado por uma grande variedade de flores, desde a flor campestre à mais exótica. Próteas e crisântemos são algumas das flores eleitas.

O azul e o beje são as cores predominantes na indumentária do grupo de 14 figurantes, composto por oito crianças, com idades compreendidas entre os três e os dez anos, e seis adultos. O Bordado Madeira volta a ser homenageado neste desfile de João Edigídio.

A música escolhida será interpretada pela fadista portuguesa Maria da Fé e intitula-se “Madeira, Minha Madeira”.

João Egídio colabora neste cartaz da Secretaria Regional do Turismo e Transportes há 26 anos, com «um projecto próprio». Recorda que a ideia nasceu na Fonte dos Namorados, em conversa com um grupo de nove amigos de São Jorge, uma amizade que ainda se mantém. Desde então, o decorador surpreende o público com “décors” coloridos e inovadores. Afirma que colaborar na “Festa da Flor” é sempre estimulante. «Aqui, estou no meu mundo. Sinto-me uma “abelha” no meio das flores», brincou.

João Egídio assina também a decoração da “Exposição da Flor”, patente no Largo da Restauração, no Funchal, e integrada na edição deste ano da “Festa da “Flor”. O “décor”, com flores e plantas de produtores da Madeira, inclui a estátua do Ateneu, que representa o deus dos comerciantes, “Mercúrio” e um quadro com o traje regional.(J.M)

Madeira - "Festa da Flor 2010"

A Festa da Flor é um dos eventos tradicionais mais coloridos da ilha da Madeira. Para além de homenagear as flores, dá as boas-vindas à Primavera. De 15 a 18 de Abril, a cidade do Funchal transforma-se num tapete de flores, com muita música, grupos folclóricos que actuam ao ar livre, exposições de flores tropicais e os emblemáticos cortejos que percorrem as ruas da cidade.

A Madeira, detentora de um importante património natural, conta com inúmeras plantas endémicas e indígenas. Durante quatro dias celebra-se esta flora diversificada num evento que já se transformou numa das principais atracções da ilha. Orquídeas, malmequeres, foguetes, lírios, estrelícias, hibiscus, rosas, coralinas, margaridas, massarocos e dedaleiras são alguns dos exemplares que dão cor a este jardim tropical.
Os festejos começam na quinta-feira, 15 de Abril, com a abertura do Mercado das Flores, onde encontrará, na Placa Central da Avenida Arriaga, esculturas de flores em tamanho natural. No mesmo dia realiza-se a 55.º Exposição da Flor no Largo da Restauração e claro, como não poderia faltar, a construção de delicados tapetes florais que embelezam as principais ruas da capital.
Sábado pela manhã realiza-se o Cortejo Infantil, com a participação de milhares de crianças. Cada uma traz uma flor para colocar num mural intitulado “Muro da Esperança”, situado na Praça do Município. A construção do muro termina com uma largada de pombos e um espectáculo infantil.

O ponto alto do evento ocorre no domingo dia 18, com o grande Cortejo da Flor. Um desfile com centenas de figurantes e carros alegóricos alusivos à flor, que atravessam a cidade exibindo as múltiplas espécies florais da ilha e espalhando um perfume fresco e muita alegria.

A festa deste ano está subordinada ao tema Terra, associando-se assim às comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade. Escolas de samba, diversas associações e outros agrupamentos escolheram sub-temas como: a Terra de Todas as Flores e Cores; Ilha das Flores; A Magia das Flores do Planeta Terra; O Jardim do Beija-flor e Flores para o Mundo.

Esta é sem dúvida a melhor altura do ano para descobrir a beleza da ilha da Madeira e vivenciar um espectáculo exuberante. Será caso para dizer: Cheira bem! Cheira à Madeira. (Fonte)