O mar da Madeira tem potencial, mas a verdade é que, neste momento, as energias marinhas estão ainda numa fase inicial. Melim Mendes, responsável pela AREAM, lembrou que é preciso acima de tudo conhecimento para saber como aproveitar este potencial.
Neste momento, está feito um estudo, mas não existem, para já, projectos para aproveitar essa energia. "Existem algumas formas de energia off-shore no mar que já estão em velocidade de cruzeiro como a energia eólica off-shore na Europa do Norte, em zonas de mar de baixa profundidade", explicou o presidente da AREAM à margem do Seminário das Energias Renováveis.
Para os mares profundos com a Madeira e os Açores estão a ser estudadas tecnologias para plataformas flutuantes, mas estão ainda em fase de estudo e existem muitas dúvidas quanto à sua aplicação. "O que tem sido feito de forma mais recorrente e sistemática é a avaliação dos recursos, do potencial. Nós desenvolvemos o Onda Atlas da Madeira". Esse é o primeiro passo para se avançar no aproveitamento deste potencial, explicou. (DN.M)
Mostrar mensagens com a etiqueta Mar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mar. Mostrar todas as mensagens
sábado, 17 de setembro de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Decisão sobre novo ferry nas mãos do IPTM
O armador espanhol já pediu ao IPTM a autorização necessária para que o designado “super-ferry” possa operar no Porto do Funchal, mas tal autorização ainda não foi emitida.
Conforme foi ontem noticiado, existe um relatório dos “Pilotos” do Porto do Funchal, enviado ao IPTM, que apontam para problemas de segurança relacionados com a operacionalidade do novo navio da Naviera Armas na zona destinada aos ferrys, a exemplo do que tem sucedido algumas vezes com o ferry que habitualmente faz as ligações Funchal-Portimão.
As dúvidas têm a ver com o facto do “Volcan de Tinamar” ser um navio maior, com 173 metros de comprimento, pelo que os “Pilotos” levantaram dúvidas sobre se estarão reunidas as condições de segurança para o navio operar no Porto do Funchal.
Na segunda-feira teve lugar uma reunião na Administração dos Portos da Madeira que juntou os “Pilotos”, representantes da APRAM e da Naviera Armas, tendo em vista ultrapassar esta situação, uma vez que o IPTM pediu esclarecimentos sobre as dúvidas levantadas pelos “Pilotos”.
De qualquer forma, segundo apurámos, todo este processo de autorização ou não do navio da Naviera Armas poder operar no Porto do Funchal está nas mãos do IPTM, que é quem tem a palavra final nesta matéria. (Jornal Madeira)
Conforme foi ontem noticiado, existe um relatório dos “Pilotos” do Porto do Funchal, enviado ao IPTM, que apontam para problemas de segurança relacionados com a operacionalidade do novo navio da Naviera Armas na zona destinada aos ferrys, a exemplo do que tem sucedido algumas vezes com o ferry que habitualmente faz as ligações Funchal-Portimão.
As dúvidas têm a ver com o facto do “Volcan de Tinamar” ser um navio maior, com 173 metros de comprimento, pelo que os “Pilotos” levantaram dúvidas sobre se estarão reunidas as condições de segurança para o navio operar no Porto do Funchal.
Na segunda-feira teve lugar uma reunião na Administração dos Portos da Madeira que juntou os “Pilotos”, representantes da APRAM e da Naviera Armas, tendo em vista ultrapassar esta situação, uma vez que o IPTM pediu esclarecimentos sobre as dúvidas levantadas pelos “Pilotos”.
De qualquer forma, segundo apurámos, todo este processo de autorização ou não do navio da Naviera Armas poder operar no Porto do Funchal está nas mãos do IPTM, que é quem tem a palavra final nesta matéria. (Jornal Madeira)
quarta-feira, 29 de junho de 2011
“Semana do Mar” desportiva
A “Semana do Mar”, que este ano se realiza entre amanhã, quinta-feira, e domingo, é o maior evento cultural, recreativo e desportivo do concelho do Porto Moniz, numa organização do Município nortenho.
Durante quatro dias, a Vila do Porto Moniz servirá de palco a diversas actividades, potencializando a localidade como destino turístico de excelência. Uma vez o mais, o Desporto associa-se às festividades, mormente no fim-de-semana. Em termos lúdicos, de destacar três passeios de mar - no “Búteo” do Parque Natural da Madeira - amanhã, sexta-feira e sábado, sempre com saídas às 16h00.
Também no sábado, a partir das 8h, haverá Pesca de Currico, a partir das 8h00, assim como duas regatas do Troféu de Vela “Costa da Laurissilva” - 5.ª prova do Campeonato da Madeira da classe de Cruzeiros -, entre o Seixal e o Porto Moniz, às 11h00 (1.ª etapa) e às 15h00 (2.ª etapa), evento que está, ainda, inserido nas comemorações do 20.º aniversário do Clube Naval do Seixal (CNS).
O último dia da “Semana do Mar” - domingo, 3 de Julho - terá uma parada de iates, logo pelas 10h00, à mesma hora decorre uma prova do Campeonato de Pesca da 1.ª Divisão, para pelas 13h00 ter lugar uma Regata de Windsurf (Prancha-à-Vela). O ponto alto do dia será, a partir das 16h00, com a Regata Tradicional de Canoas e Caiaques, entre as localidades do Seixal e do Porto Moniz.
Para as 18h00 está marcada a entrega dos prémios desportivos aos vencedores e melhores classificados de todas as provas. Promover o concelho, enquanto destino turístico de excelência para os Desportos de Mar e de Natureza é um dos principais objectivos da autarquia nortenha. (Jornal da Madeira)
Durante quatro dias, a Vila do Porto Moniz servirá de palco a diversas actividades, potencializando a localidade como destino turístico de excelência. Uma vez o mais, o Desporto associa-se às festividades, mormente no fim-de-semana. Em termos lúdicos, de destacar três passeios de mar - no “Búteo” do Parque Natural da Madeira - amanhã, sexta-feira e sábado, sempre com saídas às 16h00.
Também no sábado, a partir das 8h, haverá Pesca de Currico, a partir das 8h00, assim como duas regatas do Troféu de Vela “Costa da Laurissilva” - 5.ª prova do Campeonato da Madeira da classe de Cruzeiros -, entre o Seixal e o Porto Moniz, às 11h00 (1.ª etapa) e às 15h00 (2.ª etapa), evento que está, ainda, inserido nas comemorações do 20.º aniversário do Clube Naval do Seixal (CNS).
O último dia da “Semana do Mar” - domingo, 3 de Julho - terá uma parada de iates, logo pelas 10h00, à mesma hora decorre uma prova do Campeonato de Pesca da 1.ª Divisão, para pelas 13h00 ter lugar uma Regata de Windsurf (Prancha-à-Vela). O ponto alto do dia será, a partir das 16h00, com a Regata Tradicional de Canoas e Caiaques, entre as localidades do Seixal e do Porto Moniz.
Para as 18h00 está marcada a entrega dos prémios desportivos aos vencedores e melhores classificados de todas as provas. Promover o concelho, enquanto destino turístico de excelência para os Desportos de Mar e de Natureza é um dos principais objectivos da autarquia nortenha. (Jornal da Madeira)
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Cientistas procuram "alargar" mar português descobrindo novas espécies nas ilhas Selvagens
No sítio mais ao Sul de Portugal, as ilhas Selvagens, cientistas portugueses e estrangeiros, apoiados pela Marinha, procuram descobrir os segredos da fauna, flora e geologia marítimas, num esforço para conseguir aumentar o mar português.
A expedição da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) está junto à reserva natural das Ilhas Selvagens, na Região Autónoma da Madeira, desde 10 de Junho e já recolheu cerca de 500 espécies, algumas das quais nunca antes descobertas.
O objetivo é dar a Portugal argumentos para conseguir a extensão da sua plataforma continental para além das 200 milhas náuticas e para candidatar as Selvagens a património natural da Humanidade.
Em visita à expedição, o secretário de Estado da Defesa Nacional e Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, afirmou aos jornalistas que se trata de um “projeto importante” para “aprofundar o conhecimento que temos dos nossos recursos marinhos e demonstrar a capacidade de nos responsabilizarmos pela gestão de uma plataforma continental estendida”.
“É este conhecimento que nos permitirá saber o tipo de aproveitamento que podemos tirar da tecnologia, as potencialidades na produção de cosméticos ou produtos médicos e farmacêuticos, que nos permite saber que tipo de energias podemos retirar dos nossos mares, eólicas, ondas, e eventualmente energias convencionais que existam na área sob nossa jurisdição”.
Composta por uma equipa de cerca de 200 pessoas, a expedição está fundeada junto à ilha Selvagem Grande e distribui-se pelo navio de treino de mar Creoula, o navio hidrográfico Gago Coutinho, o balizador Schultz Xavier e a caravela Vera Cruz.
A bordo do Creoula, os biólogos analisam as amostras de animais, plantas e água recolhidas em seis rondas de mergulho diárias.
Vividos com entusiasmo pelos cientistas, os mergulhos colocam-nos frente a frente com esponjas, jardins de coral, peixes de águas frias e de águas quentes e, num dos momentos mais emocionantes desde que a expedição chegou às selvagens, até um tubarão martelo.
Cerca de cinquenta espécies foram já identificadas, de um total de 500 amostras, duzentas das quais através do robô subaquático do Gago Coutinho, que apesar de uma avaria, já mostrou assim o seu valor.
O aparelho, que fornece imagens em alta definição do fundo do mar e permite a recolha de amostras a centenas de metros de profundidade, teve uma avaria num cabo de fibra ótica que o liga ao navio e acabou por ficar parado no fundo do mar.
A solução, que já vem a caminho desde a Noruega, é um aparelho semelhante que permita resgatar o “Luso” e permitir voltar ao trabalho.
Para além da extensão da plataforma continental, o levantamento das espécies nas águas das Selvagens visa sustentar a candidatura da área a património natural da Humanidade.
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, afirmou que a reserva natural das ilhas, criada em 1971, dá exemplos de “um trabalho muito notável a nível nacional e mesmo mundial” na preservação da biodiversidade, como mostra a campanha bem sucedida de erradicação de pragas de ratos e coelhos.
Até ao fim do mês, a equipa vai continuar a passar os dias nas águas límpidas do Atlântico, partilhando o dia a dia com as criaturas do fundo do mar e as cagarras, as aves marinhas que povoam a Selvagem Grande.(I)
A expedição da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) está junto à reserva natural das Ilhas Selvagens, na Região Autónoma da Madeira, desde 10 de Junho e já recolheu cerca de 500 espécies, algumas das quais nunca antes descobertas.
O objetivo é dar a Portugal argumentos para conseguir a extensão da sua plataforma continental para além das 200 milhas náuticas e para candidatar as Selvagens a património natural da Humanidade.
Em visita à expedição, o secretário de Estado da Defesa Nacional e Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, afirmou aos jornalistas que se trata de um “projeto importante” para “aprofundar o conhecimento que temos dos nossos recursos marinhos e demonstrar a capacidade de nos responsabilizarmos pela gestão de uma plataforma continental estendida”.
“É este conhecimento que nos permitirá saber o tipo de aproveitamento que podemos tirar da tecnologia, as potencialidades na produção de cosméticos ou produtos médicos e farmacêuticos, que nos permite saber que tipo de energias podemos retirar dos nossos mares, eólicas, ondas, e eventualmente energias convencionais que existam na área sob nossa jurisdição”.
Composta por uma equipa de cerca de 200 pessoas, a expedição está fundeada junto à ilha Selvagem Grande e distribui-se pelo navio de treino de mar Creoula, o navio hidrográfico Gago Coutinho, o balizador Schultz Xavier e a caravela Vera Cruz.
A bordo do Creoula, os biólogos analisam as amostras de animais, plantas e água recolhidas em seis rondas de mergulho diárias.
Vividos com entusiasmo pelos cientistas, os mergulhos colocam-nos frente a frente com esponjas, jardins de coral, peixes de águas frias e de águas quentes e, num dos momentos mais emocionantes desde que a expedição chegou às selvagens, até um tubarão martelo.
Cerca de cinquenta espécies foram já identificadas, de um total de 500 amostras, duzentas das quais através do robô subaquático do Gago Coutinho, que apesar de uma avaria, já mostrou assim o seu valor.
O aparelho, que fornece imagens em alta definição do fundo do mar e permite a recolha de amostras a centenas de metros de profundidade, teve uma avaria num cabo de fibra ótica que o liga ao navio e acabou por ficar parado no fundo do mar.
A solução, que já vem a caminho desde a Noruega, é um aparelho semelhante que permita resgatar o “Luso” e permitir voltar ao trabalho.
Para além da extensão da plataforma continental, o levantamento das espécies nas águas das Selvagens visa sustentar a candidatura da área a património natural da Humanidade.
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, afirmou que a reserva natural das ilhas, criada em 1971, dá exemplos de “um trabalho muito notável a nível nacional e mesmo mundial” na preservação da biodiversidade, como mostra a campanha bem sucedida de erradicação de pragas de ratos e coelhos.
Até ao fim do mês, a equipa vai continuar a passar os dias nas águas límpidas do Atlântico, partilhando o dia a dia com as criaturas do fundo do mar e as cagarras, as aves marinhas que povoam a Selvagem Grande.(I)
I Encontro Nacional de Entusiastas de Navios
O Clube de Entusiastas de Navios (CEN) realiza promove no sábado, 26 de Junho, o primeiro encontro nacional de aficionados dos navios.
A iniciativa conta com intervenções de convidados como o escritor naval Luís Miguel Correia e os fundadores do 'Azores Cruise Club' e autores de blogues sobre a actividade marítima e navios, Bruno Rodrigues e António Silva.
A conferência-debate inicia-se pelas 18 horas no Hotel Porto Santa Maria, na Zona Velha da cidade do Funchal.
O encontro nacional decorre no âmbito das comemorações do 17º aniversário do CEN. (Fonte)
A iniciativa conta com intervenções de convidados como o escritor naval Luís Miguel Correia e os fundadores do 'Azores Cruise Club' e autores de blogues sobre a actividade marítima e navios, Bruno Rodrigues e António Silva.
A conferência-debate inicia-se pelas 18 horas no Hotel Porto Santa Maria, na Zona Velha da cidade do Funchal.
O encontro nacional decorre no âmbito das comemorações do 17º aniversário do CEN. (Fonte)
sábado, 8 de maio de 2010
Gare Marítima do Funchal inaugurada a 31 de Maio
A nova Gare Marítima do Funchal será inaugurada no próximo dia 31 de Maio, numa cerimónia que se realizará pelas 18 horas.
Obra custou cerca de 13 milhões de euros
O novo edifício está localizado sobre o molhe do cais da Pontinha e destaca-se pela sua singularidade, chegando a ser um marco na paisagem já que as linhas simples e a sua forma arrojada serão facilmente reconhecíveis como a imagem do Porto do Funchal e consequentemente da Madeira para o Mundo.
De forma muito longa e estreita, que inclui uma curva, fazendo um paralelismo em relação à beira do cais existente, o edifício teve uma execução rigorosa em todas as suas fases. A Gare Marítima do Funchal é assim composta por um edifício principal com cerca de 3.145 m2 de área de construção e por um passadiço paralelo ao do cais sul, com uma extensão total de cerca de 570m e com uma largura de 4m. Foi construída numa estrutura metálica nas vigas e pilares, com 1.100 toneladas, e nas lajes um misto de aço com betão. A cobertura em chapa de alumínio lacado com isolamento interior foi de 9.500 m2, sendo que os revestimentos interiores nas zonas públicas da Gare são em granito negro absoluto em cerca de 2 mil m2.
No total, o edifício da nova Gare Marítima do Funchal custou ao Governo Regional da Madeira cerca de 13 milhões de euros, tendo uma comparticipação do Fundo de Coesão em 62,8 por cento.
Gare está dividida em quatro áreas
Ao nível de organização do edifício, a Gare está dividida em quatro áreas principais, a ala nascente, a poente, a zona de serviços portuários e ainda o passadiço. Os circuitos de embarque e desembarque estão separados, sendo que o embarque é iniciado na ala poente na parte exterior coberta, paralela à paragem de táxis. A bagagem de porão é entregue e conduzida de forma independente pelo pessoal operacional na zona central da Gare, onde é feito o encaminhamento e controlo de segurança através de raios X. Este local pode ser também transformado para exposições, reuniões ou congressos.
O circuito de desembarque para passageiros a terminar a sua viagem processa-se pelo passadiço de acesso aos navios e seguidamente, pela ala nascente da Gare. Neste átrio nascente superior existirá uma zona de rent-a-car, antes da zona de controlo de passaportes. Já para os passageiros em trânsito, caso não exista nenhum embarque em simultâneo, será preferencialmente encaminhado para o átrio superior poente, onde se situa a principal zona comercial da Gare.
A Gare Marítima da Madeira dispõe de espaços comerciais, de vários gabinetes destinados às autoridades, tais como a GNR, Alfândega, SEF e Capitania.
A Zona de Serviços Portuários, localizada na parte mais à nascente do edifício, está destinada às próprias instalações da Administração dos Portos de Madeira, cuja sede será deslocada para o novo edifício.(Ler mais em JM)
Obra custou cerca de 13 milhões de euros
O novo edifício está localizado sobre o molhe do cais da Pontinha e destaca-se pela sua singularidade, chegando a ser um marco na paisagem já que as linhas simples e a sua forma arrojada serão facilmente reconhecíveis como a imagem do Porto do Funchal e consequentemente da Madeira para o Mundo.
De forma muito longa e estreita, que inclui uma curva, fazendo um paralelismo em relação à beira do cais existente, o edifício teve uma execução rigorosa em todas as suas fases. A Gare Marítima do Funchal é assim composta por um edifício principal com cerca de 3.145 m2 de área de construção e por um passadiço paralelo ao do cais sul, com uma extensão total de cerca de 570m e com uma largura de 4m. Foi construída numa estrutura metálica nas vigas e pilares, com 1.100 toneladas, e nas lajes um misto de aço com betão. A cobertura em chapa de alumínio lacado com isolamento interior foi de 9.500 m2, sendo que os revestimentos interiores nas zonas públicas da Gare são em granito negro absoluto em cerca de 2 mil m2.
No total, o edifício da nova Gare Marítima do Funchal custou ao Governo Regional da Madeira cerca de 13 milhões de euros, tendo uma comparticipação do Fundo de Coesão em 62,8 por cento.
Gare está dividida em quatro áreas
Ao nível de organização do edifício, a Gare está dividida em quatro áreas principais, a ala nascente, a poente, a zona de serviços portuários e ainda o passadiço. Os circuitos de embarque e desembarque estão separados, sendo que o embarque é iniciado na ala poente na parte exterior coberta, paralela à paragem de táxis. A bagagem de porão é entregue e conduzida de forma independente pelo pessoal operacional na zona central da Gare, onde é feito o encaminhamento e controlo de segurança através de raios X. Este local pode ser também transformado para exposições, reuniões ou congressos.
O circuito de desembarque para passageiros a terminar a sua viagem processa-se pelo passadiço de acesso aos navios e seguidamente, pela ala nascente da Gare. Neste átrio nascente superior existirá uma zona de rent-a-car, antes da zona de controlo de passaportes. Já para os passageiros em trânsito, caso não exista nenhum embarque em simultâneo, será preferencialmente encaminhado para o átrio superior poente, onde se situa a principal zona comercial da Gare.
A Gare Marítima da Madeira dispõe de espaços comerciais, de vários gabinetes destinados às autoridades, tais como a GNR, Alfândega, SEF e Capitania.
A Zona de Serviços Portuários, localizada na parte mais à nascente do edifício, está destinada às próprias instalações da Administração dos Portos de Madeira, cuja sede será deslocada para o novo edifício.(Ler mais em JM)
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Bandeira Azul para 15 praias
Este ano, Portugal vai ter 240 praias e 14 marinas com a Bandeira Azul, um número inédito que regista mais 14 zonas balneares do que o ano passado, com a entrada no programa de 13 novas praias e a reentrada de 28. Na Madeira, foram apresentadas 16 candidaturas (15 praias e uma marina), sendo que todas elas foram aceites. Recorde-se que, na Região, em virtude da catástrofe climatérica que se abateu em Fevereiro sobre a ilha, o número de Bandeiras Azuis decresceu, havendo menos uma marina.
Ora, da lista de praias galardoadas da ABAE, temos que no Funchal vão ostentar o galardão a Barreirinha, o Clube Naval, a Ponta Gorda/Poças do Governador, Poças do Gomes/Doca do Cavacas e Formosa. Em Santa Cruz, teremos Palmeiras, Roca Mar, Galo e Garajau. No Porto Santo, há a registar o regresso à lista da praia da Calheta, que se junta à Fontinha e Ribeiro Salgado. Em São Vicente, a Bandeira vai ser hasteada no complexo da Ponta Delgada, o mesmo acontecendo na Ribeira do Faial (Santana). A norte, as piscinas naturais do Porto Moniz vão voltar a manter a bandeira.
Quanto às marinas, apenas a da Quinta do Lorde figura entre a lista, sendo que em relação à do Funchal, e em consequência do temporal, nem foi apresentada candidatura.
Apesar de tudo, João Correia, director regional do Ambiente, mostra-se satisfeito com o anúncio da Associação Bandeira Azul da Europa, dadas as circunstâncias do inverno. «Se não fosse a questão do Lido e a Ribeira Brava – que até já tinham apresentado a candidatura, mas depois foi retirada -, ficaríamos com o mesmo número do ano anterior. Face ao que aconteceu, é um número satisfatório», comentou.
Ainda assim, subsistem algumas dúvidas, sendo que o caso da Barreirinha é o que merece maiores atenções. «É o caso mais complicado, em termos da execução da estação elevatória. Mas, dos contactos que tenho mantido com a Câmara – e temos ainda dois meses -, a ideia é a de que a 21 de Junho tudo estará concluído», disse.
Outros complexos estão também a ser alvo de pequenas obras, mas que não comprometem, para já, o hastear do galardão máximo da qualidade das praias.
Santa Cruz quer Dia das Desertas
De salientar ainda que, este ano, a cerimónia de hastear da primeira Bandeia Azul terá lugar no próximo dia 1 de Junho na praia do Garajau, em Santa Cruz. A este respeito, João Correia diz que decorre de uma «atenção especial» da Associação, perante o temporal que se abateu na Madeira.
«Sugerimos essa hipótese de ser feita cá, que foi prontamente aceite e correspondido. O programa da apresentação será agora definido pela própria ABAE, mas nada está definido ainda», disse.
Visivelmente orgulhoso com a decisão estava, ontem, José Alberto Gonçalves, autarca de Santa Cruz. «De facto, acho que temos feito o possível e os necessários esforços para ter algumas bandeiras azuis no município», sublinhou, embora reconheça que, este ano, «tem sido complicado devido à intempérie cujos efeitos ainda se vão sentido».
A zona que merece maior atenção está centrada na faixa Porto Novo/Palmeiras, em virtude das muitas obras de contenção e preparação de pontes que fazem com que ainda se verifique muito movimento de terras no leito das ribeiras, que vai desaguar ao mar. (J.M)
Ora, da lista de praias galardoadas da ABAE, temos que no Funchal vão ostentar o galardão a Barreirinha, o Clube Naval, a Ponta Gorda/Poças do Governador, Poças do Gomes/Doca do Cavacas e Formosa. Em Santa Cruz, teremos Palmeiras, Roca Mar, Galo e Garajau. No Porto Santo, há a registar o regresso à lista da praia da Calheta, que se junta à Fontinha e Ribeiro Salgado. Em São Vicente, a Bandeira vai ser hasteada no complexo da Ponta Delgada, o mesmo acontecendo na Ribeira do Faial (Santana). A norte, as piscinas naturais do Porto Moniz vão voltar a manter a bandeira.
Quanto às marinas, apenas a da Quinta do Lorde figura entre a lista, sendo que em relação à do Funchal, e em consequência do temporal, nem foi apresentada candidatura.
Apesar de tudo, João Correia, director regional do Ambiente, mostra-se satisfeito com o anúncio da Associação Bandeira Azul da Europa, dadas as circunstâncias do inverno. «Se não fosse a questão do Lido e a Ribeira Brava – que até já tinham apresentado a candidatura, mas depois foi retirada -, ficaríamos com o mesmo número do ano anterior. Face ao que aconteceu, é um número satisfatório», comentou.
Ainda assim, subsistem algumas dúvidas, sendo que o caso da Barreirinha é o que merece maiores atenções. «É o caso mais complicado, em termos da execução da estação elevatória. Mas, dos contactos que tenho mantido com a Câmara – e temos ainda dois meses -, a ideia é a de que a 21 de Junho tudo estará concluído», disse.
Outros complexos estão também a ser alvo de pequenas obras, mas que não comprometem, para já, o hastear do galardão máximo da qualidade das praias.
Santa Cruz quer Dia das Desertas
De salientar ainda que, este ano, a cerimónia de hastear da primeira Bandeia Azul terá lugar no próximo dia 1 de Junho na praia do Garajau, em Santa Cruz. A este respeito, João Correia diz que decorre de uma «atenção especial» da Associação, perante o temporal que se abateu na Madeira.
«Sugerimos essa hipótese de ser feita cá, que foi prontamente aceite e correspondido. O programa da apresentação será agora definido pela própria ABAE, mas nada está definido ainda», disse.
Visivelmente orgulhoso com a decisão estava, ontem, José Alberto Gonçalves, autarca de Santa Cruz. «De facto, acho que temos feito o possível e os necessários esforços para ter algumas bandeiras azuis no município», sublinhou, embora reconheça que, este ano, «tem sido complicado devido à intempérie cujos efeitos ainda se vão sentido».
A zona que merece maior atenção está centrada na faixa Porto Novo/Palmeiras, em virtude das muitas obras de contenção e preparação de pontes que fazem com que ainda se verifique muito movimento de terras no leito das ribeiras, que vai desaguar ao mar. (J.M)
sábado, 1 de maio de 2010
Madeira: apenas 15 praias concorrem à Bandeira Azul
Este ano, apenas 15 praias da Madeira, menos três do que em 2009, se candidataram ao galardão europeu Bandeira Azul, que distingue a qualidade de estâncias balneares.
«Tendo em conta tudo o que se passou, as consequências do temporal de 20 de Fevereiro e as tempestades no mar que aconteceram antes, este número até é bom», considerou o director Regional do Ambiente, João Correia, adiantando que as 15 praias correspondem sensivelmente a metade das praias frequentadas pelos madeirenses.
O ano passado concorreram 18 praias, sendo que este ano, até à data limite de candidatura, em princípios de Fevereiro, estavam inscritas 16, mas a Câmara Municipal da Ribeira Brava, posteriormente, decidiu retirar a sua candidatura devido às consequências do temporal.
«Com efeito, foi nos concelhos do Funchal e da Ribeira Brava que os efeitos do temporal mais efeitos tiveram na orla costeira. Assim, no Funchal, é ponto assente que o Lido não concorreu e vai permanecer encerrado», referiu o responsável.
Também o Complexo Balnear da Barreirinha «foi muito afectado, inclusive na sua estação elevatória, mas a Câmara do Funchal manteve a sua candidatura e está apostada em que tudo fique pronto a 21 de Junho», acrescentou.
Numa outra praia muito concorrida da cidade, a Praia Formosa, João Correia revelou que, pela indicação que dispõe, esta vai encontrar-se completamente operacional dentro de pouco tempo, «decorrendo apenas alguns pequenos trabalhos de limpeza que não afectam a qualidade das suas águas».
O responsável governamental alertou, contudo, para o facto de em algumas zonas altas do Funchal e de outros concelhos terem surgido problemas ao nível de esgotos que, eventualmente, «poderão contaminar cursos de água e, consequentemente, afectar a qualidade da água do mar».
«Na Ribeira Brava, efectivamente, a situação é mais complicada, devido à grande quantidade de entulho que atingiu a praia proveniente da ribeira», apesar de a mesma não estar vedada a banhos.
O director do Ambiente admitiu que «as autarquias vão correr algum risco» ao candidatarem as suas praias ao galardão Bandeira Azul, numa altura em que ainda se notam algumas manchas castanhas de terra nas águas.
«Mas isso é relativo. No ano passado, a praia da Madalena do Mar retirou a bandeira quando uma análise revelou má qualidade da água. Continuou-se posteriormente a efectuar análises regulares e nunca mais surgiram análises negativas», referiu.
Em todo o caso, tanto a Direcção Regional do Ambiente como as próprias autarquias «estarão atentas», fazendo as análises requeridas pelas normas da candidatura. (IOL)
«Tendo em conta tudo o que se passou, as consequências do temporal de 20 de Fevereiro e as tempestades no mar que aconteceram antes, este número até é bom», considerou o director Regional do Ambiente, João Correia, adiantando que as 15 praias correspondem sensivelmente a metade das praias frequentadas pelos madeirenses.
O ano passado concorreram 18 praias, sendo que este ano, até à data limite de candidatura, em princípios de Fevereiro, estavam inscritas 16, mas a Câmara Municipal da Ribeira Brava, posteriormente, decidiu retirar a sua candidatura devido às consequências do temporal.
«Com efeito, foi nos concelhos do Funchal e da Ribeira Brava que os efeitos do temporal mais efeitos tiveram na orla costeira. Assim, no Funchal, é ponto assente que o Lido não concorreu e vai permanecer encerrado», referiu o responsável.
Também o Complexo Balnear da Barreirinha «foi muito afectado, inclusive na sua estação elevatória, mas a Câmara do Funchal manteve a sua candidatura e está apostada em que tudo fique pronto a 21 de Junho», acrescentou.
Numa outra praia muito concorrida da cidade, a Praia Formosa, João Correia revelou que, pela indicação que dispõe, esta vai encontrar-se completamente operacional dentro de pouco tempo, «decorrendo apenas alguns pequenos trabalhos de limpeza que não afectam a qualidade das suas águas».
O responsável governamental alertou, contudo, para o facto de em algumas zonas altas do Funchal e de outros concelhos terem surgido problemas ao nível de esgotos que, eventualmente, «poderão contaminar cursos de água e, consequentemente, afectar a qualidade da água do mar».
«Na Ribeira Brava, efectivamente, a situação é mais complicada, devido à grande quantidade de entulho que atingiu a praia proveniente da ribeira», apesar de a mesma não estar vedada a banhos.
O director do Ambiente admitiu que «as autarquias vão correr algum risco» ao candidatarem as suas praias ao galardão Bandeira Azul, numa altura em que ainda se notam algumas manchas castanhas de terra nas águas.
«Mas isso é relativo. No ano passado, a praia da Madalena do Mar retirou a bandeira quando uma análise revelou má qualidade da água. Continuou-se posteriormente a efectuar análises regulares e nunca mais surgiram análises negativas», referiu.
Em todo o caso, tanto a Direcção Regional do Ambiente como as próprias autarquias «estarão atentas», fazendo as análises requeridas pelas normas da candidatura. (IOL)
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Rendição de patrulhas na Madeira
Chegou, ontem, ao porto do Funchal, para mais uma comissão na Região, o navio patrulha “Cuanza”, comandado pelo 1.º tenente Roldão da Cruz, rendendo o “Cacine”.
Durante a comissão na Região, no período entre 13 de Fevereiro e ontem, o navio “Cacine” assegurou uma prontidão permanente de duas horas para missões de salvaguarda da vida humana no mar, tendo ficado «empenhado de acordo com as necessidade no âmbito da busca e salvamento marítimo coordenadas pelo subcentro de busca e salvamento marítimo do Funchal».
Revela ainda o comunicado da Marinha que, «durante o período de 20 de Fevereiro e 1 de Março o NRP “Cacine” assumiu uma prontidão de 45 minutos, sendo fundamentais as suas acções de coordenação das buscas efectuadas no mar».
A Marinha revela ainda que foram realizadas «quatro missões de apoio logístico ao Parque Natural da Madeira às ilhas Desertas, transportando 24 pessoas e 1.600 Kg de material», bem como «duas missões de apoio logístico ao Parque Natural da Madeira às ilhas Selvagens, transportando 16 pessoas e 1.600 Kg de material».
Por último, refere ainda o comunicado, o “Cacine”, no âmbito de outras missões de interesse público, «empenhou elementos da guarnição na ajuda à população da Madeira durante o temporal de 20 de Fevereiro».
Quanto às características do navio que agora chega à Madeira, refere a Marinha que o “Cuanza” «é o quinto dos dez navios patrulhas da classe “Cacine” e foi construído nos Estaleiros Navais do Mondego e aumentado ao efectivo dos Navios da Armada em 4 de Junho de 1970».
O seu nome “Cuanza”, refere ainda o documento, «é proveniente de um rio da antiga colónia portuguesa de Angola, que nasce na meseta central do país -- pronvíncia do Bié e depois de percorrer cerca de 970 Km -- sendo 190 destes navegáveis, desagua no oceano Atlântico a cerca de 50 Km a sul de Luanda». (Fonte)
Durante a comissão na Região, no período entre 13 de Fevereiro e ontem, o navio “Cacine” assegurou uma prontidão permanente de duas horas para missões de salvaguarda da vida humana no mar, tendo ficado «empenhado de acordo com as necessidade no âmbito da busca e salvamento marítimo coordenadas pelo subcentro de busca e salvamento marítimo do Funchal».
Revela ainda o comunicado da Marinha que, «durante o período de 20 de Fevereiro e 1 de Março o NRP “Cacine” assumiu uma prontidão de 45 minutos, sendo fundamentais as suas acções de coordenação das buscas efectuadas no mar».
A Marinha revela ainda que foram realizadas «quatro missões de apoio logístico ao Parque Natural da Madeira às ilhas Desertas, transportando 24 pessoas e 1.600 Kg de material», bem como «duas missões de apoio logístico ao Parque Natural da Madeira às ilhas Selvagens, transportando 16 pessoas e 1.600 Kg de material».
Por último, refere ainda o comunicado, o “Cacine”, no âmbito de outras missões de interesse público, «empenhou elementos da guarnição na ajuda à população da Madeira durante o temporal de 20 de Fevereiro».
Quanto às características do navio que agora chega à Madeira, refere a Marinha que o “Cuanza” «é o quinto dos dez navios patrulhas da classe “Cacine” e foi construído nos Estaleiros Navais do Mondego e aumentado ao efectivo dos Navios da Armada em 4 de Junho de 1970».
O seu nome “Cuanza”, refere ainda o documento, «é proveniente de um rio da antiga colónia portuguesa de Angola, que nasce na meseta central do país -- pronvíncia do Bié e depois de percorrer cerca de 970 Km -- sendo 190 destes navegáveis, desagua no oceano Atlântico a cerca de 50 Km a sul de Luanda». (Fonte)
Subscrever:
Mensagens (Atom)